segunda-feira, maio 14

domingo, maio 6

Como se fazem obras em Angola.

Um governador provincial queria construir uma ponte e, para esse efeito, foi aberto um concurso público.

Concorreram três empreiteiros: um Chinês, um Português e um Angolano:

Proposta do Chinês: 3 Milhões de Dólares.
- 1 Milhão pela mão-de-obra;
- 1 Milhão pelo material;
- 1 Milhão para lucro.

Proposta do Português: 6 Milhões de dólares.
- 2 Milhões pela mão-de-obra;
- 2 Milhões pelo material;
- 2 Milhões para lucro.

Proposta do Angolano: 9 Milhões de dólares.
-"Nove Milhões?", admirou-se o Governador provincial? É demais! Porquê tanto?"
Respondeu o empreiteiro Angolano:"? simples":
- 3 Milhões para mim;
- 3 Milhões para si;
- 3 Milhões para o Chinês fazer a obra...

"Enviado por e-mail anónimo."

quinta-feira, abril 26

Os ricos de Angola

Espero sinceramente que esta crónica pareça completamente ridícula daqui a meia dúzia de anos.

Trata-se de uma crónica que tem por tema a inauguração com a presença do Presidente da República!

Num país minimamente desenvolvido, com um saudável sistema de economia de mercado, a inauguração de um novo Centro Comercial representa, quando muito, uma notícia relevante para o bairro onde o mesmo se situa.

O facto de um tal acontecimento nos entusiasmar tanto (a mim entusiasma) diz bem do lamentável atraso em que nos encontramos – é o espanto do camponês ao ver pela primeira vez uma televisão (ou, ao invés, do menino da cidade diante de uma galinha).

Daqui a meia dúzia de anos espero, pois, que a notícia da inauguração de um centro comercial já não alvoroce ninguém.

Olhando para trás haveremos todos de sorrir, com certa auto-ironia, ao lembrarmo-nos do tempo em que não havia em nenhuma cidade angolana um bom cinema, com filmes actuais, ou sequer uma boa livraria.

Nessa altura o Presidente da República, quem quer que seja, há-de estar a inaugurar grandes bibliotecas públicas, bons hospitais, auto-estradas, escolas em bairros carentes, e então nós teremos orgulho nesse Presidente da República.

Os nossos ricos – por falar em centros comerciais – são igualmente reveladores do terrível atraso em que três décadas de guerra, corrupção e incompetência deixaram o país. Não temos ainda ricos como os ricos dos países ricos.

Os ricos dos países ricos são charmosos e elegantes. Praticam musculação em casa, uma hora por dia, com a ajuda de um personal trainer, e ainda lhes sobra tempo para o Ioga, a escalada, a esgrima, ou a equitação.

Os nossos ricos, esses, luzem de gordura. Acham que assistir ao futebol, sentados num sofá, é a forma mais confortável de fazer desporto.

Os ricos dos países ricos morrem de velhice perto dos cem anos.

Os nossos sofrem crises de malária e morrem vítimas de doenças ligadas a maus hábitos alimentares, como os pobres dos países ricos, antes dos setenta.

Os verdadeiros ricos têm no escritório uma tela de Miró ou de Picasso.

Os nossos têm uma fotografia do Presidente da República a inaugurar centros comerciais.

Os verdadeiros ricos coleccionam a grande arte do nosso tempo – Paula Rego, David Hockney, Portinari, Basquiat, etc..

Os nossos ricos coleccionam "arte africana", o que quer que isso seja, comprada muitas vezes nos mercados populares.

Os verdadeiros ricos assistem em Londres ou em Nova Iorque a concertos dirigidos por grandes maestros.

Os nossos assistem em Luanda a desfiles de misses.

Os ricos legítimos almoçam num dia com Mário Vargas Llosa, em Paris, e no outro com Barack Obama, em Washington.

Os nossos almoçam com o Pierre Falcone em algum recanto escondido.

Os verdadeiros ricos lêem o Times Literary Suplement e a New Yorker.

