quarta-feira, dezembro 19

segunda-feira, dezembro 10

Angola - O retrato de uma angolana que regressou a casa muitos anos depois.

Caros leitores,
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O texto que aqui publico resulta de uma troca de e-mails com uma amiga que, em 2004, regressou a Angola para viver e que até então residia em Portugal sem ter oportunidade de visitar Angola durante os anos que esteve fora.
O retrato dela é autêntico na medida em que é espontâneo, ou seja, não foi elaborado para ser publicado mas sim no contexto de trocas de e-mails entre 2 amigos.
Depois de ler o email achei por bem partilha-lo aqui no Blog. Talvez outros possam fazer o seu próprio retrato de Angola e ter coragem de o partilhar também.
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“Oi amigo, ontem estava toda inspirada a escrever-te, quando o sinal falhou... esta é uma das dificuldades que eu não estava habituada. Mas vamos lá de novo...
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Aqui não consigo ter amigos de verdade, porque é tudo uma mentalidade de interesses, fingem ser teus amigos se tu tiveres dinheiro ou se conheceres alguém importante, grrrr.
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Uma coisa que fazia muito aí em Portugal era passear sozinha, ir de férias sozinha, coisa que não dá para fazer aqui porque ou és assaltada ou julgam que estás a procura de homem ou então porque não fica bem a uma mulher, grrr.
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Aqui ainda há muita superstição e praticam-na. O feitiço é o prato do dia, mas como não me meto e nem quero saber como é, isso não me afecta.
Angola é um país muito rico, mas ao mesmo tempo bastante pobre. Porquê? Porque todos querem enriquecer custe o que custar e não olham para o futuro dos filhos ou netos, que isso abrange a evolução de Angola, saneamento básico que é precário, educação péssima e agricultura em vias de extinção, pois só estão preocupados em aumentar o preço de tudo porque julgam que aqui só há estrangeiros, então aproveitam-se....
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Na minha opinião o Angolano não gosta de trabalhar para melhorar o país, mas sim para encher o bolso para borgas todos os fins-de-semana, comprarem carros e roupas caríssimas para se exibirem, mas no fim vais a casa deles e vivem em condições precárias, e por vezes nem comem para se vestirem bem, preferem viver para a sociedade que para eles mesmos. É a mentalidade do Angolano!
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Por um lado compreendo porque foi um país com guerra e ninguém tinha objectivos a traçar nem como traçar, porque tudo que construíam era destruído, mas a guerra acabou e eles continuam com a mesma mentalidade "deixa-me ver se consigo fisgar esta kota, assim tou garantido", quer dizer... é de alguém que não quer fazer nada da vida, e sim chular.
Mas aos poucos as coisas vão mudando. Os Angolanos que viviam fora estão a regressar e eles começam a perceber que a vida não é feita só de copos e sedução... sim... porque as meninas estão um máximo... elas até estragam casamentos sólidos. É a lei da sobrevivência que ainda vai durar um bom tempo.
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(…) Eles (sociedade) não têm garra pelo país, e além do mais são racistas da própria raça. Não conseguem ter uma conversa civilizada que começam logo a falar da escravidão, do racismo, dos pulas, dos mulatos… não fazem nada para mudar essa mentalidade. Sentem-se inferiorizados por parvoíce, já passou tempo... enfim...
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Os governantes também não ficam atrás... podiam dar melhores condições aos angolanos, criarem bairros sociais, mais hospitais públicos para minimizar a pobreza, a mortalidade infantil e idosa. Nós temos dinheiro para isso, mas eles só querem erguer infra-estruturas para inglês ver. O bom para o povo, que é o desenvolvimento do país, não o fazem. Isso e outras coisas mais que se te fosse dizer não havia mensagem suficiente para escrever ihihih.
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Já te estou a cansar com esta conversa...
Espera... Ainda faltam os pontos positivos, que são os mais fáceis.
Praias lindas, províncias maravilhosas, o povo é muito divertido, é umas das características que admiro, com tanta dificuldade e sofrimento como conseguem ser tão divertidos? Admiro-os por isso! Tens a oportunidade de criares um negócio teu, porque este país é um país de negócios, como eu costumo dizer.(…)”

segunda-feira, dezembro 3

Mais um desabafo...

