Terça-feira, Maio 13

HORROR DO VAZIO

Sei que pode parecer repetitivo, mas afligem-me as megalomanias se apossando de algumas cabeças que assumem responsabilidades em relação a Luanda. Uns tantos acham que merecemos ter uma capital no estilo Singapura ou Hong Kong, com torres de quarenta andares (no mínimo) ao longo do mar. Não é forçosamente para amealhar umas comissões, como imediatamente pensam os nossos cérebros borrados de preconceitos, embora uns tantos aproveitem. Nada de novo, afinal: o mundo está cheio de processos por causa do imobiliário e o cinema e a literatura até já esgotaram o tema. O que me preocupa é muita gente estar sinceramente convencida que isso é que é bonito e assim é que será viver bem. Têm horror ao vazio que nas suas cabeças significa uma praça, um jardim, um parque, um desperdício de espaço que ficaria melhor com uma torre no meio (antes dizia-se arranha-céus, mas reconheço o exagero americano ao inventar o termo, porque os céus não têm costas, são da natureza dos anjos, e ninguém imaginaria um edifício a arranhar as costas de um anjo). Torre é melhor, lembra logo aquelas construções onde se enfiavam os prisioneiros para morrerem lentamente, como a célebre Torre de Londres, ou onde se aninhava o povo da Europa medieval para se defender de ataques. Torre sim, pois os seus utentes/prisioneiros vivem no medo de sair à rua, de viver a cidade, enclausurados e protegidos da miséria que espalham à volta de si.

Queixamo-nos do trânsito na baixa da cidade (não só na baixa, sejamos justos) e nem sempre escapamos de lá cair, porque ali está concentrado mais de metade do capital financeiro e dos serviços do país. E querem fazer mais torres, para atrair mais gente e mais carros? Que as torres vão ter parques de estacionamento, dizem os defensores das ideias futuristas. O problema é entrar ou sair dos parques, porque as ruas estão atulhadas de carros. Claro que há uma solução do mesmo estilo: fazer as ruas da baixa com andares, género auto-estrada em fatias sobrepostas, ou até com viadutos por cima dos prédios, a arranharem as nuvens. Isso seria um arranhanço útil. E já agora peço, façam um túnel por baixo da baía ou uma ponte a ligar o bairro Miramar à Ilha, assim chegamos à praia em cinco minutos, como era há vinte anos atrás. Como de todos os modos a ideia geral é dar cabo da baía e da Ilha, também tanto faz, mais ponte menos ponte… Suponho também que já deve haver negociações para se tirar a Igreja da Nazaré do sítio onde está, a ocupar indevidamente um espaço nobre para mais uma torre. Uma pequena concessão não fica mal, mantém-se a igreja na cave do edifício. A História que se lixe, não foi a lição da destruição do palácio de D. Ana Joaquina? Então continuemos. Neste afã de ocupar todos os espaços, proponho também acabar com o prédio dos correios, bem feio e sem valor arquitectónico por sinal, e já agora com a praceta à sua frente, outro desperdício de espaço. E aquele compacto e azul edifício que serve a polícia? Um quarteirão inutilizado! A polícia pode ocupar um andar da nova torre. Com menos agentes, claro, para se fazer encolher o Estado, assim mandam os compêndios do liberalismo económico, nossa nova Bíblia.

Problema que estamos com ele é que todas essas novas construções vão ter sérias infiltrações de água salgada, pois ali antes era mar. E o mar gosta de recuperar o que lhe roubaram, ainda mais agora com a previsão da subida dos oceanos, como em todas as conferências se apregoa. Vai ser lindo, com as fundações das torres a serem corroídas pelo salitre e os prédios a desabarem. Felizmente para eles, já não estarão cá os responsáveis nem os seus filhos. E os netos dos outros que se lixem.
Por: Anónimo

Domingo, Abril 27

GOVERNO ANGOLANO ORDENA FECHO DO ESCRITÓRIO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU

O Governo angolano intimou o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas em Angola a encerrar os seus serviços até fins de Maio próximo.