Os nossos lêem a "Caras", na versão nacional, e sorriem felizes de cada vez que encontram o próprio rosto (encontram sempre, é inevitável) iluminado por uma aura de gordura. Resumindo: os nossos ricos são uma fraude. São tão duvidosos, enquanto ricos, tão refutáveis e mal-amanhados, quanto eram enquanto comunistas. Precisamos, urgentemente, de novos novos ricos. Ou então resignamo-nos a que estes envelheçam. Porém, como disse antes, receio que a maior parte morra antes de envelhecer decentemente.
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By:
José Eduardo Agualusa

quarta-feira, abril 18

A CAVERNA E NOSSA SOCIEDADE

A metáfora narrada por Platão em "A Republica", cheia de mitos, foi criada para compreendermos a realidade em que a humanidade se encontra, ou seja, estamos sujeitos às sombras e vê-las como a verdade.

Em seu livro ele relata um grupo de pessoas que vivem no fundo de uma caverna, todos foram presos na infância, imobilizados por correntes, sentados de costas para a entrada da caverna, sem poder se moverem olhando sempre para o fundo da caverna. Assim como a sociedade atual, o povo do subterrâneo tem a sua existência dominada pela ignorância, se contentando com a luz projetada nos objetos, que formam sombras que surgem e desaparecem diante de seus olhos. As pessoas precisam sair da caverna para chegar a um conhecimento superior, abrindo a mente para novas experiências, para novos horizontes, podendo assim crescer interiormente e politicamente.

Mas com isso Platão nos mostra como é difícil e doloroso chegarmos ao conhecimento, se formos libertados e arrastados para longe de nossas cavernas, nos sendo obrigado a percorrer caminhos indefinidos, para romper a ignorância. Em primeiro instante a luminosidade não nos permitira enxergar nada, nesse instante não iríamos conseguir capturar nada em sua totalidade, a princípio, entenderíamos as sombras, porém com a persistência, finalmente poderemos ver os objetos em sua totalidade, com perfis definidos, conseguindo distinguir os próprios seres.

Mas esta nova etapa não consiste apenas em descobrir, mas ir à busca de algo superior, como contemplar idéias que regem as sociedades, conhecendo a verdade e reunindo a inteligência, a moral e a lógica. Assim logo compreenderíamos que as sombras, as quais estamos acostumados, são as coisas que consideramos reais, e que a luz são as idéias verdadeiras, o conhecimento verdadeiro. Assim notamos a passagem da ignorância para a opinião e depois para o conhecimento. Podendo contemplar as idéias, tornando-se apto para descobrir que a luz representa a razão.

Então quando voltamos para a caverna, nossos antigos companheiros que continuaram na escuridão da caverna, zombariam de nossas idéias, pois imaginam que o mundo que conhecem é o único mundo verdadeiro e o pior, não querem se livrar dele, isso porque estão presos a um método incorreto de ver a realidade e só conhecem aquele mundo. Imaginam essa pessoa como um egocêntrico, um extravagante, ou um doido como foram considerados a maioria dos pensadores.

Mas se alguns o ouvissem, e também decidissem sair de suas cavernas rumo à realidade, não haveria tanta desigualdade, os sábios não devem apenas socializar os conhecimentos, mas devem sim, ser chamados as regências das sociedades. O homem justo em nada difere do estado justo, a mesma moral para o homem e o Estado prudência, coragem e temperança.

O governo das cidades cabe aos mais instruídos e a aqueles que manifestam mais indiferença ao poder, pela simples razão de serem os únicos a vislumbrar o belo, o justo e o bem. Aquele que vê o bem em sua essência vive na realidade. O verdadeiro líder é aquele que conduz sua alma racionalmente para se dirigir ao bem verdadeiro, utilizando à energia do amor, podendo assim compreender a justiça, a honra, a fidelidade, ou seja, todas as virtudes supremas.