Meus caros,

Desejo-vos bom dia, no entanto sem saber se isso se aplica nos dias de hoje a Luanda.
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Como devem ter reparado, estamos a ser vítimas de algum tipo de complô para nos porem daqui para fora de uma vez por todas ou então é algum tipo de estratégia secreta para paralisar Luanda. O que será que vai na cabeça de quem organizou todo este quadro? Provavelmente foi mais de uma cabeça a decidir, tendo em conta o tamanho da obra. Eu estou a falar das estradas e trânsito em Luanda. Pensava-mos nós que não era possível piorar o trânsito ou a qualidade de vida em Luanda!?
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Estamos completamente despreparados para viver nesta cidade, no meio de tanta coisa, que só me faz pensar em palavras como: Incompetência, descaso, burrice, sujidade, desarrumação, desorganização, corrupção ou serão palavras como, intenção, premeditação, propositado e burrice de novo?
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O que está a acontecer nos últimos dias em Luanda, meus caros, eu poderia dizer que é inadmissível, mas o que acontece é que todos nós admitimos, aceitamos e pior que isso já nos vamos habituando. Já achamos normal andar com carros em cima de passeios, subir e descer montes de entulho, passar por dentro de buracos que não se sabe como não sedem de uma vez até à rede de esgoto, de tão fundos que são. Eles fecharam várias estradas principais de Luanda, ao mesmo tempo. Será isto possível? Se nos dissessem há um tempo atrás que iriam fechar as principais vias da cidade, desde os acessos à cidade, até as vias internas por onde passa a maior parte do trânsito nós não acreditaríamos, provavelmente alegaríamos que isso era impossível e que bloquearia a circulação totalmente e que ninguém seria tão bruto/burro ao ponto de tomar tal decisão.
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Pois é, mais uma vez nos enganamos. E pensamos nós que já sabemos tudo sobre a nossa cidade. Até onde pude apurar, estão a instalar bocas-de-incêndio por toda a cidade. Para isso é necessário cavar, instalar a canalização e depois? Depois, seria normal tapar e asfaltar! Mas aqui fazem buracos e depois deixam-nos abertos para que alguém se espete neles (os que passam em frente dos edifícios públicos são tapados) e depois deixa-se o entulho amontoado, impedindo no mínimo uma faixa de circulação ou acostamento de cada lado. Depois, eles seguem com o trabalho e vão assim bloqueando rua após rua. É uma espécie de xeque-mate aos cidadãos, que vão arranjando escapatórias até que ficam encurralados num canto do tabuleiro, sem mais se poderem mexer e finalmente se renderem. Como diria a sabedoria popular «É demás!».
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Eles bloqueiam as estradas sem pré-aviso, inventam novos caminhos sem sequer pensar se são trafegáveis, juntam nesses caminhos o trânsito de vários lados, o que denota a falta de planeamento e entendimento que existe entre quem faz e quem manda fazer. E denota também falta de conhecimento do trabalho a ser executado. Falta o quê? Será que só a mim é que isso faz impressão?
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Não nos gabava-mos nós de sermos diferentes de outros países onde tudo era poeira e confusão, onde parecia não haver leis e agora estamos iguais? Vamos ouvindo as comunicações de que as obras são para melhorar e que se está a fazer um esforço para melhorar a qualidade de vida. Não temos dúvida nenhuma que a instalação de equipamento de segurança de incêndios numa cidade que não tem água é muito útil, e que a construção de uma estrada, ou qualquer outra coisa do género são para melhorar a nossa cidade e temos todo o interesse em que isso se faça. Mas será que é esta a forma de o fazer? Onde nos cansamos de ver obras sem nenhum tipo de fiscalização, sem nenhum tipo de sinalização para protecção dos cidadãos. Buracos deixados abertos pondo em perigo todos nós, obras iniciadas sem pré-aviso, sem criar previamente as alternativas para que se continue a circulação.
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Deixo este comentário à vossa apreciação e espero que ele seja continuado e acrescentado pelo vosso sentimento.
Comentem se assim o sentirem. Façamos pelo menos com que alguns de nós saibam que existe um sentimento mútuo. Não sei se concordam ou se simpatizam com o meu desagrado, mas penso escrever em nome de alguns.
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Escrevo pelo menos em meu nome e dos meus filhos que julgo merecerem melhor do que nós temos tido e em nome dos meus pais que sempre pensaram que eu ia ter melhor que eles tiveram.
Abraço.
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Eu
Tu
Ele
Nós
Vós
Eles
Todos
Enviado por: Maria Angolana

domingo, novembro 25

Pós-Manifestação

É com orgulho que anuncio aqui o sucesso da manifestação do 19 de Novembro de 2007. (Em frente ao consulado Angolano de Lisboa para reivindicar o direito ao voto)
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"Sucesso? Com 20 pessoas?" Sim!!! Sucesso porque foram 20 pessoas debaixo de chuva, 20 pessoas entre 100 000 que não tiveram medo, que não se resignaram, que não se deixaram levar por esses facilitismos de resmungar entre 4 paredes e de se silenciar na rua. 20 Angolanos que foram à rua gritar bem alto: "Democracia sem voto não tem sentido", "Angola é de todos nós", "Viva Angola!!!".

