Domingo, Julho 19

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Terça-feira, Junho 30

*EUROPE BY DESIGNERS - Parabéns Emília Franco - "MIFA"

*C.AUGUSTO, E.FRANCO&H.MOTA

Emília Franco nasceu em Luanda, em Angola, a de 19 Novembro de 1982, onde viveu até seu 18 anos de idade.

Na escola secundária ela descobre a paixão por fotografia, participando nas competições realizadas na escola que frequentava, vencendo em três anos. Ela participou em 2000-01 e também participou de um concurso de arte em Angola, a nível nacional, onde ganhou o primeiro lugar aos 17 anos de idade.

No mesmo ano, com dois amigos, realiza a sua primeira exposição de fotografias na Associação 25 de Abril, em Angola.

Em Julho de 2001 mudou-se para Portugal para frequentar o curso de Arquitectura, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, mas logo percebe que não é o que ela queria, então, em 2002 decidiu mudar de rumo, passando para a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto para ter uma licenciatura em Comunicação Design / Artes Gráficas.

Em Agosto de 2004, durante o seu estágio na Executive Center, agência de comunicação e imagem, em Angola, produziu o logótipo da empresa Lua Nova, a produção audiovisual, juntamente com a Executive Center.

Este ano é o penúltimo ano de seu curso de Comunicação Design.

In:http://www.europebydesigners.com/contributors/emilia_franco_cesar_augusto_helder_mota.php



Domingo, Junho 21

A Sociedade em que a Mulher Perdeu a Estima.

Depois de ouvir na rádio esta manhã o caso da rival que queimou a casa da outra, com relatos ridículos que só não dá para rir porque duas meninas inocentes perderam a vida, decidi enviar este texto.

Vivo numa sociedade em que a mulher perdeu a estima.
As mulheres da sociedade angolana de hoje, classificam-se a si mesmas como a "própria" ou a "outra".
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Ambos grupos parecem satisfeitos com a posição que ocupam ou tentam consolar-se com a ideia que nesta sociedade há menos homens do que mulheres.
A própria, portanto, são as mulheres casadas, noivas ou namoradas que por serem "oficialmente" conhecidas ou tal, cumprem os oficiosos deveres e obrigações do nome que sustentam, sem no entanto sequer usufruírem dos plenos direitos de pedir satisfações da vida do seu marido, para que não sejam intituladas de possessivas, ciumentas, ou inseguras.
Que estatuto é este?
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A outra, é muitas vezes uma mulher que não tendo a "capacidade" ou possibilidade de ter um compromisso sério com um homem descomprometido, sujeita-se estar ao seu dispor quando este poder ou entender estar com ela, mas não só, podem até ser mulheres casadas insatisfeitas com a relação que têm.
Muitos dizem que é pela situação financeira. Se assim for, acho que quem "vende-se" por um sustento, tem outro nome...
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O mais ridículo é que hoje em dia, a própria sabe que existe a outra e a outra sabe que existe a própria.
Se as mulheres procuram afirmar-se na sociedade não será esta a melhor forma. Acho que não é um problema de falta de amor de um homem, o problema é falta de amor-próprio.
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O que existe também são homens que são pais de família e maridos, mas só de nome. Homens casados que levam vida de solteiros e pais de família que não sabem o que é um programa de fim-de-semana em família.
Criam-se famílias modelos. Sim, digo modelos mas é Modelos bons de fotografia, de aparecerem na revista Caras. Se calhar ainda só se chamam família porque levam o mesmo nome e vivem no mesmo tecto.
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Os filhos chamam-no de pai porque foi quem os gerou (e isso é a única coisa que o angolano ainda faz bem), mas alem de saberem que o dever do pai é dar o sustento a casa, pouco ou nada fazem em conjunto com os pais.
Ver um pai a ajudar o filho nos trabalhos de casa, só no filme missão impossível 4 pois a desculpa é que não temos tempo, trabalhamos e o engarrafamento... mas quase que institucionalizou-se que a sexta-feira é dia do homem... que sinceramente cá para mim parece que estende-se ao sábado e muitas vezes ao domingo.
Então quando é o dia de ser pai? De ser marido? Se de segunda a sexta somos todos trabalhadores...
Que exemplo de família terão esses filhos?
Vá lá antigamente que os homens ausentavam-se porque iam a guerra, ou tinham que trabalhar fora...
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A verdade é que eu acho que quando um jovem quer curtir... tem que curtir muito, e quando quer namorar tem que namorar muito, e não é quando se casam que querem curtir. Alguma coisa esta errada nesta ordem...
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O que dizer dos casamentos de hoje, quando as pessoas que se casam já sabem que este relacionamento que existe é um relacionamento feito a 3 ou a 4, ou quem sabe ainda mais. Como irão durar? Se a base de qualquer relação humana, e principalmente o casamento, é o respeito, que por sinal já esta perdido e a confiança nem sequer existe.
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Concluindo, não sou uma mulher com problemas de auto-estima, e sou independente financeiramente, portanto não pretendo ser a própria nem a outra de ninguém, apenas eu mesma!
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Para uma sociedade consciente, reflicta!
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Falei e disse, Luanda 2009
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Por: Anónimo
Imagem:http://leandrofca.blogspot.com

Terça-feira, Junho 9

FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]: http://filosofiaexperimental.wordpress.com/

Somos de um grupo de investigação do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (Portugal) e lançamos, há menos de 10 dias, um blog sobre um movimento novo da filosofia chamado "Filosofia Experimental". É o primeiro blog em língua Portuguesa sobre o tema. Temos recebido visitantes do Brasil, de Portugal, dos USA e de outros países da Europa, principalmente da Espanha.

Gostaríamos muito de divulgar o nosso blog em Angola. Será muito importante para nós  a comuicação com os filósofos e os interessados em filosofia de Angola.

Por essa razão, pedimos, por favor, que divulguem (abaixo) o nosso blog em Angola - no vosso blog 

Obrigado.

FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]http://filosofiaexperimental.wordpress.com/ 

Estamos lançando um blog sobre filosofia experimental, através do qual esperamos dar a conhecer à comunidade filosófica de língua portuguesa essa área recente de pesquisa, as discussões e controvérsias em torno do tema e em torno dos seus experimentos, assim como divulgar os mais importantes artigos e livros que sejam publicados nesse campo.

Esperamos que muitos possam contribuir neste blog - não só os que se mostrem genuinamente interessados no tema, como também aqueles que discordem do conceito ou tenham dúvidas quanto à sua relevância. A ideia é mesmo criar uma plataforma de discussão aberta a todos. Nesse sentido, os comentários aos posts são essenciais para dinamizar o debate.

Por enquanto, são colaboradores do blog os seguintes pesquisadores: Paulo Sousa (Queen´s Belfast), Carlos Mauro (UPorto), Joshua Knobe (YALE), Shaun Nichols (Arizona), Susana Cadilha (UPorto) e Thomas Nadelhoffer (Dickinson College).

O blog disponibilizará alguma bibliografia para quem queira prosseguir a sua pesquisa, assim como algumas traduções de textos considerados fundadores do movimento. Qualquer comentário, sugestão ou crítica a qualquer aspecto do blog é naturalmente bem acolhido, e estamos também bastante receptivos a propostas de colaboradores que queiram tornar-se autores do blog.

Aguardamos a participação de todos.

Carlos Mauro & Susana Cadilha
coordenadores do blog
investigadores do MLAG

MLAG:
 http://web2.letras.up.pt/ifilosofia/gfmc/mlag/?p=home

Domingo, Maio 31




O site de Empregos On-line em Angola, designado empregos-ao.com, é um site de pesquisa, divulgação e promoção do emprego em Angola, com vista na aproximação dos candidatos as oportunidades de emprego e as empresas. Para muitos jovens um primeiro contacto com o mundo laboral após terminar o seu curso académico.

Sendo um Portal desenvolvido para quem procura empregos em Angola, estando em Angola ou no estrangeiro, estamos a trabalhar no sentido de levar a sua divulgação a todas entidades consideráveis neste processo, assim entendemos apresentar-lhe também.

 Visita-nos em  www.empregos-ao.com e ajude a divulgar este projecto!

Aguardamos por si!

Agradecemos a vossa atenção dispensada e estamos disponíveis para quaisquer dúvidas ou necessidades de esclarecimentos adicionais no nosso formulário de contacto ou no e-mail info@empregos-ao.com .

 |Tel. +351 927363247

|Fax.+351  707500835
|info@empregos-ao.com

Domingo, Maio 10

Será inveja o que sinto ou chega de viverem a nossa custa?

Recentemente desloquei-me a Europa a trabalho e quando regressei comentei com um amigo que tinha visto um conhecido nosso, alguém com quem costumamos jogar a bola, com a sua namorada num BMW série 7 a passear por uma avenida europeia. Até ai nada de mal, mas acontece que o BMW tinha matrícula consular, ou seja, pertencia ao corpo diplomático angolano.