Bibliografia:
Platão, A Republica. Supervisão editorial Jair Lot Vieira. Bauru - 2001
Chalita, Gabriel. Vivendo a Filosofia - Filosofia antiga 1. São Paulo - Minden - 1998
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Por:
RENATO RIBEIRO VELLOSO (renatov@ajato.com.br) – Pós-graduado em Direito Penal Econômico Internacional, pelo Instituto de Direito Penal Econômico e Europeu da Universidade de Coimbra, Portugal, cursando MBA em Economia e Direito do Sistema Internacional, pela Universidade de São Paulo – USP, e co-autor do livro “Crimes Tributários e Econômicos”, pela Editora Quartier Latin do Brasil.

terça-feira, março 27

Fotografar na via publica agora é crime!?



Os ponteiros do relógio marcavam 11h e tal da manha, no momento que atravessava a avenida revolução de Outubro que divide o bairro do Catambor e do Chaba. Faço um compasso de espera e começo a disparar a máquina fotográfica! A determinado momento consegui captar o candongueiro que atropelou uma pessoa e na maior normalidade continuou para o seu destino. Fiquei confuso, mas continuei a disparar na direcção do corpo deitado no asfalto quente já rodeado por algumas pessoas.
- Jovem, acompanha-me!
Disse o homem a civil que me tocou no ombro.
Perguntei porquê!!! Identificou-se com o seu cartão onde pude ler policia. Fomos até ao contentor que estava alguns metros do local do “crime”, que era um posto de comando da polícia nacional.
- Porquê que estas a fotografar na via publica? Tens algum cartão da TPA (Televisão Publica de Angola) ou Rádio Nacional que te autorize a tirar fotografias neste local?
Da minha boca só saíam respostas negativas e por isso disse-me que a maquina estava apreendida.
-Vamos aguardar pelo carro da patrulha e na esquadra os peritos vão tomar conta da situação.
3 ou 5 minutos depois apareceu um amigo que me vinha buscar. Mas eu conhecedor de como se resolve estes “impasses” conversei com o Sr. agente que em seguida fez-me deletar todas as fotos que tinha no memory card. Depois de um pequeno sermão, aconselhou-me a ter cuidado e não andar por ai a fazer fotos, porque sem autorização posso arranjar problemas graves com as autoridades.
De tanta atenção que o Sr. agente deu ao meu “crime”, nem sequer teve a preocupação de me perguntar se eu tinha conseguido captar o candongueiro que tinha acabado de cometer um crime. Bastava usar o zoom e de certeza que as autoridades iriam conseguir obter a chapa de matricula da referida viatura, mas pelos vistos o meu “crime” teve mais atenção porque foi mais grave!
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Por:
Salucumbo Jr.
In:

sábado, março 17

Carta Aberta
















Lisboa, 12 de Março de 2006


Exmo. Senhor Presidente de Angola

Meu caro Zé Eduardo,
Soube que o teu Governo – e bem – eivado do mais alto sentido da reciprocidade, decidiu não aceitar como válidas as cartas de condução portuguesas. Motivo? Os portugueses multaram o Mantorras – exemplo estandarte maior do poder de Luanda (é muito bom, mas não funciona) – que conduzia com carta angolana. (…) doravante, nem um tuga pode conduzir nas magníficas auto-estradas, seja das Lundas, seja do Planalto Central, se não obtiver uma carta angolana ou coisa assim.
Acho bem! Não queremos cartas angolanas, vocês não querem cartas portuguesas!
Mas outros aspectos da vida existem que tu, caro Zé Eduardo, podias também reciprocar – peço desculpa, mas é assim que se diz. Por exemplo: A limitação de mandatos do Presidente da República. Sabias que nós não admitimos que ninguém – nem mesmo o Mantorras – seja Presidente por mais de 10 anos? E que, ainda por cima, qualquer um que chegue a Presidente tem de ser eleito e que, para ser eleito, tem de ter mais votos?
Aposto que, agora que sabes, não vais deixar de decretar o mesmo. Já te estou a ver: Ai eles têm eleições? Pimba! Nós também vamos ter! Ai eles têm limitações de mandatos? Pumba! Nós também! Ai eles têm votos e tudo, e pode votar quem quiser? Toma! Aqui vai ser na mesma!
E mais, se começas nesta senda de imitar tudo, lembra-te, por exemplo dos autarcas. É que eles também são eleitos. E o Governo, que é designado por um Parlamento eleito de 4 em 4 anos e não de 300 em 300 anos, como ai. Que dizer, o Governo, porque o Presidente é de 500 em 500 anos, salvo erro.
E há mais para copiares. Por exemplo, aqui os tribunais podem acusar e julgar amigos do primeiro ministro ou do Presidente da República. Ou mesmo o primeiro ministro e o Presidente. São orgãos de soberania independentes, não carecem de ser formados pelos amigos do Presidente.
E outras coisas. Por exemplo, em Portugal, os grandes empresarios não são familiares do Presidente da República. Por exemplo, o Prof. Cavaco Silva, tem uma filha mas ela não é uma grande empresária, nem das pessoas mais ricas do país. É uma pessoa discreta e igual as outras, com os mesmos direitos e deveres. Eis outra coisa boa para aplicares a tua reciprocidade.
E mais ideias me ocorrem sobre matéria tão vasta como interessante. (…) E pronto, já vês. Há um longo caminho de recíproco a fazer. Não é só nas cartas de condução.