Poderíamos ser mais? Sem dúvida! O que não significa que a comunidade angolana não partilhe a nossa revolta. Durante a manifestação tivemos uma amostra disso: as pessoas que iam saindo do consulado levantavam as mãos, batiam palmas e abanavam afirmativamente a cabeça, ilustrando aprovação. No entanto, o apoio parava aí, num casual "fixe", e num acenar de cabeça. Muitos foram os angolanos com quem debatemos que acreditavam ser uma causa justa, e que se sentiam tal como nós indignados por não poderem participar nas próximas eleições do nosso país, contudo, o passo seguinte não se sentem dispostos a dar. Este passo chama-se mobilização e é na minha opinião, o passo mais importante para qualquer povo que se diz democrático e independente. Muitos alegavam terem bolsas e terem medo de as perder, outros simplesmente diziam "concordo, mas manifestar é grave". Enfim, as desculpas não faltavam para tentar justificar o evidente: o medo! Medo de dar a cara, medo de tomar uma posição, medo de represálias. É verdade, 32 anos depois, e o medo mantém-se. Recuso-me a acreditar que seja, como muitos dizem, "um problema cultural". Não! É demasiado fácil dizer que nós "nascemos assim e está tão intrinsecamente preso a nós, que chega a fazer parte da nossa cultura". Este foi um factor preponderante no número de angolanos presentes nessa manifestação. E espero que os angolanos que tenham ficado em casa, reflictam bem melhor naquilo que ainda podem fazer porque ainda nada está perdido e muito pode ser feito. Está na hora abandonar o medo e de abraçar a democracia.

O Sr. Estêvão Alberto, conselheiro de imprensa do Consulado de Angola em Lisboa, fez o "seu papel", ou seja o de desvalorizar a manifestação, dizendo que o número de manifestantes não é representativo da comunidade angolana residente em Portugal. Eu estou de acordo, o NÚMERO não é representativo, mas garanto ao Sr. Conselheiro que a posição defendida por estas 20 pessoas é sem dúvida a posição de grande parte desta comunidade de 100 mil angolanos. A única diferença é que estes 20 tiveram coragem de dar a cara. Ele também alegou que o grupo que a organizou é "sem representatividade": somos um movimento espontâneo, 100% apartidários. Não será esta a maneira mais pura de reivindicação? Cidadãos que não têm nenhum interesse político ou económico, que se juntam a outros cidadãos que partilhem a sua luta e causa, para que uma certa medida seja tomada em prol do povo. Penso que neste caso, esta "falta de representatividade" é de louvar, e é bem mais pura que a criação de qualquer partido político. Quero lembrar que a manifestação não é o ponto final.
Vamos continuar a lutar pelos nossos direitos. Só pararemos de reivindicar o direito do voto, quando efectivamente nos for concedido esse direito.
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domingo, novembro 18

ANGOLA 2007: QUE RECOMPOSIÇÕES E REORIENTAÇÕES?



O Centro de Estudos Africanos do ISCTE tem a honra de convidar V. Ex.ª aassistir à Conferência Internacional "Angola 2007: Que Recomposições e Reorientações?" nos dias 20, 21 e 22 de Novembro de 2007, às 09:00, no Auditório Afonso de Barros do ISCTE.
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ESTA CONFERÊNCIA PARTE DE UMA DUPLA CONSTATAÇÃO. UMA É QUE, VOLVIDOS CINCO ANOS SOBRE O FIM DA GUERRA CIVIL EM ANGOLA, ESTE PAÍS SE ENCONTRA NUMA FASE DE MUDANÇAS INCISIVAS, A NÍVEL ECONÓMICO, SOCIAL E POLÍTICO. A OUTRA É QUE O ADVENTO DA PAZ MILITAR DESPOLETOU UM ACENTUADO CRESCIMENTO DA INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS SOBRE ANGOLA, EMPREENDIDA POR ANGOLANOS E NÃO ANGOLANOS.

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É A PARTIR DESTA INVESTIGAÇÃO QUE A CONFERÊNCIA SE PROPÕE ANALISAR A NATUREZA E OS RUMOS DAS TRANSFORMAÇÕES EM CURSO EM ANGOLA. PARA O EFEITO, OPTARÁ POR UM DEBATE INTERDISCIPLINAR, EXAMINANDO DE FORMA INTEGRADA OS DIFERENTES NÍVEIS EM QUE O PAÍS FUNCIONA. NASCIDA DA EXPERIÊNCIA DO GRUPO SIGNIFICATIVO DE INVESTIGADORES DO CEA QUE TÊM VINDO A TRABALHAR SOBRE A ANGOLA CONTEMPORÂNEA, ESTA INICIATIVA PRETENDE CRIAR UM ESPAÇO DESTINADO A ACOLHER CONTRIBUIÇÕES DAS MAIS DIVERSAS ORIGENS E A CRIAR SINERGIAS PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO DOS PROCESSOS FOCADOS.