Comentava eu em tom de reprovação, porque em primeiro lugar ele não tinha credenciais para usufruir daquela viatura que era paga com dinheiros públicos angolanos para efeitos diplomáticos e não para estar ao serviço do filho de um General na reforma, mas sobre tudo porque o pai dele já é pornograficamente bem abastado e podia muito bem alugar um carro invés de andar de carro e por combustível “as minhas custas” (enquanto cidadão angolano contribuinte) quando, de repente, o meu amigo a quem eu comentava, remata a seguinte frase que acaba comigo: “o que tu tens é inveja dele”…

A frase acabou comigo porque esse meu amigo com quem eu desabafava, tal como eu, devia entender que os bens públicos não são para serem usados e abusados por pessoas não creditadas, para uso e serviço próprio ou outro uso ou finalidade que esteja fora do âmbito, naquele caso, diplomático.

 Naquele caso particular estávamos perante o filho de um General na reforma, um cidadão tão comum como eu, com os mesmos direitos que eu, e que abusava dos meios consulares angolanos.

É claro que isto é o pão-nosso de cada dia. Os bens públicos estão ao serviço dos filhos dos filhos, dos filhos e das amantes e dos primos da elite do MPLA. Mas acontece que aquele carro não pertence ao MPLA, não foi comprado com o dinheiro do partido MPLA, mas sim com o dinheiro do Estado angolano, - sabem qual é a diferença? O MPLA tem receitas para colocar em cada capital europeia 1 BMW série 7 sem ter de recorrer ao dinheiro dos cofres do estado. Já tem demasiados bancos e outros negócios para ter esse poder. - que por acaso é nesta legislação (e foi no passado também ) dirigido pelo MPLA, com maioria de mais de 80% (lembre-se!).

Mas está na altura de esses abusos acabarem e de nós deixarmos de nos conformarmos que o dinheiro dos nossos impostos e das receitas do nosso país estejam sempre a ser desperdiçados e esbanjados com os passeios pelo Mundo fora deste ou daquele cidadão que não tendo creditação para o fazer abusa da cédula militante ou do lugar do paizinho.

Que fique aqui bem claro que o sentimento não é o de inveja mas sim o de injustiça porque ele (que andava no carro diplomatico), tal como eu, vive num país onde as pessoas morrem por falta de acesso a cuidados médicos e assistência. E é o despesismo de pessoas como ele, cujo pai já bastante rico, que fazem com que o país tenha dificuldades em se erguer dos escombros onde se encontra. 

Este habito tem de acabar e a família MPLA têm de ficar mais consciencializadas que o MPLA é o partido no poder até o povo assim o dite, e que o povo (eu inclusive) está cansado das vossas boas vidas a custa do sofrimento (e meu suor) dos Angolanos que por toda Angola morrem de cólera e outras doenças, e que passam muitas necessidades.

Já chega de viver amordaçado... Falar a verdade não é inveja, é ser cidadão angolano no exercício dos seus Direitos.

Foto:areiahostil

Sexta-feira, Maio 1

Angola multiracial, multicultural e multilínguas

Há diferentes opiniões e atitudes na interpretação que fazemos da realidade histórica dos povos de Angola.
Falamos só nos povos Bantu, como se a história de Angola tivesse só começado na rainha Ginga, é um paradigma, porque, para sermos honestos temos que aceitar que os Angolanos são negros, mulatos e brancos, lamenta-se a falácia de alguns poucos que apregoavam em 1975 que os milhares de mulatos e brancos ali nascidos não podiam ser angolanos por causa da sua cor da pele sendo isso uma vergonhosa falsificação da história porque os antepassados de muitos negros que hoje se dizem «genuínos» e «donos da terra» ocuparam os territórios que actualmente compõem Angola, pouco antes, e, às vezes, pouco depois de os portugueses terem chegado e, muitas vezes, ao mesmo tempo que os colonizadores.
Os únicos angolanos genuínos são, curiosamente, os mais marginalizados dos nativos: os Khoisans (bosquímanes e hotentotes ) que se fixaram em Angola há mais de 11 mil anos e os Vátuas que habitaram a sua região situada nos desertos do Namibe há mais de 3 mil anos.
Todos os outros povos fixaram-se em Angola a partir dos grandes movimentos migratórios da população bantu, que se foram miscigenado e cruzando entre si.
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Afinal, o melhor mesmo é não confiarmos naqueles que querem reescrever a história e amarmos Angola multiracial, multicultural e multilínguas.
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Por:Anónimo