Viva Angola! Viva o Mantorras e viva a reciprocidade! E manda-te um abraço o teu recíproco.
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Por:
Comendador Marques de Correia
Comendador@expresso.pt



In: Revista ÚNICA/EXPRESSO nº 1794 17 de Março 2007

Foto: AngolaPress





terça-feira, março 13

Petróleo-dependência

Angola é um país com grande potencial em termos de recursos minerais, contudo, este potencial só se traduzirá em riqueza quando “bem” explorado, ou seja, quando as receitas proveniente da sua exploração forem aplicadas para o bem geral da nação, elevando o seu bem-estar.

O que se tem verificado é que estas não têm sido “bem” aplicadas, verificando-se somente a aplicação de uma pequena parte das mesmas, apesar do seu incremento diário provocado pela alta geral do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Verifico com preocupação esse facto porque, segundo especialistas em energética, Angola só tem reservar provadas de petróleo para mais 30 ou 40 anos.

Outros Estados produtores de petróleo, nomeadamente, os Emiratos Árabes Unidos, confrontados com a mesma problemática (Esgotamento das suas reservas petrolíferas) têm investido fortemente nas novas tecnologias da informação, uma forma de perpetuar o elevado nível de vida das suas populações, depois do fim das receitas proveniente da exploração petrolífera, pois, é nesse tipo de produtos que se obtém uma mais valia.

O que se tem verificado em Angola é que, para além das receitas petrolíferas não reverterem para o bem-estar da maioria da população, os poucos investimentos efectuados não têm grande rentabilidade, perpetuando assim a sua dependência das receitas da exploração mineira.

Para agravar esta problemática, os maiores consumidores mundiais de petróleo estão a desenvolver muitas e mais limpas tecnologias, afim de diminuírem a sua petróleo-dependência. Muitas não terão grande sucesso, outras porém, poderão diminuir drasticamente a importância que actualmente representa o petróleo como fonte de energia.

Um exemplo é a tecnologia de liquefacção do carvão, que apesar de antiga, ganha maior importância, devido a alta do preço do petróleo.

Os EUA e a China, grandes consumidores de petróleo mas também, possuidores das maiores reservas mundiais de carvão, olham para esse processo a salvação da sua petróleo-dependência. Assim, estão a olhar para as melhores praticas desenvolvidas nesse domínio, como são, a experiência sul-africana, que devido o embargo económico sofrido por causa do procedimento do seu regime político da altura (Apartheid) se tornaram especialistas nessa técnica.

Cabe ao governo, ou governos futuros (esperemos que ao longo dos próximos 30 ou 40 anos haja rotatividade do poder em Angola e não seja sempre o mesmo MPLA dos últimos 30 anos), de Angola investir em politicas correctas para que quando o dia D chegar (fim do Ouro Negro) estejamos em condições de prosperar sem essa dependência que hoje é o catalisador da nossa economia, ocupando na balança das exportações o 1º lugar do pódio.
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Por:
O'mbaka

sábado, março 3

Acidente no Eixo Viário (Luanda)

INSPECÇÃO PERIÓDICA OBRIGATÓRIA era o suficiente para se poupar muitas vidas nas estradas de Angola.

