
domingo, junho 21
A Sociedade em que a Mulher Perdeu a Estima.

terça-feira, junho 9
FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]: http://filosofiaexperimental.wordpress.com/
Somos de um grupo de investigação do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (Portugal) e lançamos, há menos de 10 dias, um blog sobre um movimento novo da filosofia chamado "Filosofia Experimental". É o primeiro blog em língua Portuguesa sobre o tema. Temos recebido visitantes do Brasil, de Portugal, dos USA e de outros países da Europa, principalmente da Espanha.
Gostaríamos muito de divulgar o nosso blog em Angola. Será muito importante para nós a comuicação com os filósofos e os interessados em filosofia de Angola.
Por essa razão, pedimos, por favor, que divulguem (abaixo) o nosso blog em Angola - no vosso blog
Obrigado.
FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]: http://filosofiaexperimental.wordpress.com/
Esperamos que muitos possam contribuir neste blog - não só os que se mostrem genuinamente interessados no tema, como também aqueles que discordem do conceito ou tenham dúvidas quanto à sua relevância. A ideia é mesmo criar uma plataforma de discussão aberta a todos. Nesse sentido, os comentários aos posts são essenciais para dinamizar o debate.
Por enquanto, são colaboradores do blog os seguintes pesquisadores: Paulo Sousa (Queen´s Belfast), Carlos Mauro (UPorto), Joshua Knobe (YALE), Shaun Nichols (Arizona), Susana Cadilha (UPorto) e Thomas Nadelhoffer (Dickinson College).
Aguardamos a participação de todos.
Carlos Mauro & Susana Cadilha
coordenadores do blog
investigadores do MLAG
MLAG: http://web2.letras.up.pt/ifilosofia/gfmc/mlag/?p=home
domingo, maio 31

O site de Empregos On-line em Angola, designado empregos-ao.com, é um site de pesquisa, divulgação e promoção do emprego em Angola, com vista na aproximação dos candidatos as oportunidades de emprego e as empresas. Para muitos jovens um primeiro contacto com o mundo laboral após terminar o seu curso académico.
Sendo um Portal desenvolvido para quem procura empregos em Angola, estando em Angola ou no estrangeiro, estamos a trabalhar no sentido de levar a sua divulgação a todas entidades consideráveis neste processo, assim entendemos apresentar-lhe também.
Visita-nos em www.empregos-ao.com e ajude a divulgar este projecto!
Aguardamos por si!
Agradecemos a vossa atenção dispensada e estamos disponíveis para quaisquer dúvidas ou necessidades de esclarecimentos adicionais no nosso formulário de contacto ou no e-mail info@empregos-ao.com .
|Tel. +351 927363247
|Fax.+351 707500835
|info@empregos-ao.com
domingo, maio 10
Será inveja o que sinto ou chega de viverem a nossa custa?

Recentemente desloquei-me a Europa a trabalho e quando regressei comentei com um amigo que tinha visto um conhecido nosso, alguém com quem costumamos jogar a bola, com a sua namorada num BMW série 7 a passear por uma avenida europeia. Até ai nada de mal, mas acontece que o BMW tinha matrícula consular, ou seja, pertencia ao corpo diplomático angolano.
Comentava eu em tom de reprovação, porque em primeiro lugar ele não tinha credenciais para usufruir daquela viatura que era paga com dinheiros públicos angolanos para efeitos diplomáticos e não para estar ao serviço do filho de um General na reforma, mas sobre tudo porque o pai dele já é pornograficamente bem abastado e podia muito bem alugar um carro invés de andar de carro e por combustível “as minhas custas” (enquanto cidadão angolano contribuinte) quando, de repente, o meu amigo a quem eu comentava, remata a seguinte frase que acaba comigo: “o que tu tens é inveja dele”…
A frase acabou comigo porque esse meu amigo com quem eu desabafava, tal como eu, devia entender que os bens públicos não são para serem usados e abusados por pessoas não creditadas, para uso e serviço próprio ou outro uso ou finalidade que esteja fora do âmbito, naquele caso, diplomático.
Naquele caso particular estávamos perante o filho de um General na reforma, um cidadão tão comum como eu, com os mesmos direitos que eu, e que abusava dos meios consulares angolanos.
É claro que isto é o pão-nosso de cada dia. Os bens públicos estão ao serviço dos filhos dos filhos, dos filhos e das amantes e dos primos da elite do MPLA. Mas acontece que aquele carro não pertence ao MPLA, não foi comprado com o dinheiro do partido MPLA, mas sim com o dinheiro do Estado angolano, - sabem qual é a diferença? O MPLA tem receitas para colocar em cada capital europeia 1 BMW série 7 sem ter de recorrer ao dinheiro dos cofres do estado. Já tem demasiados bancos e outros negócios para ter esse poder. - que por acaso é nesta legislação (e foi no passado também ) dirigido pelo MPLA, com maioria de mais de 80% (lembre-se!).
Mas está na altura de esses abusos acabarem e de nós deixarmos de nos conformarmos que o dinheiro dos nossos impostos e das receitas do nosso país estejam sempre a ser desperdiçados e esbanjados com os passeios pelo Mundo fora deste ou daquele cidadão que não tendo creditação para o fazer abusa da cédula militante ou do lugar do paizinho.
Que fique aqui bem claro que o sentimento não é o de inveja mas sim o de injustiça porque ele (que andava no carro diplomatico), tal como eu, vive num país onde as pessoas morrem por falta de acesso a cuidados médicos e assistência. E é o despesismo de pessoas como ele, cujo pai já bastante rico, que fazem com que o país tenha dificuldades em se erguer dos escombros onde se encontra.
Este habito tem de acabar e a família MPLA têm de ficar mais consciencializadas que o MPLA é o partido no poder até o povo assim o dite, e que o povo (eu inclusive) está cansado das vossas boas vidas a custa do sofrimento (e meu suor) dos Angolanos que por toda Angola morrem de cólera e outras doenças, e que passam muitas necessidades.
Já chega de viver amordaçado... Falar a verdade não é inveja, é ser cidadão angolano no exercício dos seus Direitos.
Foto:areiahostil
sexta-feira, maio 1
Angola multiracial, multicultural e multilínguas
sexta-feira, março 27
Luanda, a cidade mais cara do Mundo!!!
Consultar o Link ://www.citymayors.com/statistics/expensive-cities-world.html
terça-feira, março 17

Sr. Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos da América.
Sou uma cidadã comum angolana que acompanhou atentamente, como outros angolanos, a vossa eleição bem como a tomada de posse, a semelhança dos outros povos dos quatro cantos do MUNDO, e que aguardam com ansiedade que aconteça o mesmo nos seus países ainda dominado pelos a versos a democracia. MUDANÇA. O sonho de Luter king “ I HAVE A DREAM” e V.excia disse “WE CAN”. Os angolanos sonham por uma liberdade efectiva e agora inspirados pelo vosso pensamento, acreditam que finalmente também podem, porque tudo tem o seu tempo.
Sou cristã, mas católica romana que pretende dizer o seguinte, V.excia é tão ser humano como qualquer um, mas nunca nenhum outro comoveu e influenciou de forma positiva na nossa era, o Mundo, como Vexcia. Para mim parece um enviado de Deus para salvar o Mundo da tirania, em particular a África em que a democracia parece distar-se dela ainda 200 anos.
Aconteceu com o Papa João Paulo II depois da sua morte. O Mundo cristão e não cristão, reconheceu que tinha sido um homem de bem, que havia trabalhado afincadamente para unir todos os crentes, independentemente da sua opção religiosa.
V.excia, marcou o Mundo escrevendo com letras douradas esta grande viragem da história. Para mim não muito pela vossa descendência afro-americana, mas pela vossa mensagem de paz, de amor ao próximo. Advertindo o mundo da ganância para que se compadeçam com os outros e que saibam aceitar as decisões dos seus povos e não se impondo ao poder através de métodos anti democráticos. Vossa campanha marcada de humildade e pobreza, mas vincada de um triunfo e sem intenção de esmagar os adversários tal como acontece no nosso Continente.
De Vossa dignifica mensagem marcaram-me as seguintes frases: “todos são iguais e todos são livres, todos merecem uma oportunidade para atingir a felicidade…chegou altura de voltar afirmar o nosso espírito resistente…para aqueles que se agarram ao poder através da corrupção, da fraude e do silenciamento de dissidentes fiquem a saber que se encontram no lado errado da história, mas que vos daremos a mão se quiserem abrir o vosso punho.
O povo africano quer mudança mas “os cínicos não conseguem compreender que a situação mudou, que os argumentos políticos viciados, que durante tanto tempo nos consumiram, já não se aplicam”.– Citamos igualmente V.Excia
Voltando a Angola, nesta altura falar da situação sócio político do país é o que mais me interessa, porque é o que preocupa a sociedade angolana.