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A INICIATIVA É CONSIDERADA PELA PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DA UNIÃO EUROPEIA 2007 COMO “EVENTO DE INTERESSE CIENTÍFICO” E APOIADA NO QUADRO DO PROGRAMA “CIÊNCIA2007UE”, GERIDO PELA FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA.
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JORGE CARDOSO (Universidade Lusíada de Angola, Luanda), A inserção no contexto regional: política externa e perspectivas de integração.

CATARINA GOMES (Universidade de Coimbra), Os caminhos do processo eleitoral angolano

JORGE CARDOSO (Universidade Lusíada de Angola, Luanda), A inserção no contexto regional: política externa e perspectivas de integração.

CATARINA GOMES (Universidade de Coimbra), Os caminhos do processo eleitoral angolano.

AUGUSTO MANUEL CORREIA, Presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento em representação do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

NELSON PESTANA (CEIC) e Franz-Wilhelm Heimer

TERÇA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO
09:00 SESSÃO DE ABERTURA: Luís Antero Reto, Presidente do ISCTE

CLARA CARVALHO, Presidente da Direcção do CEA

NELSON PESTANA (CEIC)

FRANZ-WILHELM HEIMER (CEA),
Coordenador da Comissão
Organizadora da Conferência

09:30 PAINEL SOBRE ASPECTOS ECONÓMICOS I

MODERADOR:

FERNANDO JORGE CARDOSO
(Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais, Lisboa)

COMUNICAÇÕES:
MANUEL ALVES DA ROCHA (CEIC), Mudanças estruturais da economia angolana desde o início do milénio.

RENATO AGUILAR (Göteborgs Universitet, Gotemburgo), Impactos económicos do fim da guerra civil em Angola.

JOSÉ GONÇALVES (Universidade Estadual da Bahia, Salvador), Os fundamentos do crescimento
económico angolano desde o 2002.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS ECONÓMICOS II

MODERADOR:

EMMANUEL GAMELAS (ISCTE e CEA)


COMUNICAÇÕES:
EMMANUEL CARNEIRO (Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais, Luanda), A produção de bens transaccionáveis na Angola actual.

CARLOS LOPES (CEA), Políticas económicas, mecanismos de regulação e informalização da economia em Angola.

ANTÓNIO TOMÁS (Columbia University, Nova Iorque), Dólar e kwanza: reflecções sobre o bimonetarismo em Angola.

ANA MARIA DUARTE (School of Oriental and African Studies University of London), O sistema de transportes na Província de Benguela e os seus impactos económicos e sociais.

17:00 Intervalo
17:30 Debate
19:00 Lançamento de Livro
Apresentação por Emmanuel Carneiro (ISEG e CEA) do livro de Carlos Lopes, “Roque Santeiro: a ficção e a realidade” (Lisboa: Pincipia Editora)


QUARTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO
09:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS SOCIAIS I

MODERADOR:

FRANZ-WILHELM HEIMER (CEA)

COMUNICAÇÕES:
DAVIDE TRAMONTANO (Università degli studi di Napoli 'L'Orientale', Nápoles), Reforma de governação e exclusão social em Angola

NELSON PESTANA (CEIC), Reconstrução nacional e pobreza em Angola.

STEPHEN LUBKEMANN (George Washington University, Washington), Trans-generational Displacement, Urbanism, and Social Governance in Post-Conflict Angola.

CRISTINA RODRIGUES (CEA), Transformações da sociedade urbana em Angola.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS SOCIAIS II

MODERADOR:

JOÃO MILANDO (CEA)

COMUNICAÇÕES:
FERNANDO PACHECO (Acção para o Desenvolvimento Rural em Angola, Luanda), Permanências, rupturas e recomposições nas sociedades rurais de Angola.

MARIA DE FÁTIMA (Universidade Agostinho Neto, Lubango), Resiliência social em tempos de conflito e pós-conflito: As sociedades rurais da região da Humpata


MARGARIDA VENTURA (Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior Privado, Lubango), Impactos sociais dos distúrbios pós-traumáticos devidos aos conflitos violentos em Angola.

TERESA KOLOMA BECK (Humboldt-Universität, Berlim), Autoridades em concorrência: o impacto das ONGs em meios rurais angolanos

17:00 Intervalo
17:30 Debate

QUINTA-FEIRA, 22 DE NOVEMBRO
9:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS POLÍTICOS I

MODERADOR:

PAULO INGLÊS (CEA)

COMUNICAÇÕES:
ANDRÉ SANGO (Universidade Agostinho Neto, Luanda e Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais, Luanda), Os processos de transição política em Angola desde o fim da guerra civil.