Num país já de si devastado pela guerra, com enormes deficiências de cuidados de saúde, com doenças como a Cólera, ainda temos o perigo das estradas com carros a circular que se o Governo de Angola e o seu Executivo fossem corajosos já teriam tomado medidas que (corajosas) são necessárias para controlar e regularizar o trânsito em Angola, particularmente na Capital Luanda.

O próprio Governo não dá o exemplo! As viaturas ao serviço do Estado encontram-se, na maior parte dos casos, como o mesmo défice de segurança. É frequente sermos interceptados por carros da polícia de trânsito sem piscas, sem faróis, muitas vezes a circular a noite. É frequente ver carros da fiscalização de GPL (Governo Provincial de Luanda) a circularem com deficiências que no Código de Estrada actual não são permitidas. E se formos para as Províncias ai o panorama piora de forma monumental.

É imperioso eliminar das estradas de Angola carros que, como este que causou o acidente que podemos observar em baixo do post, circulam sem oferecerem condições aos utentes da via pública, tantos aos ocupantes da própria viatura como os inocentes que circulam nas vias.

Estou certo que o parque automóvel actual, um misto de HUMMERS de 2006 com camiões IFA que circulam a mais de 30 anos em Angola e que estão fora de circulação nos seus países de origem, iria reduzir drasticamente.

A medida, alem de reduzir o parque automóvel obsoleto, contribuiria para melhorar a segurança e diminuía substancialmente problemas como o intenso tráfego de circulação que nos últimos anos fustiga a vida dos utentes que usam as estradas no dia dia, cumprindo as suas tarefas de trabalho, para poder levar o Pão-Nosso de Cada Dia a mesa. Reduziria também a escassez de estacionamento, muitas vezes ocupado por sucatas.
É frequente ver-se na cidade de Luanda, nos espaços públicos, carros acidentados que os donos não têm dinheiro para concertar e ficam ali a ganhar pó, durante anos e anos, a desadornar uma cidade bela que carece de politicas correctas por parte daqueles que tutelam as responsabilidades politicas.

-Claro que medidas corajosas como essa teriam as suas consequências, aquelas que o Executivo não quer em tempo pré eleitoral, mas bastava ao Executivo que Governa o meu país fazer o trabalho de casa, copiar o que os outros países que tinham o mesmo problema fizeram.
Criar um plano de emergência para fomentar e incentivar a renovação das frotas dos empresários da camionagem, com empréstimos bancários e isenções de impostos, particularmente Alfandegários.
(Ex: Um empresário que importe um camião para trabalhar paga o mesmo imposto Alfandegário que o vizinho do lado que importa um Porche Cayenne para passear) Não pode ser!!!

-Proibir a importação de “sucata”, carros velhos, da Europa e outros.
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Estas são algumas medidas que se podem tomar... Será que há vontade política e coragem para implementa-las???
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Fotos enviadas por e-mail, por um leitor anónimo.




quarta-feira, fevereiro 21

O MEU PROTESTO!!!


"Ó taxistas, que brincadeira é esta?"( pag. 35, Jornal Agora, Edição nº 510, 13 de Janeiro de 2007); " A nossa nova guerra" (pag.22, Semanário Angolense, Edição nº 197, 13 a 20 de Janeiro de 2007).

Aparentemente esses títulos nada têm em comum. Foram publicados naqueles dois semanários editados naquela que é para uns a cidade da confusão, para outros cidade da Kianda e par grande maioria cidade de Luanda. Fazem alusão a sinistralidade que vai tendo lugar nas estradas de Angola. É crença comum que a maioria desses acidentes é causada pela péssima condução dos taxistas de hiace.

Talvez por essa razão, aqueles títulos fazem-se acompanhar de imagens chocantes, resultantes de uma acidente ocorrido entre um hiace e um autocarro. Perderam a vida quatro ocupantes do hiace, incluindo o motorista, enquanto outros passageiros ficaram gravemente feridos. Do autocarro não houve nem feridos nem mortos. Então os jornais insurgem-se contra a péssima condução dos taxistas em defesa da vida. Até aqui tudo bem!!!