A revelação foi feita à Ecclesia pelo chefe do Escritório da ONU em Angola, Vegard Bye, que não deixou de estranhar a medida numa altura em que o país toma parte do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Vegard Bye ressaltou a existência de um processo largo de negociação para estabelecer um acordo entre o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas e o Governo de Angola. “Até Dezembro do ano passado eu estive muito optimista porque parece que estávamos muito perto de conseguir um acordo. Infelizmente não foi possível e a 4 de Março o Ministro da Justiça comunicou oficialmente à Alta Comissária, em Genebra, que o Governo não considera pertinente assinar este acordo e por essa razão o escritório aqui tem que fechar”disse.

Para Vegard Bye, a decisão do Governo contraria de algum modo a sua posição assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

“Angola quando entrou para o Conselho de Direitos Humanos, mostrou justamente a vontade de manter um engajamento activo com o sistema internacional de Direitos Humanos, inclusive, a cooperar com o escritório de direitos humanos aqui em Luanda para mostrar, e este foi sempre o meu apelo ao Governo, para mostrar ao mundo e sobretudo à região africana que aqui há um Governo que apesar de não cometer violações massivas aos direitos humanos, quer ter uma colaboração e acompanhamento, dar o espaço para a comunidade internacional acompanhar o Governo neste processo e ao mesmo tempo ir construindo e aprofundando o sistema de direitos humanos em todo o país”.

No entender de Bye, existem várias violações de direitos humanos em Angola, sendo as mais flagrantes as dos direitos económicos e sociais.

“A violação mais importante aqui em Angola e em geral em África é a violação dos direitos socioeconómicos e sobretudo o facto de Angola ser o país com o maior crescimento económico do mundo. Isto contrasta com alguns dados por exemplo de Angola ser o segundo país do mundo em mortalidade infantil. Aí está um desafio principal de realmente assegurar os direitos básicos da população à saúde, à educação e à segurança social”, acrescentou o ainda chefe do escritório da ONU em Angola.

O “Apostolado” apurou que Vegard Bye deixa já Angola no fim desta semana, apesar do Escritório de Direitos Humanos funcionar até finais Maio. Também apurou que no princípio da próxima semana deverá chegar a Angola uma comissão do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
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Artigo gentilmente cedido por Vania Mendes

Segunda-feira, Abril 14

“A senhora vai engravidar hoje mesmo”, garante pastor... Quando a fé caminha para publicidade enganosa

Uma senhora que, supostamente, anda aflita tanto quanto o marido, pelo facto de o casal não conseguir procriar, telefona para o programa da Igreja Universal do Reino de Deus, emitido pela Rádio privada em Benguela, na manhã de 27/09. O pastor, confundindo os seus limites e numa clara manifestação de ignorância, “atira à queima-roupa”: «A senhora vai engravidar hoje mesmo! Vou escrever seu nome no travesseiro sagrado».

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Já não sendo a rádio a via mais aconselhável para consultas a esse nível, no seu característico sotaque brasileiro, o pastor nem sequer procurou saber de eventuais antecedentes de problemas de saúde, se a mulher está no período fértil e muito menos se o marido está presente. Será que a fé do pastor é determinante para o surgimento de uma gravidez na data em que ele, o pastor, pretende?

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Pouco tempo depois, liga uma menina do Lobito cuja mãe andará com as pernas inflamadas há uma semana. Sem se dar conta, o megalómano das soluções instantâneas incentiva a violência: «Lançaram mau olhar sobre ela, alguém que quer tirar vida à sua mãe. A tendência é derrubar a sua mãe e atingir os filhos. Compareça na nossa Catedral da Fé, junto à identificação, no Lobito, a partir das 17 horas».

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“Será que este pastor estudou?”, reage indignado um estudante do Instituto Industrial que vinha no Hiace do Lobito. “Tira esse boateiro!”, exigiam os demais passageiros, cujo pedido entretanto é chumbado por outros que, ou gostavam da mensagem, ou viam nela uma anedota “agradável” para começar o dia.
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Gociante Patissa