Angola realizou as eleições legislativas em 5 de Setembro de 2008, mas que na realidade as eleições foram realizadas dias 5 e 6 e em certas áreas mesmo até dia 7, em violação ao preceituado na lei eleitoral e marcadas por um número infindo de violações das regras democráticas.
Excelência, não escreveria para falar das eleições em Angola, mas sim da situação social e politica do meu país. Vossa eleição é o resultado claro do evangelho bíblico “todos os seres humanos são iguais perante Deus “.
Os angolanos após a guerra que assolou o país, esperavam ver um país pluripartidário de facto e não uma sociedade democrática formal. Onde todos os pressupostos democráticos fossem observados incluindo a liberdade de ser informado e formado. Os meios de comunicação estatal outra coisa não fazem, senão obrigar este povo a agradecer pelos míseros empreendimentos que o regime apresenta. A miséria, a pobreza sobem ininterruptamente, continuando o povo a viver abaixo de 1 dólar dia.
Este povo espera que Vossa vitória venha ser uma mola impulsionadora para um verdadeiro estado democrático e de direito, com separação de poderes; legislativo (livre da opressão do regime), executivo (capaz de assistir o povo em pé de igualdade sem que se olhe pela cor da camisola) e judicial (capaz de trazer ao país uma justiça de facto, ao invés de preso por roubar um pão e em liberdade por roubar milhões do erário público).
Excelência, vossa vitória, acredita, que abriu uma luz no fundo do túnel para os africanos.
A carta da ONU art. 1 nº 2 ”… no princípio da igualdade de direito e da auto -determinação dos povos…” convida as nações a respeitarem – se umas as outras. América a única potencia no presente, não pode continuar a observar pávida e serena má governação, a corrupção e a violação dos direitos fundamentais do homem, cujo valor supremo é a vida, sob influência dos sectores mais radicais ocidentais, por causa do petróleo e do diamante do Continente Africano.
Ainda o art.1 nº 3 ” … estimulando o respeito pelos direitos do homem e pela liberdade fundamentais para todos, sem distinção de raça sexo, língua ou religião.” Faltando para mim a politica. Na África quem pensa de maneira diferente perde até o direito ao pão, senão mesmo a vida.
Gostaria que o mundo livre ajudasse a sociedade angolana a ser mais justa e verdadeiramente aberta, com um povo informado e formado, porque Angola não tem comunicação social estatal credível. Ajudar os angolanos a ter uma TV privada e mais liberal.
A maioria dos governos africanos consideram os seus povos, como sendo uma manada de animais dentro de um curral, a mercê da vontade do pastor.
Um estado democrático e de direito de facto não deixa de honrar os compromissos com outros estados ao mudar de regime. O mundo considerado livre, devia deixar de ignorar os sofridos africanos, vítimas de regimes corruptos e ditatoriais. A democracia Angola, está em colapso. A liberdade ficou mais limitada. A liberdade americana tem e terá mais sentido ao ajudar diplomaticamente outros povos a serem igualmente livres.
Para terminar Senhor Presidente, direi “I have a dream to” tenho um sonho também, ser recebida por Vossa Excelência para transmitir directamente o sofrimento do meu povo. O sonho de Luter king foi realizado. Estou consciente que não passo de uma gota de água no oceano. Gostaria escrever a minha carta em inglês, para que ela fosse o mais fiel possível, mas a minha limitação quanto a língua, levou-me a fazê-la em português.
Louvarei a Deus para que esta carta aberta Vos chegue as mãos.
Deveras grata pela atenção em nome dos sofridos de Angola quiçá de África. Assino a Carta com o nome de minha mãe
BENGUELA, 28 DE JANEIRO
Teresa Feliciana
Contacto telefónico: +244929314336
calepete@yahoo.com.br
segunda-feira, março 2
PETRÓLEO DE ANGOLA PARA OS GRANDES FALCÕES

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Para além das negociações visíveis, o “lobby” ousou mesmo “jogar tudo por tudo” e, segundo se faz constar em determinados círculos das novas elites angolanas, até bolsas de estudo têm sido pagas pela Halliburton em benefício duma conhecida entidade que tem trajectória sénior na área dos petróleos angolanos e é indicada por alguns, actualmente, como assessora da Presidência da República (às tantas e no mínimo, servindo de “discreta ponte” entre a Presidência Angolana e a Norte Americana).
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terça-feira, fevereiro 17
O Crime Financeiro...
terça-feira, fevereiro 10
Elite International Careers
O Elite Angolan Careers vai realizar-se durante um fim-de-semana e reúne entrevistas pré-agendadas entre candidatos previamente seleccionados e os decisores-chave das empresas presentes. Durante o fórum, decorrem ainda apresentações de representantes das empresas presentes que dão a conhecer aos candidatos os seus objectivos organizacionais, a importância do regresso dos quadros angolanos e as oportunidades correntes.
Esta é uma oportunidade única dos candidatos estarem expostos a um grande número de empregadores e vice-versa.
O acesso a este Fórum é para candidatos convidados (ou seja, candidatos cujos CVs foram enviados para as empresas e que as mesmas estão interessadas em entrevistar no Fórum).
Estás interessado?
Então envia já o teu CV para angola@eliteic.net e visita o website www.eliteangolancareers.com para mais informações.
Conheces alguém que possa estar interessado?
Por favor indica os seus contactos ou passa a palavra reenviando-lhes o nosso website www.eliteangolancareers.com
Obrigada pela atenção!
http://www.eliteangolancareers.com/
quinta-feira, fevereiro 5
SOBRE A CRISE MUNDIAL
Se quiser, repasse, divulgue, se não, o que importa, o nosso almoço tá garantido mesmo..."
Enviado por: New World Fundation
quinta-feira, janeiro 29
Rei Muatchissengue wa Tembo
Por isso, às vezes, as pessoas em Luanda, dizem que os Tchokwés e outros povos da região são matumbos. Essa é a linguagem da capital de Angola. Os outros são matumbos, não é? Então se o governo não dá escolas aos Tchokwés, como é que podem estudar para deixarem de ser atrasados? Eu pergunto aos senhores que manipulam o dinheiro dos diamantes, dos petróleos e com o nosso destino se isto está certo? Na região Leste, mais de 88% das pessoas são analfabetas.
Como o soberano legítimo da Lunda-Tchokwé diz: não há sequer uma escola primária ou um posto médico, lá onde vivo. Os meus filhos não estudam. Amanhã receberão o meu poder tradicional sem qualquer educação. Isso é muito grave. Estou em crer que o mesmo acontece com os meus irmãos de Pungu-a-Ndongo, Ekuikui IV, a Nhakatolo Tchilombo e Bakongo.
Tem-se falado muito na atribuição de 10% das receitas de imposto sobre a venda de diamantes para benefício das populações da região Leste. O povo não conhece a verdade sobre esse assunto, porque ninguém explica como é que se está a governar para o bem-estar das populações. A miséria é cada vez maior.
Por exemplo, o Hospital Provincial, em Saurimo, só faz consultas a olho nú. Praticamente não tem laboratório. Para se fazer um raio-X ou qualquer análise tem de se ir aos postos médicos privados ou dos missionários de Caluquembe. Para aqueles que trabalham no Catoca têm o privilégio do posto médico da empresa.
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Na capital do nosso país, em Luanda, muita gente que se diz civilizada, estranha quando os alguem fala kikongo, umbundu, fiote e outras línguas maternas angolanas. Dizem que são línguas do mato e de matumbos. O colono dizia que eram línguas de cão. Nos obrigam a falar apenas o português, com sotaque de Lisboa, como língua de unidade nacional.
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Eu, como Rei, não aceito que hajam angolanos de primeira, de segunda e terceira categorias.
sábado, janeiro 3
Corrupção*
Como quase se tornou já institucionalizado, ninguém mesmo se atreve a fazer este combate, através de instauração de processos, por algumas situações imprevisíveis. Uma delas é a cultura do ódio advindo dos parentes e kambas dos corruptos. Os filhos, irmãos, pais, kambas e principalmente os cônjuges passam a nos encarar como monstros --- aqueles que perseguem seus pais, irmãos, filhos, kambas e esposa (o).
Óbvio -- e não poderia ser diferente -- entendemos perfeitamente esta posição familiar. Quando temos o desprazer de encontrar algum familiar ou kamba do corrupto no Shopping-" Belas ", no Roque, na rua ou mesmo numa roda de kambas, sabemos que os olhares " fuzilantes" se devem ao fato de estarmos aporrinhando a vida daquele, que não teve respeito e consideração com o bem público e resolveu transferi-lo unilateralmente para o seu próprio património.