JEAN-MICHEL MABEKO TALI (Howard University, Washington), Reler a transição angolana: Mudanças económicas e rigidez política.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL DE ASPECTOS POLÍTICOS II

MODERADOR:

JOÃO MILANDO (CEA)

COMUNICAÇÕES:
INGE RUIGROK (Vrije Universiteit Amesterdão), Governação em transição: as dinâmicas locais e as reformas políticas em Angola.

RUI DIAS (Direcção Geral das Autarquias Locais, Lisboa) & Rute Saraiva (Sistemas de Informação Industriais, Luanda), A descentralização em Angola: o papel das administrações municipais na gestão territorial.

ASLAK ORRE (Christian-Michelsen-Institut, Bergen/Noruega), a administração local em Angola: lei nova mas pouca mudança.

17:00 Intervalo
17:30 Debate
19:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO

ISCTE - Av. das Forças Armadas - 1649-026 Lisboa – Portugal
Tel. 21 7903067- cea@iscte.pt.
Centro de Estudos Africanos
Tel: 21 790 30 67
Fax: 21 795 53 61
cea@iscte.pt www.cea.iscte.pt

segunda-feira, novembro 12

Angolano foi eleito para o Parlamento suíço

Chegou à Suíça em 1982 para fugir à guerra civil em Angola, agora, Ricardo Lumengo tornou-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço. Deputado pelo cantão de Berna, Lumengo, de 45 anos, obteve a nacionalidade suíça em 1997. O imigrante angolano tornou-se na grande surpresa das últimas legislativas da Suíça, que ditaram a vitória da direita populista.

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Eleito pelo Partido Socialista (PS), Ricardo Lumengo terá de conviver no Conselho Nacional com os 61 deputados da União Democrática de Centro (UDC). O partido do milionário de Zurique Christophe Blocher foi o grande vencedor do escrutínio de domingo com 28,8% dos votos. Com uma campanha considerada pelos críticos como xenófoba e racista, centrada na expulsão dos criminosos estrangeiros da Suíça, a UDC esteve no centro do debate político. Grande culpado? O seu cartaz no qual uma ovelha branca expulsa uma ovelha negra do território suíço com um coice.
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Antigo exilado político, Lumengo garantiu à agência ATS: "Não quero ser um anti-Blocher. Não fui escolhido pelos eleitores para combater alguém, mas sim para defender as ideias socialistas e a minha região". Dos cerca de três mil candidatos às legislativas, pouco mais de uma dezena tem origens africanas. (...)
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HELENA TECEDEIRO


Enviado por: Margarida Castro

domingo, novembro 4

CONVITE

O IPRI-UNL e a FLAD convidam-no a estar presente na V Conferência Internacional intitulada «UE e África: em busca de Parceria Estratégica», que se realiza nos dias 8 e 9 de Novembro no auditório da FLAD.

A Conferência terá por tema a II Cimeira UE-África, cuja realização se prevê para finais de 2007, em Lisboa, sob a égide da Presidência Portuguesa do Conselho da UE. A primeira Cimeira UE-África, realizada no Cairo em 2000, marcou uma nova fase nas relações euro-africanas. Todavia, o progresso no aprofundamento destas relações tem sido irregular. Se, por um lado, o desenvolvimento de novas instituições africanas, como a União Africana e o NEPAD e um crescente interesse europeu em harmonizar as políticas para África, parecem apontar em sentido positivo, por outro, problemas como os critérios de APD, as questões comerciais, a integração económica ou a abordagem internacional a crises como o Darfur ou o Zimbabwe, parecem andar na direcção contrária.

Assim, a perspectiva de realização da II Cimeira UE-África reveste uma importância considerável, quer pelo encontro em si próprio quer pela possibilidade de alcançar um novo patamar nas relações entre África e a Europa.

A V Conferência FLAD IPRI procurará debater e aprofundar algumas das oportunidades e desafios da Cimeira. Contará, como habitualmente, com a participação de convidados políticos, analistas, académicos e outras personalidades de relevo.