Domingo, Março 30

UM POUCO DE LUZ

Chega ao fim o segundo mês de 2008 e com ele a vontade de continuar a escrever. Espero que desta vez seja para ficar com alguma regularidade aceitável.
O país soma e segue com sinal mais na estabilidade macroeconómica e no crescimento da economia. A estabilidade política vai sendo uma realidade. Com o anúncio das eleições legislativas para 5 e 6 de Setembro, os partidos políticos vão arrumando a casa para estarem prontos.
Nesse capítulo especial, precisamos aprender com os erros de 1992 e os acontecimentos recentes do Kenya. Quando líderes sem escrúpulos querem satisfazer os seus desejos sem medir meios, o povo paga muito caro. Então, que haja um esforço concertado e elevado para termos um pleito eleitoral de que nos possamos orgulhar é o nosso voto.
Atenção aos líderes predadores. Como se diz por cá «o sandji yomeke yipayela ava valya!!!»
Até breve!!!
Upindi Pacatolo
In: http://upindi.blogspot.com/2008/02/um-pouco-de-luz.html

Quinta-feira, Março 27

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Fonte: Jornal de Notícias

Sábado, Março 8

Crianças condenadas a morrer


É notícia num jornal diário gratuito de Londres 'METRO'.
Repassem este email para que chegue até Angola, se possível ate aos gabinetes dos menos desinteressados governantes angolanos.


Diz-se que a economia do País está a crescer, então o porquê de não haver melhorias? Resumindo o que dizem as notícias, para aqueles que não percebem Inglês, a notícia em que está a foto de 1 senhora com o balde de água as mãos diz:
“Rosalin Epembe de 42 anos de idade teve 8 filhos, 2 deles faleceram. Todos os dias ela é relembrada das desigualdades económicas .(em 1000 crianças 260 morrem, mais 162 mortes do que devia)
Ela vive no Mussulo, praia arenosa literalmente com casas de luxo e aos fins-de-semana acomodando playboys ricos que muitas vezes são ouvidos fazendo corridas quer de motas ou jet skis. Rosalin não pode custear a viagem para a cidade todos os dias em busca de água potável por isso ela tem de tirar água salgada do solo (chão). Ela diz que 'muitas vezes os meus filhos a noite têm dor de estômago e não conseguem dormir', acrescentando ainda que 'quase todos os dias morre uma criança aqui no Mussulo devido a diarreia'. Também diz que a criança sobreviveria se os pais podessem custear o pagamento dos tratamentos e se o posto médico tivesse os remédios necessários; 'o hospital é pequeno e só para os primeiros socorros. E se uma criança fica doente eles não têm os devidos medicamentos, especialmente se for a noite. Terás de pagar e as pessoas não têm dinheiro.

Quanto ao artigo 'Children doomed to die', quer dizer 'Crianças destinadas a morrer'... resume-se que; Esforços para reduzir o número de mortes de crianças no mundo em desenvolvimento está destinado a fracassar. Países como Angola, rico em petróleo, merecem ser apontados para criticas devido o continuo fracasso. Diz ainda que em Angola a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos e' de 260 em 1000, que é 162 vezes mais (mortes) do que devia ser pelo tamanho da economia do País. Angola é o pior país do mundo, seguido logo pela Serra-Leoa."

É triste a nossa Angola, e ainda fartamo-nos de ouvir que as crianças são o futuro do Pais... será?
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Enviado por Dra. Nerika

Sexta-feira, Fevereiro 22

A polémica sobre a música de Dog Murras

Estimados leitores,

Não me é possível atestar a autenticidade do artigo que a seguir divulgo. Ele circula na internet como sendo da autoria de Tchizé dos Santos, jornalista e filha de José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola.

O artigo, segundo pude perceber, foi publicado pela autora com a pretensão de crítica a uma música do cantor angolano, Dog Murras, um “ku Duro” com uma letra que me parece, de certa forma, hostil mas que não fala mentiras e que num Estado de Direito e Democrático não levantava tanto sururu.
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Entre tanto alguém que, tal como eu, percebeu a intenção de Tchizé dos Santos, respondeu a autora em mail que também circula na internet e juntamente público aqui.
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Artigo de Tchizé dos Santos em Resposta à Música do DOG MURRAS.
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Ouvi recentemente a polémica música do cantor Dog Murras e como jornalista, não pude ficar indiferente à sua letra.
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Creio que o Dog Murras canta algumas verdades, mas como figura de referência que é, não devia fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive, no anseio por uma Angola reconstruída e totalmente recuperada da guerra, onde todos os nossos filhos possam ir à escola e onde já não teremos as ' diarreias ' de que ele fala e que todos nós já tivemos. Mas o próprio Dog Murras há de saber que não se constrói um país em 5 anos, nem em 10.
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Ninguém gosta de ser relembrado que vive num país com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, aos quais estão expostos TODOS os angolanos, RICOS E POBRES. Todos passamos pelos mesmos buracos e todos sofremos no mesmo trânsito no dia-a-dia, Ricos e Pobres. E todos continuamos a amar a nossa Angola, Ricos e Pobres.
Temos é que trabalhar UNIDOS por uma Angola melhor e por um futuro melhor para os nossos filhos, ricos ou pobres. E para esquecer as “malambas” , então juntamo-nos ao fim-de-semana e dançamos os Kuduros do momento que geralmente, esperamos que nos entretenham e nos façam esquecer os problemas, ao invés de nos frustrar ainda mais.
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É preciso entender que os obstáculos fazem parte do percurso e que os ' engraxadores ' , ' bajuladores ' , os “Kotas Bosses” , e outros delinquentes do colarinho branco, existem em todas as sociedades e passam por cima de outros cidadãos, ricos ou pobres . É o dia-a-dia da batalha pelo ganha-pão. A discrepância social infelizmente é um mal global que temos que combater, JUNTOS, e não desunidos e odiando-nos uns aos outros e fomentando o ódio, ou criando bodes expiatórios como os emigrantes estrangeiros ou os ricos, que na sua maioria um dia também foram pobres.
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O problema é que infelizmente alguns “pseudo-novos-ricos” angolanos esquecem as suas origens e querem passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força. Isto é que tem que acabar, pois o dinheiro e o poder não identificam um ser humano. Os seus valores sim o caracterizam, fazendo dele um bom ou mau angolano.
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Também acho que os Chineses não têm culpa da nossa herança histórica que traz consigo poucos quadros angolanos capazes de fazer as obras que eles fazem com aquela rapidez.
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O que seria melhor? Não fazer as obras porque não sabemos fazer bem e rápido, ou chamar expatriados que façam bem e aprender com eles a fazer melhor ainda? Temos que ser humildes e reconhecer que Angola é um país novo no qual TODOS estamos a aprender como se constrói uma economia de mercado forte. Ninguém nasce ensinado.
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Agora coloquem-se no lugar do Chinês, Francês, Brasileiro, etc... Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm de ser recompensados por irem para a nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira, como diz o próprio cantor, que aliás é um compositor genial.
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Creio que os senegaleses, zairenses e malianos também não podem ser culpados da nossa falta de competitividade, ou inexperiência natural de um país com 32 anos, que os deixa vencer a concorrência nos nossos próprios mercados. E por fim, os portugueses não têm culpa do facto de gostarmos tanto de comer o seu chouriço, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres, em vez valorizarmos a nossa CUCA e Nocal e o Yuki, ou a chikaungua da terra nas festas e bailes onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha.
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Conclusão, temos que trabalhar, pois ser empregado não é vergonha, ser pobre não é vergonha. Trabalhar até de madrugada não é vergonha. Vergonha é ser-se arrogante, ser-se fraco e baixar a cabeça quando um obstáculo se nos impõe. Vergonha é ficar a lamentar os problemas de braços cruzados. E o Angolano não é fraco. O angolano não é violento. O angolano é orgulhoso, mas também é lutador. E com o seu jeitinho, vai resolvendo os problemas. Sejamos unidos, ouçamos as críticas do Dog Murras, sem entretanto interpretá-las como um estímulo ao racismo, nem à desunião dos angolanos, pois com certeza não é essa a intenção do poeta. Enfrentemos a nossa realidade de frente e sem hipocrisia, mas creio que Angola não é dos Chineses, nem dos portugueses e nem dos brasileiros. Angola é mesmo dos angolanos! E nós temos que nos instruir, temos que batalhar e ganhar experiência de trabalho para não nos deixarmos enganar pelo senegalês, brasileiro, português, francês, inglês, chinês na nossa própria terra, pois a ignorância é o maior inimigo do homem e o esclarecimento a melhor ferramenta para o sucesso.
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Por: Tchizé dos Santos
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A resposta…
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“O artigo anda na net...mas tenho dúvidas quanto á sua putativa autora. Por um motivo simples: ela, intitulando-se jornalista, tendo feito estudos em Portugal e Boston , não poderia escrever uma matéria tão fraca e com um português tão medíocre...
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Há ainda um outro motivo pelo qual duvido: sendo filha de quem é, decerto os inúmeros assessores de que dispõe a desaconselhariam a escrever uma matéria tão "precipitada" como esta. Mas adiante: seja quem for a(?) autora (o?) deste texto , há coisas que não se podem engolir e calar. Fervem cá dentro e mexem com o sangue de qualquer mortal que se considere decente.
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Para inicio de conversa, a música do Dog Murras não canta algumas verdades. Canta a verdade! E como qualquer verdade tem o mérito de desagradar ao regime, eis aqui uma defensora das causas impossíveis.
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Desde quando a verdade promove a desunião e a frustração de um povo?!!! Não é a música dele que nos causa desunião e frustração. A desunião é-nos causada pela verificação diária de que uns são filhos e outros nem enteados são; que uns andam nos buracos em cima dos Prados, BMW e Hummers e os outros, a MAIORIA, andam nos buracos a pé sem saber onde aqueles primeiros foram buscar o dinheiro para comprarem aqueles carros quando aos outros falta para o pão-nosso de cada dia.
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E a frustração é causada pela facilidade com que uns têm e ostentam uma riqueza acabada de chegar não se sabe de onde e os outros, a maioria, morre de doenças que já tinham sido erradicadas no País.
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Não se constrói um País em cinco nem em dez anos. Mas o mesmo não se pode dizer das fortunas dos RICOS recém-formados.
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Em 32 anos de independência destruiu-se um País e edificaram-se fortunas colossais à sombra dos poderes instituídos e tolerados pela maioria.
Ninguém gosta de ser relembrado (?) - sic - que vive num País com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, mas só uns conseguem esquecer: os RICOS.
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Sim, temos que trabalhar unidos. Aqui cabe uma célebre frase que ouvi há anos: quando alguém nos diz que estamos todos no mesmo barco, invariavelmente ele quer que nós rememos e ele fica ao leme...
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Os delinquentes de "colarinho branco" existem em todas as sociedades. Sim. Em Angola são protegidos pelo sistema, fazem parte dele e da tal elite que se acha RICA.
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E uma angolana tão veemente na defesa dos nossos valores não pode humilhar-nos assim...Temos 32 anos de independência. Angola patrocinou milhares de bolsas de estudos. Portanto temos quadros capazes de ombrear com os chineses, portugueses, brasileiros, franceses...Onde eles estão?!!! Subaproveitados. Quem manda vir os estrangeiros ao abrigo de acordos que ninguém sabe e ninguém vê, ganha com a vinda deles e perde muito se aproveitar quadros nacionais. Vejam as estradas construídas pelos brasileiros e as lições de competência que os engenheiros angolanos têm vindo a dar nas suas críticas e sugestões...
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Discrepância social não é um mal global coisa nenhuma. É um mal dos Países atrasados e corruptos. E essas discrepâncias são mais gritantes em Angola porque, os RICOS, os tais que chegaram à meta sem mesmo correrem, enchem a boca dizendo que somos um País rico, que atingimos índices de desenvolvimento únicos no mundo. O povo ouve, pára, olha e pasma. Cadê o tal de desenvolvimento?!!!
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Falta de competetividade?!!! Nós, angolanos?!!! Somos competitivos. Singramos lá fora no estrangeiro sem as asas protectoras de regimes corruptos e nauseabundos. Dentro do nosso País é que nada podemos fazer, pois os "grandes" preferem beneficiar os estrangeiros. Afinal, eles nunca lhes poderão fazer frente, pois não?!!!!!
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E chamar GENIAL a um compositor como o Dog Murras...haja paciência. Genial?!!! A autora não pode saber o significado da palavra. Que é um compositor (??) da moda, que faz música que a juventude gosta, que é nacionalista, que promove a imagem de Angola ...concordo. Mas GENIAL?!!!!! Haja Deus!!!!!!!!! E haja paciência.
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Assessores precisam-se!!!!
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Por: Anónimo"