terça-feira, novembro 29
PEDIDO DE INFORMAÇÕES
segunda-feira, novembro 28
domingo, novembro 27
Se a Ilha de Luanda falasse...
sexta-feira, novembro 25
LÍNGUA MATERNA OU OFICIAL?
Deixo a cama, pego nos meus livros, ligo o diskman e uns kizombas dão-me banho. Tento ler, mas me vem à cabeça a pressão social (aquilo que queremos não nos quer; aquilo que não desejamos nos persegue). Insisto, mas não consigo mesmo concentrar-me à leitura. Então recorro ao meu habitual consolo – um bloco e uma bick azul – e ponho-me a escrever. De princípio a letra é feia, mas vai ficar bonita logo no computador.
Disse um angolano na Tuga, certo dia, que a vida se resumia em duas grandes desvantagens: uma era ser jovem e a outra ser mulher. Fiquemos hoje com a primeira. Ora não se tem a idade nem a qualificação ideal para certas oportunidades, ora já se passou dos 30 anos e não dá, mesmo depois de estabelecido o parâmetro 15-35 anos como padrão de juventude. Reclamamos, insultamos as instituições, praguejamos e tudo o mais. Mas também nos lembramos de certas conquistas colectivas e vemos que vale a pena lutar, basta estarmos atentos ao que vai pela imprensa e lubrificar sempre os mecanismos da amizade. Afinal, o autor de “renúncia impossível”, que a dado passo reconhecia “atingi o zero”, foi presidente desse país.
Encontrava-me ainda em Luanda, num seminário, quando um telefonema amigo me incentivou a concorrer à uma vaga numa companhia petrolífera. Confesso, não acredito em nenhum concurso no meu próprio país, muito mais quando dirigido por irmãos angolanos. Mas tento, às vezes, não ser carrasco de mim mesmo e retribuo a consideração dos amigos que gastam do seu saldo e da sua saliva em conselhos. Assim, anteontem, juntei o monte de documentos e fui ao centro de emprego, do Ministério do Trabalho, na minha cidade. (É curioso como a nossa vida é em tamanho A4: certidões de nascimento, contratos, títulos de salário, cartas de despedimentos, certidão de casamento, facturas de luz e telefone, etc., tudo em A4.)
Uma vez lá, encontro um senhor cuja testa parecia estar há anos sem saber o que é sorrir. Pronto, saúdo e avanço, a final não estava ali para semear amizades. Na secção a seguir, uma senhora dá-me o formulário e algumas instruções. Escrevo tão rápido que, volta e meia, tinha tudo preenchido… e a discussão inicia com a atendedora: tudo porque preenchi o Umbundu como sendo a minha língua materna. “A nossa língua materna é aquela que falamos”, dizia ela. Pois claro, mas é essa mesma a minha língua de berço; tanto o português como o inglês, eu aprendi foi na escola. Que azar me arranjei?! A senhora submeteu-me então a uma cátedra: “língua materna é aquela que herdamos do colonizador, porque é a língua que nos une; olha, um zairense, por exemplo, na escola fala lingala? Claro que não, moço!” Impotente e em desvantagem, disse-lhe apenas que era complicado. “Pois, mas estou-te a fazer entender agora que, no espaço língua materna, escreva português, porque o Umbundu é dialecto apenas!”, ditava ela. Os meus suspiros e reticências não a impediram de pegar no corrector e, a mando dela, eu declarar o português como “minha língua materna”, relegando o meu doce Umbundu ao segundo plano. Deixei o Centro de Emprego bastante contrariado, quase irritado. Já não basta o que basta, agora também me roubam a minha história, a minha dignidade? Será que por necessitar de uma carreira, perco o direito de ter nascido no Quimbo, ter o Umbundu como primeira língua da minha vida, ligada às primeiras memorias que guardo com honra!?
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Gociante Patissa, Lobito, 23 de Setembro de 05
quinta-feira, novembro 24
Rir é o melhor remédio.

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Em bairro chiquíssimo e com piscina.
O angolano quis retribuir a simpatia e convidou-o a ir lá a casa.
O português nem queria acreditar! Perguntou como era possível um homem público ter uma mansão daquelas.
domingo, novembro 20
Altas Patentes na Pesca
Do ponto de vista legal, a Edipesca é a sua proprietária, mas como muitas outras empresas do Estado, esta também foi parar às mãos de terceiros sem papel passado. Do corpo de accionistas constam também a Escom, do grupo Espírito Santo. Joaquim David, que nos anos em que brilhava na Sonangol tinha grandes relações com João de Matos, é citado também como sendo accionista da mesma.
A Star Fish, a maior referência de peixe na cidade do Namibe, é única empresa que exporta peixe de acordo com padrões impostos pela União Europeia. A sua recuperação foi feita com recurso a fundos bonificados. Como em muitos outros negócios, os generais dividem-se aqui. França Ndalu detém, em associação com a empresa sul-coreana Interburgo, a World Wide, a maior empresa de pescas do país. Por sua vez Armando da Cruz Neto é dado como sendo um dos patrões das Vilmar, gerida por Carlos Vieira.