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Como o dinheiro do infame é conseguido de forma ilícita e em grande quantidade, a tendência é que ele o gaste sem muito cuidado e até mesmo sem qualquer"kigila". Assim comprará bens de consumo caros, frequentará restaurantes de luxo cujos os preços não são condizentes com o sabor dos piteu, viajará para locais inusitados, se hospedará em hotéis de alto luxo e você, o honesto certamente não terá condições de acompanhar este "mundo da fantasia corrupta". Então como a vida não é uma ilha e todos os homens gostam de companhia, o corrupto terá que absorver algumas despesas que são suas para tê-lo ao seu lado em uma viagem de fim de semana, nas Tugas, África do Sul ou mesmo em"fugidinhas" no final do dia , onde quiserem.
Como o dinheiro do ladrão vem fácil, ele também o gasta facilmente. Desta forma, na casa do corrupto (quintas ou chalé nos Alpes Suíços), toda aquela mordomia, são pagas com o meu, teu dinheiro e com as lágrimas de todo um povo que sofre de fome. E, você, ao aceitar esta condição confortável acaba participando dos crimes praticados no exacto momento em que aceita não denunciar ou pelo menos tornar público o que sabe (demonstrando covardia), contrariando seus dogmas (falta de ética), para não " perder o amigo " (hipocrisia), enquanto curte as mordomias oferecidas com dinheiro sujo (corrupção).
Esclarecido a tese:" Amigo do corrupto também é corrupto " Vou falar ou escrever sobre o verdadeiro assunto que me levou a assentar em frente ao meu computador hoje, num dia de domingo 21 de Dezembro de 2008, com um tremendo frio por essas paragens. O cônjuge do corrupto!
De todas as pessoas infelizes neste mundo, talvez aquela que deve ser considerada a mais digna (de todas as penas) seja o cônjuge do indivíduo corrupto apodrecido -- o ladrão do bem público. Não obstante viver de forma confortável, o cônjuge do corrupto deve sentir-se mais imprestável dos seres.
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"A mulher do corrupto" Enquanto curte roupas e jóias caras compradas com dinheiro maldito, seu " adorável" esposo está nos braços de outra -- mais novinha, fofinha e vistosa. Por ser indivíduo desprovido de escrúpulos, até porque é corrupto, este ser desprezível não respeita nada que não seja o seu bem individual.
Para o corrupto pouco importa a amizade e o amor. Quando se trata de conseguir vantagem para si, o desventurado se torna um tractor e "patrola" o que esteja na sua frente. Como na grande maioria das vezes a mulher / principal do corrupto tem idade próxima a dele. Enquanto o dinheiro subtraído ajuda na formação da barriga, no caso da mulher vai sustentando com muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender, o corrupto já não olha para a companheira da forma carinhosa, como no tempo em que não tinham dinheiro, que eram pobres.
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Tudo em busca da juventude perdida cheio de kumbú" o que na verdade é meu, teu e de todos nós", o famigerado facilmente encontra a nova metade da laranja e passa a tratar aquela "coisa" que tem em casa como dama antiga e cansada para as suas fantasias.
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Berlim aos 21/12/2008
Fernando Vumby
domingo, dezembro 21
Votos de Feliz Natal e Prospero Ano Novo, de Angolano para Angolano

sexta-feira, dezembro 12
"Bocas"
Temos que assegurar plena liberdade, mas esperando responsabilidade de todos. Temos que estimular e tolerar a diversidade, mas esperando a colaboração de todos na concretização dos grandes desígnios nacionais.
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Copyright Amândio Vaz Velho 2008.
domingo, novembro 30
E se Obama fosse africano?
Por Mia CoutoOs africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
In: Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008
terça-feira, novembro 4
"Angola é governada por criminosos"
Só eu sei o que senti quando ouvi as declarações de Bob Geldof. E senti-o de tal maneira que havendo certamente palavras elegantes para descrever esses sentimentos, não sou capaz de as reconhecer sequer. Assim, prefiro nem tentar expressar com rigor das minhas emoções. Deixar-me-ei por isso levar pela imaginária e agradável sensação de estar serenamente sentado a beber batido de abacate, com bastante leite condensado.
Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que estas eleições foram fraudulentas e que os observadores internacionais são cúmplices na acção criminosa do Estado angolano contra o seu próprio povo e sua única fonte de legitimidade.
Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que a Comunidade Internacional dá amparo a estes crimes porque, tendo poderes para o efeito, não faz o exame necessário a respeito desses crimes e simplesmente ignora as suas vítimas.
Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então o povo angolano é criminoso porque o Governo de Angola é um GOVERNO DE UNIDADE E RECONCILIAÇÃO NACIONAL.
E se querer um Governo destes é crime, então o povo angolano é criminoso porque escolheu e aceitou para si um Governo criminoso constituído por diferentes forças partidárias.
Por favor Sir Bob Geldof, explique ao povo de Angola que as eleições agora realizadas não foram livres, embora tenham concorrido 13 formações políticas diferentes que realizaram as suas campanhas em pé de igualdade, suportadas com meios financeiros públicos e com total liberdade de reunião e manifestação; que não foram justas, apesar de haver já partidos políticos angolanos que vieram a público declarar que aceitam os resultados destas eleições; e que não foram transparentes, não obstante a constante e contínua informação / formação dada aos angolanos sobre o processo eleitoral.
Não, o processo eleitoral angolano não foi perfeito, o sistema eleitoral angolano não é perfeito. Mas se também não o é qualquer outro processo eleitoral realizado com a periodicidade prescrita pelas leis dos países onde decorrem, porque havemos de esperar que o processo eleitoral angolano seja imaculado?
Se também não são perfeitos outros sistemas eleitorais, porque havemos de exigir que o sistema angolano seja isento de vícios? Quiçá os mesmo vícios de outros países que tenham adoptado um sistema eleitoral semelhante…Houve dificuldades e falhas. Foram assumidas. Ninguém se escondeu ou procurou justificar o injustificável. Pediu-se desculpa e ofereceu-se a solução, prevista na lei. Deve haver responsabilização por estas falhas? Devem ser tiradas consequências políticas? Se sim, então que assim seja! Os homens deste país já mostraram que sabem assumir as suas responsabilidades e não têm medo do mundo. O FMI que o diga...
O facto é que Bob Geldof fundou a sua opinião na comummente aceite ideia: Angola é governada por criminosos.É mais fácil aderir à opinião generalizada e escutar apenas pessoas que estão de passagem, de pessoas que têm uma opinião tendenciosa ou de pessoas que simplesmente ignoram a realidade angolana, do que estudar as questões a fundo, no terreno e de forma imparcial; do que procurar compreender o que foi, o que é e o que se quer que Angola seja; do que contribuir com projectos, com ideias, ou simplesmente com conselhos ou sugestões modestas.
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E o problema não é, o facto do "Governo angolano não saber conviver de forma saudável com a liberdade de imprensa" como diz o comunicado da SIC. O problema que existe na verdade é o do exercício abusivo ou irresponsável da liberdade de imprensa.Responsabilizar civil ou até criminalmente as pessoas pelo exercício abusivo ou irresponsável das suas liberdades pode não bastar para repor a ordem pública. Se necessário for, o Estado pode e deve limitar ou mesmo suspender o exercício de liberdades fundamentais. Não estou a sugerir que sejam agora intentadas acções judiciais contra Bob Geldof ou a SIC. Estou apenas a dizer que defendo o meu país.
Não estou com isto dizer que o Estado angolano pode suspender liberdades fundamentais de cidadãos estrangeiros que nem sequer se encontram no Pais. Estou apenas a dizer que não sei se foi o Estado angolano que inviabilizou deliberada e injustificadamente a emissão dos vistos de alguns repórteres portugueses ou se havia fundamento legal para o efeito ou ainda outro qualquer, minimamente atendível, que inviabilizasse a emissão dos vistos. Sei no entanto, e por isso não deixo de considerar intrigante, que a SIC omite, deliberadamente ou por mero esquecimento, o motivo porque os vistos não foram emitidos.
O exercício da liberdade de imprensa, deve ser um exercício de responsabilidade, deve ser um exercício de informar e ser informado com objectividade, com imparcialidade e com rigor. Sem estes requisitos, mínimos, a informação deixa de ser notícia e passa a ser um artigo de opinião, sem a dignidade que se quer para um serviço noticioso. Sim. Angola é um Estado de Direito e não o é menos do que outros Estados onde por vezes, às vezes constantes, as leis também são atropeladas.
Não. Angola não deixou de existir com o fim da guerra e nem foi (re)descoberta com o início do seu crescimento económico.
Ruka Passos