Mas apresentar os mortos desfigurados como sinal de chamar atenção aos taxistas ou de protestar contra a morte a favor da vida, parece-me uma opção perversa. Embora a vida seja o supremo valor e a sua defesa inapelável, o morto possui também dignidade. Ou então não estamos em Angola?
Mesmo porque o tempo da lógica da guerra, onde exibir o corpo desfeito do inimigo é sinal de vitória e grandeza já lá se foi!!! Ou então a guerra era apenas uma desculpa.

Parece-me que podia-se falar do acontecimento e chamar a atenção sobre a irresponsabilidade dos taxistas e de outros condutores sem usar aquelas imagens desfeitas e chocantes. Havendo mesmo necessidade, então que fossem cobertos os corpos e mostrado o carro desfeito. Aliás o que vemos e lemos nos canais televisivos e jornais de outros países, onde o horror da morte ou a o morto não tem rosto. Fala-se ou apresenta-se a sinistralidade, mas sem expôr o morto ou os mortos!!!

Alguém tem visto as imagens dos mortos nas estradas dos países da UE ou das americas (USA ou Canada)? Alguém já viu as imagens ou rostos ou corpos de mortos de alguma catástrofe humana ou natural dos países da UE ou da américa(USA ou Canadá)? Sabem porque???
Será que os nossos mortos perdem dignidade??? Não têm direito a protecção da sua imagem???
Seguramente, alguns perguntarão: mas de que galáxia vem esse escriba?!!! Se os vivos são tratados sem dignidade, quanto mais os mortos?!!! Acorda!!!
Têm razão em questionar!!!

Mas é preciso começar a dignificar o que tem de ser dignificado! É preciso dizer alto e em bom som: estamos juntos, mas não estamos misturados!!! É preciso dar um basta a essa cultura da indignidade. Cada um de nós precisa fazer a sua parte e manisfestar o seu desagrado. Aqui fica o meu!

Até breve!!!
In:
http://upindi.blogspot.com/2007/01/o-meu-protesto.html

Upindi Pacatolo

terça-feira, fevereiro 13

"DECÁLOGO DO CORRUPTO"
I. Nunca te esquecerás de que a ética Kantiana é uma teoria impraticável e que são o poder e a ambição que ditam todas as acções dos homens.

II. Terás sempre em atenção que deves usar o teu poder para servir os que ainda estão acima de ti e para seres indispensável aos que estão abaixo de ti.

III. Jamais terás dúvidas de que o dinheiro que geras para ti e para os teus é o melhor atalho para consolidar e aumentar o teu poder.

IV. Realizarás todos os teus actos na sombra, em silêncio, sem testemunhas. Longe de documentos e especialmente ao largo de telemóveis.

V. Procurarás nunca desapontar os teus amos e nunca renegar os teus cúmplices, especialmente se estes forem família, ou tiverem tido acesso à tua intimidade.

VI. Estarás sempre vigilante em relação aos que te invejam e aos que, por formalismos legais ou por suspeita, querem fiscalizar as tuas acções. Encontrarás meios para os desacreditar ou, em último caso, os eliminar.

VII. Construirás diariamente uma teia, com fios feitos por líderes que graças a ti treparão mais alto, por funcionários que de ti tirarão benefícios, por empresas que através de ti chegarão ao lucro, e por novas entidades que deixarás os teus lidarem.

VIII. Deverás estar atento a todas as oportunidades de mercado, sabendo que elas são infinitas, e estudarás especialmente as novas formas de negócios, ou seja, o modo de as usares a teu favor.

IX. Serás cirúrgico e asséptico no modo de contornares as leis, os regulamentos e os códigos, e atrairás a ti os melhores especialistas para te ajudarem a camuflar e a fazerem desaparecer todos os traços das tuas actividades.