A licitação desta e de outras empresas valeu ao Estado triliões de kwanzas, no que foi na altura motivo de muito regozijo. Ao tempo metido noutras contas que não de peixe, Salomão Xirimbimbi conseguiu ficar com o Complexo Frigorífico do Kikombo, no Kwanza Sul. Mesmo sem nunca ter conseguido arrancar da sua antecessora qualquer licença de pesca, segundo contam fontes do SA, Xirimbimbi, conseguiu o suficiente para se manter à tona até hoje. Num país em que os governantes não têm a menor preguiça de misturar interesses públicos com privados, ninguém se admire se de um momento para o outro o Complexo do Kikombo der salto de cangurú. Afinal, a cozinha agora está por conta do próprio dono da empresa.
Os interesses da família Jardim estendem-se também à Pescamar, cujo rosto principal é Albérico Naval, ele também primo dos Jardins. A sua especialidade é o camarão. Tem como clientes principais empresas espanholas. Detêm também a última palavra na Frisul, o maior complexo frigorífico do país. Parada há muito tempo, a Frisul apenas aguarda que engenheiros chineses terminem a sua reabilitação.
Na Frisul, João Jardim partilha interesses com o antigo primeiro-ministro França Van-Dúnem e ainda com Albérico Naval e com o jurista Eurico Paz Costa, antigo director do Gabinete Jurídico do Ministério das Pescas.
A constituição, recentemente, por Pedro Neto, José Pedro de Morais e Jorge de Morais, da AngoOceânia, especializada em congelamento, confirma sugestões avançadas no «mercado do peixe» de que a entrada colectiva da família no ramo está para breve.
Nesta empreitada, Mário Palhares tem a companhia de alguns generais, cujos nomes o SA não conseguiu apurar. O corrupio de homens da capital à volta do peixe levou o antigo conselheiro do Presidente da Republica e actual embaixador na Costa do Marfim, Carlos Belli Belo, ao controlo da Sede, Lda, onde tem como parceiro um cidadão francês chamado Charlie. O objecto social é igual ao da Sopescas: captura, salga e congelamento. Em Benguela, Zeca Moreno, antigo 1º secretário provincial do Mpla, também está registado como empresário de pesca. É dele a Pesca Fresca.
A gestão parcimoniosa de fundos e domínio do negócio colocam o grupo Iemanjá, de que constam barcos de pesca e as salinas Calombolo, entre as melhores do ramo do país. Coincidência ou não, Adérito Areias também é próximo dos Jardins.
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A afirmação desta «pescaria» foi facilitada também pelo facto de nela terem interesses os governadores de Benguela, e da Huíla, respectivamente Dumilde Rangel e Francisco Ramos da Cruz."
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sábado, novembro 19
sexta-feira, novembro 18
Para lá do Asfalto*
A aldeia ressurgiu há dois anos e carece de quase tudo: desde à alimentação, serviços básicos de saúde, acesso à educação e ensino, até ao apoio na actividade agrícola – a principal fonte para o auto-sustento. Entre os populares, há os retornados da Zâmbia, alguns são viúvos, outros velhos incapacitados e boa parte das crianças é órfã.
Desde cedo, as crianças dominam a auto-medicação usando raízes silvestres. É a alternativa face à inexistência de um posto de saúde e à escassez de dinheiro para pagar um enfermeiro particular pelo tratamento. “Quase todos os recém-nascidos faleceram este ano, só na sede da Ombala. Até agora, o número total é de 17 óbitos, dos zero aos 2 anos e meio”, revelaram alguns líderes da comunidade. A fonte de água para o consumo é um dilema: todo o mundo sabe que é antiga e tem bichos, incluindo cobras, mas não existe outra alternativa.
A única escola foi construída por uma ONG, em 1996, e a sua cobertura foi saqueada durante o conflito armado. Nela, três professores atendem 300 crianças, da iniciação à segunda classe, sendo parte considerável dos alunos maiores de 14 anos. Os que passam para a 3ª classe enfrentam sete quilómetros a pé para chegarem à escola na sede da comuna de Sambo.
O consumo excessivo do kaporroto, aguardente produzido localmente, é companhia dos adultos às tardes, distraindo uns e fazendo brigar outros. Bebe-se mais do que se come. Pelas manhãs, o movimento das crianças divide-se em dois galhos: umas indo à lavra, outras para a escola. Destinos diferentes, mas algo em comum: todas cheias de feridas de bitacaias e suas roupas de tão sujas e rotas (na vida real) até parecem indumentárias de teatro comunitário.
Se o Mpla é o único partido na zona, a igreja católica ganha concorrente, a adventista, que já tem um fiel dedicado (a aldeia tem mais de 200 homens). Mas a última campanha de evangelização dos adventistas provenientes do Huambo, durante um fim-de-semana, deu mais pontos aos católicos, de si já líderes das simpatias em função de alguma caridade recente aos órfãos e vulneráveis: tudo porque, no culto, um visitante terá dito que “os irmãos que adoram no domingo, adoram no mesmo dia que os palhaços”, o que ofendeu até as autoridades locais. Nos finais de semana o futebol é rei, sem técnica, táctica e onde ninguém sabe perder; mas vale a intenção: “assim as crianças se distraem das makas da guerra… e nós também”.