Programa Provisório

8 de Novembroquinta-feira

09h15Abertura

Rui Machete, Presidente, FLAD
Carlos Gaspar, Director, IPRI-UNL
Manuela Franco, Coordenadora da Conferência

Conferência de abertura
Nuno Severiano Teixeira, Ministro da Defesa Nacional

10h15Pausa Café

10h30 África: Um Parceiro Estratégico
António Monteiro, Enviado Especial para a Cimeira UE-África

11h15Primeira Sessão: Valores em Comum. Ser Jornalista no Séc. XXI
Mesa Redonda
Moderador: Ferreira Fernandes, Redactor Principal, DN
João Van Dunem*, BBC, Angola
Daniel David, Empresário Comunicação Social, Moçambique
José Vicente Lopes, Editor Chefe do Jornal «A Semana», Cabo Verde
Adelino Gomes, Redactor Principal, PÚBLICO
Nicolau Santos, Director Adjunto, EXPRESSO

13h00Intervalo para Almoço

14h30Segunda Sessão: Poderes Regionais Africanos. Políticas Externas Africanas
Moderador: Leonardo Simão, Director Executivo da Fundação Joaquim Chissano, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique
Angola : Assis Malaquias , Associate Dean for International and Intercultural Studies, Associate Professor of Government, St. Lawrence University, Canton, NY
África do Sul : Elizabeth Sidiropoulos, South African Institute for International Affairs
Nigéria : J. Peter Pham , Director, Nelson Institute for International and Public Affairs, James Madison University

17h00Pausa Café

17h15 Terceira Sessão: Soberania, Segurança e Estabilidade. As Políticas dos Conflitos
Moderador: Mário Mesquita, Membro do Conselho Executivo, FLAD
Darfur : Gerard Prunier, Investigador no CNRS, ex-Director, Centre Français des Études Ethiopiennes, Addis Abeba
Congo : Timothy B. Reid, UNFIL, Lebanon
Zimbabwe : João Gomes Porto , Peace Studies Bradford Univ, Reino Unido
As Instituições Multilaterais Africanas e a Gestão de crises : Victoria K. Holt , Henry Stimson Center, Washington


9 de Novembro Sexta-feira
09h00 Quarta Sessão: A África e a Europa: Uma Agenda para a Cimeira
Moderador: João Marques de Almeida, Conselheiro do Presidente da Comissão Europeia

A II Cimeira UE – África

João de Deus Pinheiro, Membro do Parlamento Europeu, ex Comissário Europeu

A Cimeira UE - África: Problemas e Perspectivas

Ricardo Soares de Oliveira , Austin Robinson Research Fellow at Sidney Sussex College, Cambridge University
Manuel Correia de Barros, Coronel, Director Executivo do Centro de Estudos Estratégicos de Angola
As Armadilhas da Ajuda Pública ao Desenvolvimento
Robert Calderisi , autor de «The Trouble with Africa: Why Foreign Aid isn't working» (2006)
Requisitos do Desenvolvimento Sustentável
Taoufik Rajhi , African Development Bank (AfDB)

12h00 Encerramento
África e a União Europeia
Vítor Borges, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde
Aguinaldo Jaime, Ministro Adjunto do Primeiro Ministro de Angola
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IPRI-UNL
Rua de D. Estefânia 195, 5º Dto.
1000-155 Lisboa
Tel.: +351 213 141 176
Fax.: +351 213 141 228
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Fundação Luso-Americana
Rua do Sacramento à Lapa,21
1249-049 Lisboa
Tel.:+351 213 935 800
Fax.:+351 213 963 358
Webpage: http://www.flad.pt/
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Dora A. E. Martins

domingo, outubro 28

MISS LANDMINE / MISS MINA TERRESTRE - Angola 2007

Miss Landmine é o projecto de uma ONG de Oslo, Noruega, que tem o objectivo de sensibilizar a sociedade para o problema das vitimas sobreviventes das minas terrestres, desde a sua exclusão social, aos estigmas , até a sua integração. Ao mesmo tempo premeia mulheres heroínas vítimas das minas plantadas pelo MPLA e pela UNITA durante quase 30 anos de Guerra Civil em Angola.

Quem quiser participar na votação só tem de clicar aqui e votar na sua preferida até 27 de Novembro de 2007.

Para mais informações visite o site:
http://www.miss-landmine.org/misslandmine_project.html


















Miss Benguela
Ana Diogo
Age / Idade: 32
City / Ciudade: Benguela
Mine accident / Acidente da mina: 1984
Kids / Crianças: 3 (12, 11, 3)
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissáo preferido: Anything / Qualquer coisa
Favourite color / Cor preferida: Sand / Areia
Clothes / Roupa: American Apparel, € 34
Turban & Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 15
Location / Locação: Hotel Panorama, Ilha do Cabo, Luanda
Mine / Mina: VS-50 anti-personnel , € 12
Release / Accionamento: Pressure / Por pressao
Explosive / Explosivo: 45 grammes TNT
Produced by / Origem: Italy / Itália


















Miss Bié
Domingas Antonio Barroso
Age / Idade: 30
City / Ciudade: Kuito
Mine accident / Acidente da mina : 1992
Kids / Crianças: 4 (14, 10, 9, 2)
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissão preferida: Nurse / Enfermeira
Favourite color / Cor preferida: Black / Preto
Clothes / Roupa: American Apparel, € 34
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 11
Location / Locação: Hotel Panorama, Ilha do Cabo, Luanda
Mine / Mina: PMN anti-personnel, € 15
Release / accionamento: Pressure / Por pressao
Explosive / Explosivo: 120 g TNT
Produced by / Origem: Russia