X. No caso extremamente improvável de seres apanhado, gritarás inocência até ao fim, marcarás conferências de imprensa para proclamares teu horror e quando te confrontares com a tua consciência, dirás a ti próprio que fizeste tudo para bem do povo e dos seus representantes.
In:

terça-feira, fevereiro 6

Apresentaçao na CASA DE ANGOLA sobre emprego em Angola

O Sr. Miguel Ângelo Vieira estará presente a representar empresas como a Chevron Angola, Esso Angola, Angola LNG, Movicel Telecomunicações, Baker Hughes, Standard Chartered Bank, First Rand Bank, e Coca Cola Luanda. Todas estas empresas estarão presentes no Fórum de Recrutamento Careers in Africa em Londres á procura de Angolanos. Veja esta web para mais informação: http://www.globalcareercompany.com/ciauk/

Os candidatos devem preencher os seguinter requesitos:

· Autorização para trabalhar em Angola
· Licenciatura em qualquer área

A conferencia será na sexta feira dia 9 de Fevereiro ás 15:00h na CASA DE ANGOLA na seguinte morada:
-Travessa da Fábrica das Sedas, Nº 7 - 1250-107 Lisboa (por cima do largo do rato na zona das Amoreiras)

Para mais informação contactar com o Sr. Jaime Araujo na Casa de Angola através do telefone 213 829 487

quinta-feira, fevereiro 1

Mais do mesmo... Chuvas...

Não! Não é a piscina do Alvalade!!!
É a Cidadela...
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Nos tempos em que Angola era a jóia da coroa, era o maior estádio de Portugal.
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Ainda bem que hoje já não é Portugal, pena é estar neste estado de jóia sem brilho...
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Clicar na foto para ampliar
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Por:
Enviado por e-mail anónimo.

quinta-feira, janeiro 25

Chuvas em Luanda...























































Envidado por:
e-mail anónimo

terça-feira, janeiro 23

O inferno que é Angola...


Um homem morre e vai para o inferno...

Ao chegar lá, ele descobre que há um inferno diferente para cada país e ele decide tentar o menos penoso para passar a sua eternidade.

Ele vai ao inferno alemão e pergunta: "O que fazem aqui?"
Disseram-lhe: «Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até a noite.»

O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte num outro inferno. Ele passa pelo inferno dos EUA, da Rússia, China e muitos mais. Todos eles praticam o mesmo que o inferno Alemão. Mas o que fazer então?

Ele continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de Angola.
Muito intrigado, ele pergunta o que fazem nesse inferno. Ao que lhe Respondem: «Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo Angolano vem com um chicote e chicoteia-te até a noite.»

Aí, mais admirado ainda, o homem diz: "Mas é exactamente o mesmo tratamento que fazem nos outros infernos! Porque razão então a fila aqui é tão grande?"
"Porque aqui nunca há electricidade, portanto a cadeira eléctrica não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca chegaram ao destino, foram desviados, portanto a cama é muito confortável. E o diabo angolano era trabalhador da função pública, por isso vem, assina o ponto e depois sai para tratar de assuntos pessoais, portanto nunca está presente para chicotear os mortos"...

quarta-feira, dezembro 13

DE ONDE ERAM ADÃO E EVA?




Um alemão, um francês, um inglês e um angolano comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.


O alemão disse:- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.


Imediatamente, o francês reagiu:- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.


Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.


Depois de alguns segundos mais de contemplação, o angolano exclama:- Num concordo. Olhem bem: num tenhem grife (roupa), não tenhem sapatos, num tenhem cubico (casa), num tenhem cúmbú (dinheiro), só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso. Só podem ser Angolanos!!!...
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Por:
Anónimo

terça-feira, dezembro 5

Coisas de Angola...

1. Em Luanda agora é assim! As pessoas se produzem todas para ir a um funeral, como se à uma festa de gala se tratasse. Se antes o branco e o preto eram as cores para actos fúnebres, agora, as damas bazam até de vermelho, rosa, amarelo, laranja, quer dizer, só as cores "mais cheguei" para chamar mesmo a atenção.
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2. Na verdade, os óbitos se transformaram em locais predilectos para desenvolver uma paquera, na ausência de locais públicos de lazer que proporcionem encontros, afinal quem não tem cão nem gato, caça com rato. Há quem diga que as damas vão para ver os BOSS´S da família. Ficam de olho bem aberto para marcar qual é o tio que dá mais kumbu. Depois jogam todo seu charme para cima do kota não importando se casado, solteiro ou viúvo, nem respeitam o luto.
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3. Já os homens, parece que são mais discretos; bazam a estes encontros para beber de graça, consentir uma paquera e, claro, pitar (comer) um coxe, afinal, de graça, bar aberto, boca-livre, não faz mal a ninguém. Os óbitos, há muito que deixaram de ser cerimónias nostálgicas em que os parentes e amigos se encontram para consolar quem perdeu um ente. As Mulalas das kotas deram lugar ao desfile de moda e posses. Tas a ver aquela expressão " ché quez da caldo", já ficou ultrapassada. A canjica e o caldo foram superados pelos Mufetes, Muambas, Bolos, Doces diversos, Rissóis, Tortas e Pudins a maneira.
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4. Da Kissangua, coitada, já nem se fala mais, nem nos círculos mais conservadores das famílias, de vez em quando, aparece nas praças e paragens de candongueiro mas, com novo nome para disfarçar: "Sumol em Saco". Nada de coisa de pobres (kissangua) nos óbitos a onda agora é Cuca, Sagres, Castle, Carlsberg, Coca-Cola e associadas, Sumol e até a forasteira Kiss, agora também Blue's, por que as Youk´s sumiram do mapa. Quer dizer, até aquelas cotas que produziam os pitéus dos óbitos naquelas panelas bué gudas (grandes) também estão desempregadas; foram substituídas pela contratação dos serviços de Bufetes e catering.
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5. Óbito na cidade da Kianda é festa grande. Já há quem prefira patar nos kombas (óbitos) do que ir aos casamentos; nos óbitos não olham nas caras nem querem saber se é parente do noivo ou da noiva para te servirem. Só falta mesmo contratar DJ´s para animar o bo... digo o óbito, com músicas da igreja, já que os kuduristas já fazem questão de cantar daquele jeito neh.
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6. Nesses encontros não podia faltar a turma dos BUFUS, aqueles que definem a qualidade dos óbitos, segundo critérios já bem definidos: Adesão de pessoas famosas, número de carros, que inclui os da moda, último grito, os que mais choram, quem desmaia mais, a quantidade e qualidade do pitéu e bebida etc. quem não consegue um óbito nestes moldes é logo taxado de "JIMBA DIAFU", "DIBINZERO".
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É... meu, morrer na Nguimbe (capital) não é negócio para qualquer um!!!
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7. E não pára por aí, o que dá mais pontos é o lugar onde será o enterro. Tem que ser ALTO DAS CRUZES ou SANTA ANA porque o resto é mesmo resto. O óbito pode ter tudo, mas se o funeral não for nestes lugares perde todos os pontos. Diante disso, começa um novo dilema já que conseguir espaço nestes cemitérios não é coisa fácil e carece de "cunha forte", mas também, 14 ou kamama não são cemitério para Vip´s, tipo, não vão ser comidos também pelos sálálés. Então o defunto chega mesmo a ficar uma semana ou mais a espera que se decida sobre seu próximo endereço.
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8. Mas nem tudo mudou, ainda se vê aquelas kotas que sempre exageram na hora de exprimir sua tristeza. Aquela kotas que vão chorar no Kinaxixi, quando o óbito é no Marçal, para depois reclamar dos rins. Ainda é a oportunidade ímpar para ver todos os parentes, onde os que menos choram são as vítimas quando se procura o culpado pela morte: "EIE U MULOGI". Ele é o feiticeiro, vês que nem chora, eu já sabia. Os vizinhos da rua toda continuam com aquele mau e velho hábito de faltar ao serviço durante um mês sob pretexto de óbito na casa do vizinho que em vida nem sequer os cumprimentava.
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Isto é caso para perguntar: AONDE ESTAMOS E PRA ONDE VAMOS? SABES??????
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Por:
Anónimo