“Kwachas” e “Mplosos” de ontem, angolanos unidos hoje pela paz, há dois anos que lutam pela sobrevivência, pelo direito de recomeçar a vida em Tchiaia, sua aldeia do coração. Qualquer apoio é para ontem e aqui fica o SOS. Para além do governo de Angola, quem será o rico, o político, o amigo ou filho do Huambo que pode ajudar esse povo?
Por:
Gociante Patissa, Huambo, 30 de Outubro de 2005
In Ondaka usongo
*Título da autoria de MN
quarta-feira, novembro 16
Desabafos de um Padre*
Os anos passam e a África continua sendo o continente do futuro, na esperança de um presente no futuro. Em 2001, Alpha Blondy lançou um grito: «j’insiste, je persite e je signe, que les ennemis de l’Afrique sont les africains» (eu insisto, persisto e assino que os inimigos de África, são os próprios africanos).
Afinal, os inimigos da mãe África são os africanos, ou seja, os próprios filhos da mãe África! Não tenho razão para estar zangado!?
É difícil aceitar que, em África, a vida humana esteja a ser tão coisificada e banalizada pelos seus próprios filhos, que apostaram em várias décadas sucessivas de guerras que continuam a transmitir-se de pais para filhos, de geração para geração.
(...)Os outros lutam pelo desenvolvimento, mas nós batemo-nos pela cessação das hostilidades; os outros inventaram o Computador, a Internet e os Móvel, mas nós vendemos-lhes riquezas e compramos armas para destruir as nossas riquezas; os outros vivem em democracia, nós instauramos a tirania; os outros têm cientistas políticos, nós dispomos de “engenheiros” políticos.
O vírus da corrupção atingiu o próprio desporto: os outros investem nos jogadores, nós investimos nos árbitros!...Alguns dirão que este quadro é demasiado pessimista. É provável que o seja. Mas, se já não é negro, continua cinzento e triste. Hoje, a nossa mãe África tornou-se num dos grandes laboratórios de sofrimento da humanidade, onde se pratica, inclusive, o genocídio estrutural e sistematizado; onde se elimina o futuro de inúmeros jovens e crianças.
O cenário é asqueroso: guerra fratricida, genocídios programados, pobreza colectiva, fome, miséria, doenças, pilhagens, vida precária, morte precoce, êxodo e exílio forçados de populações; refugiados sempre calculados aos milhões; corrupção e injustiças organizadas em sistemas tornando-se numa gangrena, numa septicemia geral.
(…)O futuro reserva-nos um presente de esperança. O futuro vai resolver todos os nossos problemas, presentes e futuros. Basta ter esperança do presente, no futuro; basta acreditar no presente que está no futuro. Ora, este tipo de discurso é sempre antigo, sempre novo e será sempre renovado: a felicidade, ou melhor, o presente, está bem situado: no futuro! Por isso é que, com razão, Mia Couto se interroga: será que “no passado o futuro era melhor?”.
Os filhos de outros continentes, sempre admiraram, comovidos, a nossa habilidade para viver neste contraste dramático entre amor e ódio; entre a alegria de viver e o terror; entre a solidariedade e o fratricídio; entre a vida e a morte. (…)
(…)O africano sabe esperar, sabe confiar, mesmo quando está submetido a um sistema irracional de violência desprovido de qualquer sentido, capaz de destruir vidas humanas, de paralisar e de condicionar o desenvolvimento da mãe África! A esperança é a última a morrer e, por isso, esperamos ansiosos a vinda do presente de felicidade no futuro. Este era o discurso das nossas trisavós, dos nossos bisavós, dos nossos avós, dos nossos pais e, certamente, continuará a sê-lo daqueles que hão de vir!...Continuo zangado! Muito zangado, mesmo! Afinal, quem vai salvar a minha mãe?!...
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In Apostolado
terça-feira, novembro 15
A CAMPANHA ELEITORAL JÁ COMEÇOU!!! PARTE II
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Com o advento da paz, espero sinceramente que novos políticos apareçam e que estes coloquem as preocupações e aspirações do Povo como suas preocupações primárias na sua actividade politica.
Por:
domingo, novembro 13
sábado, novembro 12
A Dança das Cadeiras e os Desvios dos Dinheiros Públicos
sexta-feira, novembro 11
11 DE NOVEMBRO - PARABÉNS ANGOLA!!!

Angola festeja os 30 anos de Independência e a síntese dessa é um trágico e longo período de guerra civil que culminou com a morte do líder da Unita e chefe da guerrilha armada - Jonas Malheiro Savimbi -, trazendo a ansiada Paz e Reconciliação Nacional, mas que deixou um país destruído pela guerra, pela falta de manutenção e investimento das infraestruturas e pelos desvios maciços dos dinheiros públicos.
quinta-feira, novembro 10
Energias Renováveis!??
terça-feira, novembro 8
O MEDICAMENTO EM ÁFRICA É 300% MAIS CARO
O medicamento, considerado como um bem de consumo não durável mas essencial difere dos outros bens de consumo porque o doente não tem poder de escolha ou seja, o médico prescreve e o farmacêutico dispensa. Em África, cerca de 65% do total de medicamentos vendidos são-no, geralmente, na capital, onde se encontram as elites e o respectivo poder de compra.Os medicamentos são uma resposta simples a muitos problemas que se colocam nos países de difícil evolução desde que se encontrem disponíveis, acessíveis, a bom preço e sejam correctamente utilizados. Pergunte-se a qualquer mãe africana por algo premente de que necessite. A resposta é: medicamentos. O abastecimento regular de medicamentos é uma componente fundamental para um bom funcionamento de qualquer sistema de saúde. A importância do medicamento é de tal ordem que quando o hospital ou dispensário estão abastecidos, a sua procura por parte dos utentes aumenta em cerca de 50%. A maioria dos governos africanos ainda não compreendeu como é que os medicamentos e os inseparáveis farmacêuticos podem contribuir para uma melhoria da prestação de serviços de saúde às populações.