Miss Cuando Cubango
Generosa Cassinda
Age / Idade: 30
City / Ciudade: Menongue
Mine accident / Acidente da mina : 1989
Kids / Crianças: 2 (10,8)
Occupation / Profissão: Street vendor / Vendedora
Dream job / Profissão preferida: Economist / Economista
Favourite color / Cor preferida: White / Branco
Clothes / Roupa: American Apparel, € 36
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 15
Location / Locação: Fortaleza São Miguel, Luanda
Mine / Mina: NO-4 anti-personnel
Release/ Accionamento: pressure / por pressão
Explosive / Explosivo: 188 g TNT
Produced by / Origem: Israel















Miss Cuanza Sul
Maria Restino Manuel
Age / Idade: 25
City / Ciudade: Cachoeiras
Mine accident / Acidente da mina: 1997
Kids / Crianças: None / Não
Occupation / Profissão: Shop assistant / Caixeira
Dream job / Profissão preferido: Nurse / Enfermeira
Favourite color / Cor preferida: Dark blue / Azul escuro
Clothes / Roupa: American Apparel, € 36
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 10
Location / Locação: Miami Beach, Rua Mortala Mohamed, Luanda
Mine / Mina: MAI 75 anti-personnel, € 19
Release / accionamento: Pressure / Por pressao
Explosive / Explosivo: 120 g TNT
Produced by / Origem: Romenia


















Miss Cunene
Severina Cuhiela
Age / Idade: 26
City / Ciudade: Ondjiva
Mine accident / Acidente da mina: 1985
Kids / Crianças: 2 (10,9)
Occupation / Profissão: Street vendor / Vendedora
Dream job / Profissáo preferido: Architect / Arquiteta
Favourite color / Cor preferida: Yellow / Amarelo
Clothes / Roupa: American Apparel, € 35
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 12
Prothesis: Centro Ortopedico Ondjiva, 300 USD
Location / Locação: Fortaleza São Miguel, Luanda
Mine / Mina: PPM-2 anti-personnel
Release/accionamento: pressure / por pressão
Explosive / Explosivo: 110 TNT
Produced by / Origem: Russia / Rússia


















Miss Huambo
Mariana Lucas
Age / Idade: 27
City / Ciudade: Huambo
Mine accident / Acidente da mina : 1993
Kids / Crianças: 3 (8, 5, 1)
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissão preferida: Clothes designer / Estilista
Favourite color / Cor preferida: Orange / Laranja
Clothes / Roupa: American Apparel, € 32
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 9
Location / Locação: Hotel Panorama, Ilha do Cabo, Luanda
Mine / Mina: PN-1 anti-personnel, € 17
Release / accionamento: Pressure / Por pressao
Explosive / Explosivo: 300 g TNT
Produced by / Origem: Cuba


















Miss Huíla
Paulina Vadi
Age / Idade: 25
City / Ciudade: Lubango
Mine accident / Acidente da mina : 1997
Kids / Crianças : 3 (12, 9, 6)
Occupation / Profissão : Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissão preferida : Whatever / Qualquer coisa
Favourite color / Cor preferida : Blue / Azul
Clothes / Roupa: American Apparel, € 34
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 7
Location / Locação: Hotel Panorama, Ilha do Cabo, Luanda
Mine / Mina: PMD-6 anti-personnel, € 14
Release / accionamento: Pressure / Por pressão
Explosive / Explosivo: 200 g TNT
Produced by / Origem : Russia / Rússia















Miss Malanje
Filomena Domingos Da Costa
Age / Idade: 35
City / Ciudade: Quizanga
Mine accident / Acidente da mina: 1999
Kids / Crianças: 5
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissáo preferido: Anything / Qualquer coisa
Favourite color / Cor preferida: Purple / Púrpura
Clothes / Roupa: American Apparel, € 34
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 15
Location / Locação: Hotel Marinha, Rua Mortala Mohamed, Luanda
Mine / Mina: TIPO 72a anti-personnel
Release/accionamento: pressure / por pressãoExplosive / Explosivo: 51 g TNT
Produced by / Origem: China















Miss Moxico
Maria da Fatima Conceição
Age / Idade: 19
City / Cidade: Luena
Mine accident / Acidente da mina: 1999
Kids / Crianças: Soon / Brevemente
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissão preferido: Boss / Chefe
Favourite color / Cor preferida: Green / Verde
Clothes / Roupa: American Apparel, € 32 Shoes purchased on the street, € 10
Jewellery / Jóias: Myffdesign, € 8
Locations / Locais de foto: Hotel Marinha, Rua Mortala Mohamed, Luanda Chill Out Bar Lounge, Ilha do Cabo, Luanda
Mine / Mina: GYATA 64 anti-personnel, € 20
Release /Accionamento: Pressure / Por pressão
Explosive / Explosivo: 300 g TNT
Produced by / Origem: Hungary / Hungria















Miss Uíge
Anita Pedro Age
Idade: 22
City / Cidade: Negage
Mine accident / Acidente com mina: 1999
Kids / Crianças: 2
Occupation / Profissão: Unemployed / Desempregada
Dream job / Profissão preferida: Vendor / Vendedora
Favourite color / Cor preferida: Purple / Púrpura
Clothes / Roupa: American Apparel, € 30
Jewellery /Jóias: Myffdesign, € 16
Location / Local da foto: Miami Beach, Rua Mortala Mohamed, Luanda
Mine / Mina: MON 50 anti-personnel directed fragmentation € 23
Release/accionamento: Tripwire or remote control / por tropeço o control remoto
Explosive / Explosivo: 700 g TNT
Produced by / Origem: Russia / Rússia

quarta-feira, outubro 24

Pelo Direito de Votar - Concentração Silenciosa


O Blog Desabafos Angolanos junta-se a iniciativa promovida por (bons) jovens angolanos em Portugal de, em silêncio ensurdecedor, se manifestarem/protestarem contra o facto de não lhes ser possível exercer o acto de cidadania que sempre esperaram, o VOTO, que para a maioria seria a primeira vez na vida! Alguns já têm 30 anos!!!


Este acto de “ajuntamento” é apenas por motivos de cidadania! Muitos angolanos estão em Portugal por força da necessidade, uns por motivos de saúde, outros por motivos académicos e profissionais e outros apenas porque conseguiram um bem-estar que o estado angolano não lhes proporcionou (como era sua obrigação) e todos eles gostariam de ajudar e participar naquele que será um acto de Democracia muito importante.


Angola, como Estado Soberano que é, tem “Jus Legationem”, ou seja, tem o direito de externamente se fazer representar por um Embaixador e por um Cônsul. Angola tem em Portugal representação diplomática, logo possui instalações e funcionários (pagos por nós) que têm a obrigação de nos permitir usufruir dos nossos direitos de cidadania no exterior.


Convido todos os leitores, independentemente da sua filiação política, que também se sintam desprezados pelos governantes e que queiram abraçar a causa, a juntarem-se a esta, na próxima 6ª-Feira (26/10/07) pelas 19h30m na Praça do Rossio, Lisboa.


Eu lá estarei…

sábado, outubro 20

DOCLISBOA 2007

Caros amigos,

O DocLisboa está de volta e este ano tem um programa especial dedicado a Angola.

O programa especial de Angola no DocLisboa 2007 é o seguinte:

Dia 26 de Outubro (6ª-Feira) no Grande Auditório da Culturgest às 23h00:

OUTRAS FRASES – de Jorge António
“Através da pesquisa e reinterpretação de elementos tradicionais, a coreógrafa e bailarina angolana Ana Clara Guerra Marques tem procurado, ao longo dos últimos vinte anos, criar novas estéticas e linguagens para o desenvolvimento de uma dança contemporânea angolana. Jorge António, que foi produtor executivo da Companhia de Dança Contemporânea de Angola entre 1995 e 1999, mostra-nos em "Outras Frases" o trabalho artístico e pedagógico da bailarina, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola.”

ROSTOV – LUANDA – de Abderrahmane Sissako
“Como muitos outros jovens africanos dos anos setenta e oitenta, o realizador Abderrahmane Sissako foi estudar para a União Soviética em 1980. Na escola de cinema de Rostov conheceu um jovem angolano, Alfonso Baribanga, antigo combatente na guerra de libertação daquele país que, para Sissako, era a encarnação perfeita do idealismo da geração saída dos vários processos de independência africanos. Dezassete anos mais tarde, tendo apenas uma velha fotografia como ponto de partida, Sissako reúne uma equipa de cinema e parte para Angola à procura do seu velho amigo. A viagem em busca do amigo transforma-se progressivamente numa reflexão sobre a derrota dos sonhos de mudar o continente que a geração do realizador partilhava no tempo em que conheceu Baribanga em Rostov.”

Para terminar, festa concerto no MAXIME (entrada livre) com KALAF, Buraca Sound System e Nástio.

Dia 27 de Outubro (Sábado) na Culturgest

14h:30 Debate sobre o cinema angolano e ás 16h no Pequeno Auditório

16h:15 No Pequeno Auditório “O CARNAVAL DA VICTