MUNDIAL 2006
sexta-feira, junho 16
terça-feira, junho 13
Portugal 1 - Angola 0
E assim foi… Tugas e Mangólés unidos pela festa do futebol. Juntos cantamos o hino, juntos aplaudimos as melhores jogadas e juntos suspiramos… Uns de alegria… Outros de tristeza... Acima de tudo, juntos fizemos a festa na Alemanha, em Angola, em Portugal e um pouco por todos os cantos do mundo fora.
Estive lá a apoiar a nossa selecção!
Vi portugueses com bandeiras de Angola e angolanos com bandeira de Portugal. Vi Angolanos a trocar cachecóis com portugueses e portugueses a trocar cachecóis com angolanos. Vi povos irmãos a festejarem desde o início até ao fim e nem mesmo a derrota de Angola acabou com a festa (não fossemos nós um povo com muita alegria, mesmo com todas as adversidades).
Futebol é festa! Futebol é alegria! Futebol é o desporto que une o rico e o pobre! O fair-play dentro e fora do campo mostrou que é mais aquilo que une os nossos povos do que aquilo que nos separa. Cachecóis e bandeiras no alto, gargantas afinadas ao som das claques e dos batuques, assim foi o encontro que teve lugar em Colónia na Alemanha.
Antes e depois do jogo fizeram-se as conversas do costume e cada um puxava a sardinha à sua brasa tentando acertar no resultado final (que acabou por ser favorável a Portugal 1 – 0).
Alemanha é uma boa anfitriã! Gostei da cidade de Colónia (infelizmente a única que pude conhecer). Eram muitos os alemães que se passeavam de cachecóis e bandeiras de Angola (talvez porque as cores das bandeiras sejam idênticas), ouvi-os no estádio a vibrar e a puxar pela nossa selecção, muitos deles pediam-nos para tirar fotos connosco, abraçavam-nos como se fossemos amigos de longa data. Povo simpático! Imaginava-os arrogantes e um pouco racistas, felizmente surpreendi-me, constatei que não são!!!
Boa sorte Angola! Boa sorte Portugal! Aproveito também para desejar as outras equipas presentes neste Mundial Alemanha 2006, em especial ao nosso outro irmão, o Brasil, um bom campeonato e que vença o melhor.
FORÇA PALANCAS!!!
Estive lá a apoiar a nossa selecção!
Vi portugueses com bandeiras de Angola e angolanos com bandeira de Portugal. Vi Angolanos a trocar cachecóis com portugueses e portugueses a trocar cachecóis com angolanos. Vi povos irmãos a festejarem desde o início até ao fim e nem mesmo a derrota de Angola acabou com a festa (não fossemos nós um povo com muita alegria, mesmo com todas as adversidades).
Futebol é festa! Futebol é alegria! Futebol é o desporto que une o rico e o pobre! O fair-play dentro e fora do campo mostrou que é mais aquilo que une os nossos povos do que aquilo que nos separa. Cachecóis e bandeiras no alto, gargantas afinadas ao som das claques e dos batuques, assim foi o encontro que teve lugar em Colónia na Alemanha.
Antes e depois do jogo fizeram-se as conversas do costume e cada um puxava a sardinha à sua brasa tentando acertar no resultado final (que acabou por ser favorável a Portugal 1 – 0).
Alemanha é uma boa anfitriã! Gostei da cidade de Colónia (infelizmente a única que pude conhecer). Eram muitos os alemães que se passeavam de cachecóis e bandeiras de Angola (talvez porque as cores das bandeiras sejam idênticas), ouvi-os no estádio a vibrar e a puxar pela nossa selecção, muitos deles pediam-nos para tirar fotos connosco, abraçavam-nos como se fossemos amigos de longa data. Povo simpático! Imaginava-os arrogantes e um pouco racistas, felizmente surpreendi-me, constatei que não são!!!
Boa sorte Angola! Boa sorte Portugal! Aproveito também para desejar as outras equipas presentes neste Mundial Alemanha 2006, em especial ao nosso outro irmão, o Brasil, um bom campeonato e que vença o melhor.
FORÇA PALANCAS!!!
terça-feira, junho 6
...Foi um mar de emoção com bwe de gente; operários com capacete, estudantes, varredores de rua, prostitutas e dealers mas policia nepias; um mar de gente e nem um policia ao lado da selecção. Também quem e que lhes ia fazer mal? Foi muito bonito ver tanta gente a gritar pelo mesmo propósito, tamos orgulhosos dos nossos putos que foram tão longe - temos que lhes garantir todo o apoio, todo o carinho porque é de homem ir tão longe vindo de tão longe com tantas guerras, corrupções e xinguivos mas de fato e gravata perante o mundo de vermelho sangue e festa com umas bandeiritas da última da hora e um bwe de barulho. Eles ficaram altamente emocionados mas com o chague estampado no rosto. Mas têm esta coisa de ser mangope que é ser capaz de mudar o resultado mesmo sem golos, só com a fé e o orgulho de sermos quem somos. Estes putos foram os primeiros a conseguir chegar lá e é deles que temos que tratar pelos nomes - no grito, na fé, na certeza de que entre tropeços e máfias TAMO LÁ. VIVA ANGOLA. FORÇA PALANCAS!!!.
Por: Rosinha
segunda-feira, maio 22
Memórias de uma guerra que não vi
Quando nasci, já Angola era um país comunista ou socialista, não consigo recordar com precisão. Em minha casa, como na maioria das casas angolanas, não se falava muito de politica, o nosso destino estava traçado, pensávamos nós.
Não tenho memórias da guerra. Apenas das faltas de luz, que descongelavam os frigoríficos e estragavam a comida, que nos obrigavam a estar na rua até mais tarde para fazer tempo, naquela altura eu achava normal, lembro-me dos gritos de felicidade das pessoas quando a electricidade era reposta "a luz voltou". Dias depois ouvia os meus pais dizerem que a Unita tinha rebentado uma barragem, ou qualquer coisa do género, verdade?
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Lembro-me de tomar banho de jarro, o que era normal, porque não havia água suficiente, naquela terra cheia de rios, lembro-me dos avisos da minha mãe para nunca beber água da torneira porque não era potável, eu sabia lá o que era potável naquela altura.
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O meu pai era um aventureiro, por isso passávamos os fins-de-semana em lugares proibidos, perigosos, mas lindos, tão recônditos que eram só nossos.
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Como dizia não tenho memórias da guerra em si, só de um fim-de-semana que passei escondida debaixo da cama, a ouvir os tiros (em 1992).
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Das imagens guardei apenas os rostos dos meninos de mão estendida, das famílias sem casa, daquela cidade que já conheci deteriorada, mas que apreendi como minha, desde o início.
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Por: Rafaela
In:http://senumanoitedeinvernoumviajante.blogspot.com/
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Por: Rafaela
In:http://senumanoitedeinvernoumviajante.blogspot.com/
sexta-feira, maio 19
Resultado
Prezados amigos,
Obrigado a todos que se dispuseram a responder ao inquérito. Permitiu ao Blog saber quais as vossas preferências e por conseguinte uma maior aproximação entre Blog e visitantes (autores e comentaristas).
Do resultado do inquérito conclui-se que a maioria prefere uma postagem semanal! Assim, por vossa decisão, postarei sempre que possível, um novo artigo com essa frequência desde que vocês os enviem em tempo oportuno.
Mais uma vez agradeço a vossa atenção e despeço-me com os meus melhores cumprimentos.
Obrigado a todos que se dispuseram a responder ao inquérito. Permitiu ao Blog saber quais as vossas preferências e por conseguinte uma maior aproximação entre Blog e visitantes (autores e comentaristas).
Do resultado do inquérito conclui-se que a maioria prefere uma postagem semanal! Assim, por vossa decisão, postarei sempre que possível, um novo artigo com essa frequência desde que vocês os enviem em tempo oportuno.
Mais uma vez agradeço a vossa atenção e despeço-me com os meus melhores cumprimentos.
sábado, maio 13
INQUÉRITO
Estimados leitores,
Na sequência de pedidos rogando que os artigos permaneçam tempo suficiente para poderem ser apreciados e comentados, para que os autores possam ter direito de resposta aos seus comentários em tempo oportuno, para melhor servir e ir de encontro as vossas expectativas enquanto leitores, comentaristas, autores, o Blog “Desabafos Angolanos” solicita aos prezados leitores que se dignem responder a seguinte questão:
Qual, em vossa opinião, o intervalo de dias que os posts (artigos) deverão gozar até nova publicação de postagem?
A) 1 Semana
B) 2 Semanas
C) 3 Semanas
D) 1 Mês
Esperando poder contar com a vossa colaboração, agradeço que, sempre que entenderem, enviem as vossas reclamações/sugestões e respondam aos inquéritos, contributo importante para a melhoria de qualidade do espaço.
Sem outro assunto de momento, melhores cumprimentos.
Na sequência de pedidos rogando que os artigos permaneçam tempo suficiente para poderem ser apreciados e comentados, para que os autores possam ter direito de resposta aos seus comentários em tempo oportuno, para melhor servir e ir de encontro as vossas expectativas enquanto leitores, comentaristas, autores, o Blog “Desabafos Angolanos” solicita aos prezados leitores que se dignem responder a seguinte questão:
Qual, em vossa opinião, o intervalo de dias que os posts (artigos) deverão gozar até nova publicação de postagem?
A) 1 Semana
B) 2 Semanas
C) 3 Semanas
D) 1 Mês
Esperando poder contar com a vossa colaboração, agradeço que, sempre que entenderem, enviem as vossas reclamações/sugestões e respondam aos inquéritos, contributo importante para a melhoria de qualidade do espaço.
Sem outro assunto de momento, melhores cumprimentos.
segunda-feira, maio 8
terça-feira, maio 2
Re: Desabafo...
Já a algum tempo que estou para comentar o artigo publicado no dia 7 de Abril…
Acho que comparar Portugal a Angola em questão de racismo é injusto pelo simples motivo de haver uma miséria desmedida em Angola enquanto que em Portugal é um bocado diferente. Também acho que falar saudosamente do período colonial em que “se vivia bem” esta completamente errado.
Acho que comparar Portugal a Angola em questão de racismo é injusto pelo simples motivo de haver uma miséria desmedida em Angola enquanto que em Portugal é um bocado diferente. Também acho que falar saudosamente do período colonial em que “se vivia bem” esta completamente errado.
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Nasci e cresci em Angola a 26 anos e vivo na Europa a algum tempo, portanto tenho experiência nos dois lados. Enquanto estudei em Angola (sempre estudei nas escolas do estado) nunca senti racismo na pele (e era muito mais claro que 95% do resto da escola), o mesmo acontecia na rua quando andava por meia Luanda a pé. Hoje a situação é totalmente diferente, saio a rua e sinto logo de maneira activa e/ou passiva o racismo na pele, porque será?
É simples, o racismo é dirigido aos mais claros que acumulam percentualmente muito maior riqueza (não estou a dizer que são os mais ricos), quero dizer que ao apontar o dedo aleatoriamente a uma pessoa mais clara é mais provável que ela pertença a classe media ou alta; o mesmo não acontece com um angolano negro. A descriminação existe sempre que se é diferente do padrão normal das coisas. Em Angola onde o padrão normal é a pobreza, os ricos correm o risco de serem descriminados por o serem e assim diferentes da maioria. Quando essa riqueza esta maioritariamente distribuída por indivíduos de raça branca ou clara, a descriminação passa de económica a racial, visto que há uma ligação directa a cor de pele. Portanto num pais com um nível de miséria tão elevado é lógico que haja racismo (por razoes económicas) contra uma minoria que vive acima da média (como já aconteceu por exemplo na Alemanha precedendo a Segunda Guerra Mundial). Era bom lembrar que Angola foi dos únicos países africanos a ter um movimento de libertação tão multi-etnico em que todos lutavam pela mesma causa (MPLA), dai não haver uma Historia de descriminação racial.
Já em Portugal o inverso acontece, quando os negros têm os empregos e rendimento dominante mais baixos e são vistos como um grupo que esta a retroceder o pais e a aumentar a criminalidade, dai também descriminados pela raça. O mesmo começa a acontecer aos brasileiros e pessoas do leste da Europa (ai já se chama xenofobia). O racismo em Portugal é causado por ignorância, medo e fundamentalismo ao assumir que a raça negra como mais perigosa, inferior ou menos capaz (intelectualmente ou economicamente) ou outra patetice do género. Sou contra o racismo em qualquer contexto, pela simples razão de se basear na cor da pele.
A Angola à que se refere, linda e que traz saudades à quem lá viveu (pré-independência), era muito boa para as pessoas mais claras (os avantajados do sistema), mas muito má para os negros (a minoria vivia bem ao custo da maioria). Se já leu alguma literatura da época pode ver situações a que os angolanos negros eram expostos no dia a dia, desde “check points” para controlar a movimentação, a contratos de trabalho muito além das leis de trabalho existentes isso para não falar a serem submetidos a uma governação dum povo que vinha do outro lado do equador. Não havia igualdade de direito, acesso a escolas, trabalho, hospitais, etc, etc… a não ser que fosse “assimilado”. Portanto sim, tem razão, Angola era mais bonita, mas só para alguns privilegiados (como os meus familiares por exemplo), mas de certeza que isso não é justo nem vou tentar fundamentar essa questão. Não vejo nada de saudável nesse Estado. Depois da Dipanda houve a transferência de poder para pessoas que não estavam preparadas nem literadas para dirigir um país (por causa do sistema anterior) e para adicionar a isso houve ainda 3 guerras que podem não ter causado destruição directa a algumas cidades mas causaram miséria generalizada ao povo.
O povo é sim culpado por deixar acontecer muita coisa e não tomar uma iniciativa, manifestar-se, exigir mudanças como é normal em qualquer pais democrático (vimos agora o exemplo de França ou Nepal). Mas é injusto culpar um cidadão que vive com um salário de 70 USD, que tem que alimentar uma vasta família e tem de recorrer a esquemas, antes isso que começar a matar para roubar que era muito normal num pais com um índice de homens treinados militarmente tão elevado, e claro, com acesso a armas.
Angola é linda mas ta feia! Não acredito que alguém me diga que a acha bonita hoje! As cidades estão um escombro, nas matas não há animais, estradas são mais picadas do que outra coisa, lixo por todo o lado, miséria sempre presente!!! Sinto-me frustrado e triste quando lá vou mas claro é algo superior a nós que nos atrai e faz-nos sempre voltar a terra. No meu caso estou ansioso de voltar para minha terra apesar de tudo, tenho esperança em poder fazer alguma coisa, talvez seja um desejo utópico normal da idade.
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É simples, o racismo é dirigido aos mais claros que acumulam percentualmente muito maior riqueza (não estou a dizer que são os mais ricos), quero dizer que ao apontar o dedo aleatoriamente a uma pessoa mais clara é mais provável que ela pertença a classe media ou alta; o mesmo não acontece com um angolano negro. A descriminação existe sempre que se é diferente do padrão normal das coisas. Em Angola onde o padrão normal é a pobreza, os ricos correm o risco de serem descriminados por o serem e assim diferentes da maioria. Quando essa riqueza esta maioritariamente distribuída por indivíduos de raça branca ou clara, a descriminação passa de económica a racial, visto que há uma ligação directa a cor de pele. Portanto num pais com um nível de miséria tão elevado é lógico que haja racismo (por razoes económicas) contra uma minoria que vive acima da média (como já aconteceu por exemplo na Alemanha precedendo a Segunda Guerra Mundial). Era bom lembrar que Angola foi dos únicos países africanos a ter um movimento de libertação tão multi-etnico em que todos lutavam pela mesma causa (MPLA), dai não haver uma Historia de descriminação racial.
Já em Portugal o inverso acontece, quando os negros têm os empregos e rendimento dominante mais baixos e são vistos como um grupo que esta a retroceder o pais e a aumentar a criminalidade, dai também descriminados pela raça. O mesmo começa a acontecer aos brasileiros e pessoas do leste da Europa (ai já se chama xenofobia). O racismo em Portugal é causado por ignorância, medo e fundamentalismo ao assumir que a raça negra como mais perigosa, inferior ou menos capaz (intelectualmente ou economicamente) ou outra patetice do género. Sou contra o racismo em qualquer contexto, pela simples razão de se basear na cor da pele.
A Angola à que se refere, linda e que traz saudades à quem lá viveu (pré-independência), era muito boa para as pessoas mais claras (os avantajados do sistema), mas muito má para os negros (a minoria vivia bem ao custo da maioria). Se já leu alguma literatura da época pode ver situações a que os angolanos negros eram expostos no dia a dia, desde “check points” para controlar a movimentação, a contratos de trabalho muito além das leis de trabalho existentes isso para não falar a serem submetidos a uma governação dum povo que vinha do outro lado do equador. Não havia igualdade de direito, acesso a escolas, trabalho, hospitais, etc, etc… a não ser que fosse “assimilado”. Portanto sim, tem razão, Angola era mais bonita, mas só para alguns privilegiados (como os meus familiares por exemplo), mas de certeza que isso não é justo nem vou tentar fundamentar essa questão. Não vejo nada de saudável nesse Estado. Depois da Dipanda houve a transferência de poder para pessoas que não estavam preparadas nem literadas para dirigir um país (por causa do sistema anterior) e para adicionar a isso houve ainda 3 guerras que podem não ter causado destruição directa a algumas cidades mas causaram miséria generalizada ao povo.
O povo é sim culpado por deixar acontecer muita coisa e não tomar uma iniciativa, manifestar-se, exigir mudanças como é normal em qualquer pais democrático (vimos agora o exemplo de França ou Nepal). Mas é injusto culpar um cidadão que vive com um salário de 70 USD, que tem que alimentar uma vasta família e tem de recorrer a esquemas, antes isso que começar a matar para roubar que era muito normal num pais com um índice de homens treinados militarmente tão elevado, e claro, com acesso a armas.
Angola é linda mas ta feia! Não acredito que alguém me diga que a acha bonita hoje! As cidades estão um escombro, nas matas não há animais, estradas são mais picadas do que outra coisa, lixo por todo o lado, miséria sempre presente!!! Sinto-me frustrado e triste quando lá vou mas claro é algo superior a nós que nos atrai e faz-nos sempre voltar a terra. No meu caso estou ansioso de voltar para minha terra apesar de tudo, tenho esperança em poder fazer alguma coisa, talvez seja um desejo utópico normal da idade.
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Os períodos de transformações em Angola não foram feitos da melhor maneira (de colonizados para estado independente, de Comunistas e partido único para economia de mercado), portanto isso tudo causou o vandalismo do pais e enriquecimento de alguns (oportunistas talvez). As pessoas tornaram-se sim consumistas (baratas), invejosas, empobrecimento de valores, falta de ideais, materialistas e racistas. É triste, mas como o nosso Presidente disse, isso "é tudo um problema de barriga". Espero que esse "problema de barriga" não se transforme numa caça as bruxas contra os privilegiados do passado.
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Por:
K.
sexta-feira, abril 28
Crónica das boas maneiras.
As boas maneiras nasceram no dia em que um casal de antepassados, distantes do angolano actual, foi convidado para a caverna de um outro casal, para devorar uma perna de veado.
Depois da pança cheia, à volta da fogueira, os visitantes reconfortados fizeram o devido elogio ao tempero de jindungo e vinha de alhos, que só muito mais tarde se viria a tornar tempero universal.
A anfitriã agradeceu. O visitante arrotou, colocou delicadamente a mão à frente da boca, sorriu embaraçado e justificou:
“Estava mesmo bom!”.
Tinham nascido as boas maneiras. À mesa.
As boas maneiras, como se vê, começaram em casa. E vão abarcando os parentes, os vizinhos mais próximos, as figuras conhecidas do bairro, do país.
As boas maneiras implicam gentileza, fraternidade, atenção e solidariedade para com o próximo.
Batemos palmas para nos fazermos anunciar (à falta de campainha, que nem sempre há energia).
Acenamos os bons dias à esquerda e à direita, numa interacção do indivíduo com a sociedade em que está inserido, desde que acorda até que recolhe ao descanso.
O contrário das boas maneiras são os maus modos que, em situações extremas podem chegar ao cúmulo da agressão ao semelhante. E os maus modos, chegados ao limite, são a razão das guerras, civis ou inter-estados, o que pode ser considerado como cúmulo da perda das boas maneiras.
Por: Manuel Dionísio
In: Austral.
Revista de bordo – Jan./ Fev. /Mar. – TAAG – Linhas Áreas de Angola
sexta-feira, abril 7
Desabafo...
Por norma, não gosto de falar daquilo que desconheço, embora me seja lícito partilhar a minha opinião, muito particular, que não passa disso mesmo. No entanto, de muitas opiniões e comentários lidos, de conversas com amigos, de estudos que são feitos ( e que gosto sempre de ler), em fim, de vivências do dia a dia, até às conversas em muitos serões (que já lá vão no tempo) com os meus pais, e familiares – Angolanos -, eu própria nascida em Luanda, mas tendo vindo para Portugal miúda ainda, já lá vão 28 anos; de todas essas trocas de experiências, que são vida no fim das contas, algo tenho vindo a verificar e chego a algumas conclusões.
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Ou seja:
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Dizem que os Portugueses são um povo franco, aberto e acolhedor; (não é tão verdade quanto isso).
Dizem que os Portugueses são um povo franco, aberto e acolhedor; (não é tão verdade quanto isso).
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Dizem que os Angolanos são um povo franco, aberto e acolhedor; (não é tão verdade quanto isso).
Dizem que os Angolanos são um povo franco, aberto e acolhedor; (não é tão verdade quanto isso).
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Centro-me em Portugal porque é o país onde vivo e em Angola, pelo que atrás expus.
Na verdade o racismo que existe em Portugal existe em Angola. Mas parece-me que em Angola existe uma agravante, que é o facto de as pessoas de raça negra, serem racistas para com os da sua própria raça, basta que o tom de pele clareie um pouco mais (mais propriamente em relação aos chamados “cabritos”).
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Centro-me em Portugal porque é o país onde vivo e em Angola, pelo que atrás expus.
Na verdade o racismo que existe em Portugal existe em Angola. Mas parece-me que em Angola existe uma agravante, que é o facto de as pessoas de raça negra, serem racistas para com os da sua própria raça, basta que o tom de pele clareie um pouco mais (mais propriamente em relação aos chamados “cabritos”).
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Logicamente que as excepções confirmam as regras, e que não podemos catalogar toda a gente, nem ver toda a gente pela mesma bitola, no entanto, isto é bem verdade. É engraçado, mas nunca senti qualquer espécie de discriminação aqui em Portugal, desde que aqui cheguei, depois da Independência de Angola, vim em 1978. Pelo contrário, ao longo dos anos, ao longo da vida, tenho tido sempre as mesmas oportunidades e nunca dei por alguém a olhar-me de lado, ou a tratar-me de forma diferente.
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Já aí em Angola, tenho pessoas de família, que embora tivessem nascido cá, tenham um trato e uma forma de estar, com todas as costelas angolanas, e no entanto, tendo-se deslocado a Angola, tenham sido vergonhosamente discriminadas. E não é discriminadas pelo esquemas que aí se praticam, pelos subornos constantes que oprimem e envergonham (mas que mesmo sendo de certa forma compreendidos, nunca poderão ser aceites, se quisermos uma Angola diferente, verdadeira).
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Que me desculpe quem lê, mas eu acredito que a Angola em que vivi, e em que os meus pais viveram, e em que a minha irmã mais velha e as minhas primas viveram, era saudável, era linda, era transparente, era honesta e sincera. Era sim a Angola que deixava saudades e fazia com que se voltasse. Pela cultura, pelo modo de estar, pelo modo de ser. Não podemos ter a guerra como escudo, para justificar atitudes. Há essencialmente pessoas, e são essas que dotadas do livre arbítrio, da capacidade maravilhosa de pensamento, se devem distinguir nas suas acções, na sua forma de ser e estar, de receber e de dar.
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Sou Angolana com orgulho. Sou africana e não gostaria de ser outra coisa qualquer, mas tenho que admitir que grande parte do povo Angolano, é como é, vive dos esquemas (por precisar muito bem), mas também porque é uma “mama doce” que não querem largar. Não é só o corpo governamental que se aproveita do povo, é esse mesmo povo que se aproveita do seu semelhante, porque não tem a coragem de pôr um fim nesse poder corrupto, há tempo demais. Acredito, quando leio, dito por Angolanos que aí vivem, que está a ser feito algo, mas isso é um grão de areia, comparado com aquilo que quem de direito, tem a obrigação de fazer.
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Não culpo o povo, claro que não, mas que o povo tem a sua quota parte de erro e culpa, tem. Porque o povo assiste impávido e sereno, lutando no seu dia a dia, para poder sustentar a família. É mais fácil entrar nos esquemas e “safar-se”, ir-se safando, do que enfrentar a classe governante, que ostenta de forma vergonhosa, baixa e cruel a sua riqueza. Que me desculpem, mas não consigo conceber uma Angola, em que para ter um serviço público como deve de ser, a que tenho direito, tenha que “lambuzar” as mãos de alguém.
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Não culpo o povo, claro que não, mas que o povo tem a sua quota parte de erro e culpa, tem. Porque o povo assiste impávido e sereno, lutando no seu dia a dia, para poder sustentar a família. É mais fácil entrar nos esquemas e “safar-se”, ir-se safando, do que enfrentar a classe governante, que ostenta de forma vergonhosa, baixa e cruel a sua riqueza. Que me desculpem, mas não consigo conceber uma Angola, em que para ter um serviço público como deve de ser, a que tenho direito, tenha que “lambuzar” as mãos de alguém.
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Tenho saudades de Angola, trouxe essas saudades com 10 anos, trouxe imagens que me ficaram e que não quero ir aí, apaga-las de forma dura da memória, pela forma como Angola está agora. Mas sabem, sinto no meu coração, que se fosse a Angola agora, ia sentir-me magoada no meu coração, por demais. Não ia gostar, e não é só pela degradação física e material (comparado com as imagens que tenho no coração e na mente), mas ia magoar-me pela atitude das pessoas, pela forma como seria tratada, pela forma como seria olhada, eu uma Angolana de gema e de coração.
Claro que há muita gente que vai a Angola e gosta, fica apaixonada, pelas paisagens e belezas naturais, é lógico. Angola é LINDA! Talvez esses, vistos como estrangeiros, sejam bem recebidos, porque têm “contrapartidas” para dar.
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Claro que há muita gente que vai a Angola e gosta, fica apaixonada, pelas paisagens e belezas naturais, é lógico. Angola é LINDA! Talvez esses, vistos como estrangeiros, sejam bem recebidos, porque têm “contrapartidas” para dar.
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Louvo sim senhor, muitos post’s e muitas opiniões, de gente Angolana que fala com consciência, que acredita. Mas a verdade é que nos dias que correm, o egoísmo humano tem transformado as sociedades, o mundo. As pessoas não se reaproximam, pelo contrário, as pessoas afastam-se, “constroíem muros em vez de pontes”. Aqui em Portugal não é melhor. É tudo muito sombrio, rostos carrancudos, inveja, consumismo, tristeza.
O povo não acredita em si próprio, na sua força, caso contrário Angola já não seria o que é!
Mas cada um de nós, é que tem que fazer a diferença!!!
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Por:
Kiara; Portugal
O povo não acredita em si próprio, na sua força, caso contrário Angola já não seria o que é!
Mas cada um de nós, é que tem que fazer a diferença!!!
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Por:
Kiara; Portugal
quinta-feira, março 30
Caros amigos leitores,No seguimento de algumas reclamações e falsas acusações chegadas até ao endereço electrónico e também em outros espaços deste Blog, sinto-me obrigado a prestar alguns esclarecimentos que têm como alvo todos aqueles que não enxergam além da bajulação partidária. Está na hora de deixarem de olhar para os vossos umbigos e interesses e olharem para o povo, o povo de Angola!!! Por amor a pátria e não a um partido!!!
Em anexo segue um dos muitos e-mails/reclamações e respectiva resposta. E-mail que foi seleccionado entre vários porque apresenta uma opinião razoável e não contém linguagem imprópria. É dos mais simpáticos que recebi. Acreditem!!!
Desta forma, espero que se acabem com as acusações mais descabidas que tenho sido alvo, eu e o espaço “Desabafos Angolanos”, e que se perceba de uma vez por todas que este é um espaço que não foi concebido para adulterar a imagem de Angola mas sim de critica, aberto a todos que queiram participar com os seus textos. (Desabafos)
ANEXO
“Olá!
Sou angolana e vivo mesmo em Luanda, gosto por demais do nosso pais, por isso tento fazer o possível por saber o q dizem de Angola e como anda a sua imagem no mundo. Já li algumas das matérias feitas por vocês e estou a gostar do trabalho que têm efectuado. Só queria salientar que devemos acima de tudo mostrar ao mundo (pk acredito q este site n é apenas visitado por angolanos e, mesmo q fosse muitos deles q se encontram fora pouco ou nada sabem do pais) que melhorias têm sido feitas e, que o país precisa do apoio de todos nós p um melhor avanço político, económico e social.
Desta forma acho que se devia fazer mais matérias sobre os esforços já feitos por parte do governo e fazer uma campanha de forma a despertar todos os angolanos p unir forças e lutar por uma Angola melhor.
Muita gente diz «isto já podia estar melhor...», mas esquecem que a guerra que acabou foi a das armas, agora há outras guerras a enfrentar, como a da fome, saúde, alfabetização entre muitos outros problemas existentes. E, para isto não podemos só esperar que o governo ou as autoridades o façam, temos que nos unir e contribuir.
Volto a dizer que gostei imenso do vosso trabalho e se puder fazer alguma coisa ou ajudar no vosso trabalho estou as ordens.
Melhores cumprimentos.”
RESPOSTA
“Cara amiga,
Em primeiro lugar quero agradecer pelo facto de ser leitora deste blog e obrigado também por escrever as suas preocupações que, no seu todo, são legítimas e justificadas.
A intenção deste Blog não é a de demonstrar que Angola é bonita ou desgraçada. É o Blog de todos os angolanos, onde se fala de tudo um pouco, do bem e do mal. Tento que este blog tenha conteúdos actuais e que sejam de utilidade para o leitor visitante. Infelizmente as pessoas escrevem para o blog com matérias que de uma ou outra forma apenas mostram os podres de uma sociedade emergente e ineficaz que não tem voto na matéria, não participa em nada que diz respeito aos destinos do país. (De certo que a amiga nunca votou e nem sabe quando irá ter essa oportunidade!)
Contudo a beleza de Angola já é muito conhecida além fronteiras. No blog podemos encontrar vários links que nos levam a visitar álbuns e galerias de fotos que são de encantar qualquer um. Seja angolano ou não! Mas desde já convido-a a escrever um post com um tema a sua escolha, dentro do propósito que motivou a sua critica.
Não quero passar a imagem que este blog existe para denegrir Angola, minha terra mãe, minha casa! Apenas não gosto de tapar o Sol com peneira e por isso vou desabafar com tudo aquilo que acho errado, e é isso que temos feito neste blog, alertar para males que todos sabemos que existem mas que nunca falamos e fingimos que não vemos e não ouvimos.
Estou de acordo quando diz que devemos mobilizar-nos, em todos os sentidos, para levarmos o nosso país a bom porto. Eu estou a fazer a minha parte com este blog. Considero que apontar as enfermidades é um bom caminho, porque quem tem a cura poderá através deste espaço localizar a infecção e aplicar o antídoto no devido local.
Neste blog fala-se, entre outros, de política mas não se partidariza. A amiga pede que o blog elogie os feitos do Governo (MPLA) depois da guerra. Infelizmente não irá ser possível pois somos isentos de cores partidárias. Se fosse a UNITA ou a FNLA ou outro qualquer partido no poder iria agir com a mesma conduta. Denunciar tudo aquilo desacertado que chega aos meus ouvidos e olhos. Mas atendendo ao seu pedido abrirei uma excepção. Se a amiga souber de algum feito do MPLA que tenha efectivamente melhorado a vida dos angolanos (excluindo aqueles que são da família MPLA) aguardo ansiosamente pelo seu texto.
Com os meus melhores cumprimentos,
Um abraço amigo,
M.N”
domingo, março 26
segunda-feira, março 20
Tentativa de extorsão no Aeroporto Internacional de Luanda (4 de Fevereiro)
Preparávamo-nos para embarcar, vivíamos aquela agitação própria de quem está de malas feitas no Aeroporto de Luanda, a nostalgia pairava no ar… Quem vai já tem saudades da praia, do calor, da fruta, da família e dos amigos que ficam e já só pensa no trabalho e aulas que tem que recuperar e também nas contas que vai encontrar no correio quando chegar ao destino.Tanto stress: o check in que nunca abre a horas, os espertos que furam as filas, os agentes que nos reviram a mala a procura de sabe-se lá o quê, e depois riscam-nas com giz branco. A luta com o excesso de bagagem e o medo de saber se teremos ou não lugar, porque muitas vezes mesmo com OK no bilhete ficamos em terra pois um qualquer com influência nos passou a frente à última hora! Os documentos em dia e devidamente preenchidos, os talões de recenseamento militar… e outros tantos papéis que nos pedem, enfim…
Já tinha passado o balcão de imigração e dirigia-me para o segundo posto de segurança (mais uma revista), lá finalmente usa-se tecnologia. Temos alguns agentes, um que fica a controlar o monitor da máquina Raio X ou Infravermelho - desculpem a minha ignorância - e outro que fica no detector de metais. (este posto é de vital importância porque faz a triagem dos objectos perigosos a bordo)
Aí, encontro uma amiga a ser “penteada” por um agente! Ela tinha toda pinta de turista que veio pela primeira vez a Angola. (preza fácil) Era caucasiana, de pele muito clara, com sardas e sotaque de gente de fora! Nada fazia prever ao agente que se tratava de uma nativa com calos nesse tipo de situações que nos querem extorquir.
Apercebo-me que ela levava dentro da sua bagagem de mão alguns cosméticos para consumo próprio, de origem brasileira, que em Angola havia em abundância mas que no país de destino ela não encontrava. Levava a provisão suficiente para aguentar até a próxima vinda a Angola. (Nunca se sabe ao certo quando voltamos à terra mãe. Passagens muito caras e compromissos laborais são sempre os maiores impedimentos.)
O dito agente queria que ela pagasse direitos alfandegários sobre os produtos que ela levava consigo ou então teria de os deixar todos em terra! Aproveitou ainda para lhe “explicar” que cada passageiro podia apenas levar na sua bagagem um perfume, um desodorizante, um creme …, ou seja, não podia levar nada em dobro, como era o seu caso. Explicação esta que fez soltar uma gargalhada à rapariga…
Já estavam ali em debate, pelo menos uns 10 min., quando eu cheguei e apercebi-me do pequeno sururu.
Ela tinha traquejo mas desconhecia, ou não se lembrava, que nunca se paga direitos aduaneiros de um produto a saída de um país! Esse produto que ela consumia já tinha sofrido taxas alfandegárias quando entrou no país, exportado do Brasil, por esse motivo era ilegal o que o agente pedia.
Estava um pouco assustada, já se embarcava e ela ainda ali com aqueles problemas de última hora. O saco dela retido pelo agente que a todo o custo exigia uma quantia pela qual não iria passar recibo nenhum.
Com o seu traquejo e atitude firme, lá conseguiu depois de muito paleio prosseguir normalmente a sua viagem. Sem pagar nada daquilo que ele exigia, porque entretanto o agente deu conta que dali não sacava nada.
Final feliz para ela! Mas pergunto-me:
- Quantos já não caíram nessa?
Espero que os leitores que se desloquem a Angola, e se virem numa situação idêntica, se lembrem que os únicos direitos aduaneiros que se pagam são cobrados à entrada do país e nunca à saída.
“Em parte consigo entender um pouco o oportunismo do agente em causa! Ele recebe um salário mísero que não chega a meio do Mês e vê os filhos dos chefes a passarem por ele, todos bem vestidos e cheios de divisas nos bolsos. É a oportunidade que ele encontra para conseguir facturar mais algum!
Enquanto as pessoas não receberem salários dignos, em Angola continuará a haver muita gente a extorquir e corromper-se!
Infelizmente em Angola também há o reverso! Gente rica a extorquir e a corromper-se por ganância excessiva!!!”
quinta-feira, março 16
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