Os governos africanos, supostos acorrem às necessidades mais prementes das suas populações, devem elaborar uma estratégia para a implementação de farmácias no interior dos seus países porque como têm poucos farmacêuticos disponíveis, estes optam pelo mais fácil ou seja, ficam nas capitais que se encontram superlotadas de farmácias, algumas delas sem justificação para existirem. Uma das saídas era sensibilizar cada farmácia da capital a abrir uma filial numa outra cidade do interior com a sua contrapartida nas taxas fiscais. Por outro lado, não se pode compreender que os poucos produtos farmacêuticos disponíveis nos países africanos se encontrem ocupados com mero trabalho burocrático, quando poderiam ser incentivados pelos governos, através de empréstimos reembolsáveis, a abrir farmácias comunitárias.
Por:
Dr. Rogério Pacheco
segunda-feira, novembro 7
domingo, novembro 6
Angola na lista dos países mais minados do Mundo

Infelizmente o nosso país continua a postar nas piores listas!
Lista dos países mais corruptos, mais minados, mais pobres, maior mortalidade de crianças, maior taxa de analfanetismo...
Até quando ANGOLA???
quinta-feira, novembro 3
A CAMPANHA ELEITORAL JÁ COMEÇOU!!!
A saída do casal ”Real” de Angola (José Eduardo dos Santos e sua esposa) para jantar num restaurante requintado de Luanda festejando mais uma risonha primavera da última, não passou de pura campanha política.
quarta-feira, novembro 2
sábado, outubro 29
SIMPLESMENTE UM CLAMOROSO MANIFESTO JUVENIL
sexta-feira, outubro 28
quinta-feira, outubro 27
As Elites no Poder Desprezam o Povo
Lopo do Nascimento, um dos mais credenciados e respeitados políticos de Angola, diz o que a maioria pensa em silêncio.Lobitino
in: www.pululu.blogspot.com
quarta-feira, outubro 26
Cabo Verde tem maior desenvolvimento que Angola
Nos dados estatísticos do documento elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a população (FNUAP), Cabo Verde surge à frente de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau no cumprimento dos objectivos defenidos na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) e dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
No relatório consta que a taxa de mortalidade infantil em Cabo Verde é de 27 mortos por cada 1000 nados vivos, enquanto que em Angola a taxa ultrapassa os 100 mortos por cada 1000 nados vivos.
No que diz respeito a métodos contraceptivos, a taxa de uso da população Cabo Verdiana é de 53 por cento contra menos de 10 por cento da população de Angola.
Cabo Verde apresenta uma taxa de escolararização no ensino secundário de mais de 67 por cento, no caso dos homens e 73 por cento no caso das mulheres. Enquanto que em Angola a mesma taxa ronda os 21 por cento para os homens e 17 por cento para as mulheres.
Fonte: Angonotícias
Deviamos tirar algumas conclusões e aprender com Cabo Verde, país com poucos recursos mas que mesmo assim consegue estar a frente de Angola que é um país riquíssimo em recursos naturais.
terça-feira, outubro 25
THE BOBs 2005
Foram hoje oficialmente anunciados os Blogues finalistas aos BOB’s 2005. De referir que, à parte do citado "Desabafos Angolanos" e "Tupiniquim" os restantes nomeados na Língua Portuguesa são todos brasileiros.
Abdulhamid, radicado em Damasco, é constantemente controlado pelo governo sírio por ser considerado um autor não-conformista. Além disso, ele é coordenador do projeto Tharwa, uma iniciativa independente que se dedica a lutar pelos direitos de minorias religiosas e étnicas no mundo árabe, e suas atividades na internet são há tempos uma pedra no sapato do governo em Damasco.
"Eu já me meti em sérias dificuldades, mas isso faz parte. A pressão sempre existirá, e nosso papel é justamente continuar lutando, apesar dela e de possíveis proibições. Esse é o jogo", reconhece.
Júri competente
Ammar Abdulhamid é membro do júri internacional do BOBs 2005, composto por 12 jornalistas independentes, especialistas em weblogs e pesquisadores de mídia. O evento certamente será uma boa oportunidade para ele trocar informações com Julien Pain, da organização Repórteres sem Fronteiras, ou com o blogger iraniano Hossein Derakhshan, conhecido na rede por Hoder e considerado o mais significativo e influente blogger em língua farsi (persa).
A língua portuguesa será representada no júri pelo professor brasileiro André Lemos, que dirige o Centro Internacional de Estudos Avançados e Pesquisa em Cibercultura na Universidade Federal da Bahia e é tido como "papa" da cibercultura não apenas no Brasil.
Já na primeira edição em 2004, o The BOBs chamou atenção na comunidade blogueira e na imprensa. Mais de mil weblogs foram sugeridos e cerca de 100 mil usuários participaram da votação dos melhores sites. O vencedor do primeiro prêmio do júri para Melhor Weblog foi o site chinês The Dog Newspaper.
in http://www.dw-world.de/dw/article/0,1564,1697085,00.html
domingo, outubro 23
Serei eu retrogada...? Não sei... talvez!
Falavamos então da forte vaga de assaltos que se têm intensificado em Angola (em particular Luanda).... assaltos a telemóveis, mais especificamente. Assaltos que muitas das vezes acabam por se transformar em homicídios horrendos ou então em ferimentos que deixam lesões graves.
De facto a minha posição demonstrou-se um tanto radical e extremista. Mas caso ele um dia lesse isto que escrevo, eu voltar-lhe-ia a dizer que não mudaria uma vírgula no que disse.
Como grande parte da minha geração, eu tenho “cores” e convicções políticas, faço questão de evidencia-las sempre que acho conveniente... digo aqui desde já, que me assumo defensora das ideias socialistas e ditas de “esquerda”.
Quando o meu amigo me acusou de inflexibilidade e por aí fora, fê-lo por achar a minha posição em relação a hipotéticas punições aos criminosos, demasiado radicais, autoritárias, comparáveis aos métodos usados na época medieval, entre eles a punição fisica, amputação de membros e etc.
Sim! Defendo a punição fisica! E porquê?, porque em Angola não existe meio termo! Estamos a falar de um país de disparidades, catapultado para frente e para trás inúmeras vezes, dum país que quer crescer e amadurecer à força sem ter passado pela Primavera.
Serei eu retrogada?...talvez! Na minha opinião, de momento é impossivel querer ter atitudes mais civilizadas num país que não sabe o significado de civismo; é impossivel querer mostrar, educar ou ensinar de maneira positiva como as coisas deveriam ser, porque quem dá o exemplo são eles próprios, o pecado em forma de pessoas; é impossivel reeducar quem tem dinheiro, porque o sistema em que vivem é criado por eles e é o que lhes convém; é igualmente complicado educar quem não o tem, porque mesmo esses já se habituaram à ideia de que quem tem dinheiro é quem manda, pode, faz e desfaz ; é impossivel querer curar um país que na verdade está doente até à medula...
Em Angola, os princípios desvanecem cada vez mais, os valores deturpam-se e estão a ser violentamente adulterados a cada minuto que passa. Precisamos sim de olhar aos factos e de tomar atitudes (por mais drásticas que sejam) imediatas e eficazes. Festas na cabeça e palmadinhas nas costas de nada servem.
Serei eu retrogada?...talvez!
O meu amigo apelava na nossa conversa, à tolerância e à compreensão para com um povo que morre de fome todos os dias que não tem necessidades básicas supridas como: água, luz, serviços médicos, que não tem mais para onde se virar...e eu....bem....eu defendia algo como a amputação de um membro..., ou seja, quem rouba com a mão direita, sem a mão direita ficará! (Creio que muitos de vocês, estejam a ter “dejá vus” da altura da inquisição). Acreditem que seria algo para se pensar...
Diriam vocês agora, tal como o meu amigo o disse: “ Eles (povo que rouba) fazem-no porque nao têm mais onde recorrer, fazem-no para sobreviver... nao têm alternativa...”*
Serei eu retrogada? Nao sei...talvez!
O que eu sei é que a minha ideia se mantém (feliz ou infelizmente) e algo tem que ser feito... algo drástico!
Neste post, comparo Angola a um ser doente que já tem “tentáculos infecciosos” por todo o seu corpo e mesmo assim insiste em não querer um tratamento de choque para matar as células más... e por fim ao adolescente que já se julga suficientemente adulto, mas que na verdade merece é uma boa “surra” educacional... podia continuar com um sem número de comparações talvez até mais felizes que estas..., mas este é o meu estado de alma hoje!
No fundo acredito que Angola sofra um volte-face, porque muito sinceramente acredito em milagres. Falo sério! É frustrante ver o rumo que as coisas tomam.
Mas eu sei que o potencial do país está lá... todos sabemos na verdade!!!
Pensem nisso e comentem a minha opinião!
C.M.C. Xafrêdo dos Reis
quinta-feira, outubro 20
Sentimento de Impotência
Beira, Moçambique
Sou apenas uma aluna, estou a reaprender a viver em África e a relembrar como era dantes. Não a África dos carros topos de gama, das motas de água, das roupas de marca, das discotecas e das passagens de modelo na praia. Não a África da indiferença, da prepotência, da corrupção e arrogância. Aqui, no meio do nada e deste povo que não tem nada, sinto-me a regressar ás raízes, àquilo que realmente sou e que quero ser.
Sinto agora que fui injusta…Angola não é a nossa Angola. Não é a Angola que conheci ultimamente. Angola não é Luanda em Dezembro, nem a fofoca de uma minoria de angolanos desocupados. Angola não é sair à noite e ir ao Luanda dançar umas tarrachinhas, Angola não é o cinismo e a futilidade. Angola não é show-off.
Angola são roupas rasgadas, é um povo que sofre como este, que passa fome, que não tem água, que tem crianças órfãs pela guerra e pela SIDA, que tem doenças e não tem como as curar… Angola é um povo como este, que sorri na adversidade e que canta no desespero.
Desculpem… já não sei o que é Angola nem o que é ser angolano.
Ser angolano devia ser ter consciência que fechar os olhos ao que se passa à nossa volta, não resolve nada, que andar com o ar condicionado ligado e vidros fechados não vai fazer com que deixe de cheirar a lixo e que fingir que os meninos de rua não existem, não vai fazer com que desapareçam.
Não sei o que é ser angolano hoje em dia, houve uma altura em que ser angolano era lutar para que o povo tivesse uma vida melhor… Não quero voltar a ser injusta, mas parece-me que hoje em dia isso passou a ser o menos importante. Aqui em Moçambique é inevitável pensar na minha terra e em como as coisas poderiam ser diferentes se estivéssemos menos preocupados no que parecemos e mais preocupados com o que realmente somos. E com aquilo que o nosso país vai ser se continuarmos a fechar os olhos!
Sara Carmo
terça-feira, outubro 18
O outro lado do Mundo
Cabe-nos a nós, jovens de hoje, mudar o Mundo.
Irradicar a pobreza, a criminalidade e a corrupção instalada em África deverá ser uma prioridade.
É uma tarefa difícil e começa na mudança de atitudes e mentalidades, deveremos mostrar aos nossos lideres que queremos mudanças.
ALTRUISMO... procura-se por ti em África.
segunda-feira, outubro 17
sexta-feira, outubro 14
ANGOLA NOS MTV EUROPE MUSIC AWARDS 2005
O grupo Angolano O2 participa nos MTV EUROPE AWARDS 2005 pela primeira vez, e está nomeado para a categoria de "Best African", para vencer apenas necessita do voto de todos nós.Dá o teu contributo votando. Basta clicares no título do post e automaticamente estarás no link do Site Oficial dos MTV EUROPE AWARDS 2005 que te permite votar, primeiro seleccionas "Best African", depois votas no teu grupo preferido.
Eu já dei o meu contributo, conto contigo também.
BOA SORTE O2
quinta-feira, outubro 13
E ASSIM SE FEZ HISTÓRIA... ANGOLA NO MUNDIAL 2006
Sabado, 8 de Outubro de 2005 data histórica para os Angolanos.A selecção Angolana de Futebol consegue pela primeira vez o apuramento para competir ao mais alto nível num Campeonato Mundial de Futebol, prestigiando assim a nossa Bandeira e o nosso Hino.
PARABÉNS ANGOLA!
Boa Sorte PALANCAS!
Angola rumo ao Campeonato Mundial de Futebol
*Clicar no título do post para aceder ao site oficial
terça-feira, outubro 4
Mais um empréstimo duvidoso, hipotecando o nosso petróleo e o nosso país.
... Lá vêm as más noticias...
Vão eles mais uma vez aumentar a hipoteca do nosso País e o futuro dos nossos netos...
Ainda não chega de sacar?$$$...
Já têm contas com mais de 100.000.000.00USD*
Quanto querem mais???
*Fonte Global Witness
Clicar no título do post para ler a notícia
segunda-feira, setembro 26
Escravos...Será Verdade?
Podemos continuar a obter os lucros dos Negros sem o efeito da escravidão física. Olhemos para a sociedade actual deles: IGNORANTE, CORRUPTA, GANÂNCIOSA, e EGOÍSTA.
A sua IGNORÂNCIA é o principal obstáculo. Um homem disse uma vez: “A melhor maneira de esconder algo de um Negro é publicar num livro.” Vivemos numa era de Informação. Eles ganharam a oportunidade de ler livros sobre todos os temas, através dos seus esforços pela liberdade, mas no entanto, recusam-se a lê-los. Existem enumeros livros disponíveis nas livrarias, nas bibliotecas e na internet, mas eles recusam-se a ler.
A CORRUPÇÃO é o segundo maior entrave às suas sociedades. Os tentáculos da corrupção proliferam por todos os sectores da sociedade deles, vejamos que as maiores fortunas de África são dos seus dirigentes e ex-dirigentes políticos, militares, e dos seu familiares, prejudicando assim dessa forma a economia e o progresso de qualquer sociedade atirando-os para o “TERCEIRO MUNDO” e por consequência endividam-se, ficando assim a trabalhar para nós.
A GANÂNCIA é o outro entrave. Os Negros, desde a abolição da escravidão, têm enormes quantidades de dinheiro à sua disposição. Normalmente nós investimos o dinheiro no mercado, num negócio, com o sentido de concretizar um sonho.Eles cada vez querem mais e mais, consumir bens deixando para segundo plano poupança e investimento, alguns até, negligenciando assim a sua família (crianças e mulheres), preferem comprar uns ténis ou uma peça de roupa da Tommy ou FUBU, e pensam que o facto de terem o último Mercedes ou BMW ou uma grande casa lhes confere “Status”. São “burros”! A grande maioria deles continua em extrema pobreza por causa da sua “burrice” que os atira cada vez mais para o fundo. Vamos continuar a ver empresas como a Nike, Tommy Hilfiger ou a Timberland com grandes lucros, enquanto eles, Negros, continuam pobres no seu “show of” com as suas roupas caras, enquanto nós construímos riqueza e comunidades sólidas com o dinheiro que obtemos deles.
O EGOÍSMO é também um entrave para atingirem o pleno desenvolvimento. Existem segmentos nas suas sociedades que conseguiram atingir o sucesso, contudo, eles não se ajudam entre si, ao invés, eles criam elites sociais, que também existem na nossa sociedade (branca) infelizmente. A sua ganância não permite que trabalhem em conjunto. Não haverá fim ao seu egoísmo? Os seus líderes políticos são também eles egoístas, recolhendo para seu próprio proveito as riquezas dos seus países. Simplesmente recusam-se ver que JUNTOS ATINGEM MAIS, ou seja, se trabalharem como equipa…
Sim, vamos continuar a vê-los cada vez mais pobres e nossos escravos.
Fonte:
www.voiceofafricaradio.com
J.M.C
domingo, setembro 25
quinta-feira, setembro 22
Escravos do Medo...
" MEDO QUE DÁ MEDO!"
...Escravos do tre-mendo medo do medo, que até me dá medo!
O ditado me ensinou a esquivar; a lidar afinal com o estúpido, triste, degradante e deprimente sentimento.
Seria eu escravo, servidor eterno de tão humilhante sentimento?
Quem tem kú tem medo! Foi o que o mestre ditou.
Desabafos Angolanos, desperta em mim a longa curiosidade do porquê do medo de desabafo público dos nossos medos, afinal, veiculo eficaz para a "desasombração" do fantasma, carrasco/ obstáculo da merecida felicidade há quanto tempo adiada pelo medo ?!
Responda ou comente se o desejar
Autor:
J.M.C
sábado, setembro 17
sexta-feira, setembro 16
Ser Angolano...
- Ser emigrante;
- Ser sofredor ;
- Ser bom dançarino;
- Falar alto;
- Ser xaxeiro;
- Ter a mania que é playboy;
- Ser amante dos bodas e das discos;
- Jantar na roullote quase todas as noites;
- Ser estiloso e bangão;
- Estar sempre atrasado;
- Esperar o ano todo pelas férias de Dezembro (só para os que vivem fora);
- Escolher as festas que estao mais abarrotadas;
- Ser sempre o último a chegar aos eventos;
- Ter o volume do rádio no maximo;
- Ouvir kuduro;
- Dar festas de casamento que duram três dias;
- Casar a sexta feira;
- Passear no Colombo (só para os que vivem na tuga);
- Apanhar o Houston Express (15 horas de voo) em Dezembro (so pros q vivem nos states);
- Comer feijao de óleo de palma com cacusso aos sábados;
- Comer funge com muamba de galinha/ginguba aos domingos;
- Chupar gelado de mucua;
- Matabichar chá com pão;
- Aproveitar qualquer feriado para fazer ponte;
- Aproveitar qualquer ocasião para dar boda;
- Ser Dj/tocador;
- Mandar os filhos para fora e esperar que eles se tornem Doutores;
- Dançar para esquecer os problemas da vida;
- Fazer tudo com "cunha" ou esquema;
- Viver acima de tudo com a esperanca que o nosso país vai melhorar;
Tamos fodidos... mesmo assim cuia ser angolano vamo fazer mas como então??? O que é nosso é nosso!!!
*Autor:
Desconhecido
quinta-feira, setembro 15
Novo Aeroporto Internacional de Luanda
Vai ser construido um novo Aeroporto Internacional, que ninguém sabe em quanto está orçado, sabe-se apenas que vai ser financiado com crédito concedido pela China. O novo Aeroporto vai-se situar na Província do Bengo no Bom Jesus e não foi aprovado em Concelho de Ministros e segundo o Jornal Angonotícias, a mão de obra é maioritariamente chinesa quando há milhões de angolanos desempregados. (Que vergonha!!! Descrédito e desrespeito total pela Democracia, pela Assembleia e pelos Angolanos.)
Gostava de saber se o “Governo” ou as pessoas que autorizaram esta construção esperam o crescimento do tráfego aéreo e o crescimento de turistas em Angola; se há estudos que provem que Luanda precisa mesmo de mais um Aeroporto e quantas vão ser as companhias aéreas que vão operar a rota Luanda?!!!
Temos as passagens mais caras do mercado!!! Turismo no nosso país não existe!!! Como pensam ligar o Bengo a Luanda??? Os turistas aterram no Aeroporto (a intenção é construir um grande Aeroporto moderno e luxuoso) e assim que saem dele só vêm Bairros de Lata até chegar a Luanda, em estradas esburacadas e cheias de trânsito desordeiro, sem transportes públicos (Metro, autocarros, comboios, etc.), ou seja, chegam a uma cidade cheia de caos, suja e sem beleza!!!
Acredito que se este projecto for adiante, e isto é a minha opinião, os Angolanos vão pagar uma factura cara sem necessidade! Estou de acordo que o nosso actual Aeroporto não nos serve e mete dó… mas isso só porque está subaproveitado e mal gerido.
Vejamos:
Terminal Internacional/ Sala de Desembarque e Recolha de Bagagem,
Tem défice de balcões de emigração e fronteiras que por sua vez tem défice de pessoal para atender o fluxo de um avião de 300 passageiros. A sala está mal conservada… existem cabos de comunicação e tubos, onde passa sabe-se lá bem o quê, à vista de todos os passageiros… e para cúmulo, não existe ar condicionado!
Na minha opinião bastavam obras de restauro como: pintar, colocar tectos falsos para tapar as tubagens no tecto, colocar uma central de ar condicionado, etc; pequenos retoques que certamente já custariam muito aos nossos cofres. O mais importante é controlar eficazmente o tráfego aéreo! É inadmissível que os nossos controladores façam aterrar ao mesmo tempo dois ou mais aviões. Já desembarquei em Luanda vindo de Lisboa com voo TAAG, ao mesmo tempo que um outro voo TAP, outro vindo do Congo e um quarto voo vindo da África do Sul!!! Se é complicado desembarcar um voo com os recursos existentes, imaginem quatro!!! Tudo ao molhe e fé em Deus, o mais cómico é que durante o resto do dia não há mais aviões a aterrar no Terminal Internacional. Porquê que não escalam os aviões para horas diferentes???
Não seria talvez mais sensato, com meia dúzia de tostões restaurar o nosso 4 de Fevereiro e um dia mais tarde quando se justificasse construir-se um novo???
Neste momento o povo precisa de estradas e caminhos de ferro para circular, o povo anda de carro e comboio, não anda de avião!!! Precisamos de Pontes, Hospitais, Escolas, Faculdades, etc., fora de Luanda (porque Angola não é só Luanda!).
Para quê endividar o país desta forma? Eu sei a resposta!!! É para que alguns possam meter uns quantos milhões ao bolso com essas obras que ultrapassam as nossas necessidades!
Angola precisa de ser reconstruída de raiz, e para isso devia-se começar do 0 em vez de se começar do piso 10! Criem infra-estruturas para acolher os turistas, criem políticas de turismo, criem estradas, segurança e só depois avancem para essas obras!
Por favor Srs. sejam competentes nas vossas decisões! Pensem no povo que morre a fome e sem cuidados hospitalares…
quarta-feira, setembro 14
Reconstrução... Será este o caminho certo???

Alcançada a Paz que tanto ansiavamos, começou a etapa de reconstrução do nosso país, outra tarefa tão ardua quanto a conquista da própria paz.
Neste momento o Governo de Angola leva a cabo vários projectos de reconstrução usando créditos concedidos por países doadores, capital público e promotores privados.
A prioridade do estado Angolano tem-se direccionado, segundo os últimos artigos que li em Jornais Angolanos, para a reabilitação e construção de hospitais, estradas, pontes, zonas urbanas, etc.
Foi aprovado recentemente o projecto de requalificação e reordenamento urbano da zona marginal de Luanda, que questiono se será a melhor forma de iniciar a reconstrução de Angola. Este projecto consiste em:
- 2 Torres, uma com 37 pisos e outra com 24 pisos, para habitação, escritórios e comércio.
- Um Hotel e Centro de Convenções.
- Restauração da fachada de alguns prédios ja existentes na marginal.
- 1600 lugares de estacionamento.
- Jardins.
- Irá ser alterado o tráfego, passando a ter 3 faixas para cada sentido.
- Dragagem da Baia.
Tudo isto orçado em cerca de 1, 70 mil milhões de Euros.
O problema de Angola não foi só a Guerra! Outros factores como a má formação cívica e a falta de instrução da população contribuíram em muito para o cenário actual de destruição das suas infraestruturas.
Poderemos construir os melhores hospitais de África, os melhores aeroportos, as melhores estradas, torres de 100 pisos e os jardins mais bonitos mas de nada valerão se não houver formação cívica, porque em breve tudo estará novamente destruido, pelo simples motivo da população não saber usar, estimar e manter o seu aspecto.
Todos vemos o estado actual dos jardins e espaços públicos que existem em Angola (para aqueles que conhecem mais do que Luanda).
Todos vemos o estado actual em que se encontra a Península Mussulo, que so é frequentada pela “Elite” de Luanda.
De nada vale tanto investimento se não houver também investimento na formação cívica e académica da população que vai usufruir destes dividendos.
Na minha opinião, a reconstrução de Angola deveria começar pela re-educação cívica e académica e por promover a igualdade e erradicar a pobreza.
Com a construção de Torres de Luxo e Condomínios de Luxo o povo (que é a maioria) é atirado e esquecido nos guetos e sanzalas, que cada vez mais crescem a uma velocidade vertiginosa por toda Angola, e dessa forma vamos contribuir para o aumento da criminalidade e pobreza. Deviamos começar por construir casas, bairros sociais, escolas e postos de trabalho para os mais necessitados, e só depois as construções megalomanas de luxo.
É preciso investir os recusos do país em prol de todos os Angolanos e não apenas em prol de uma minoria!
















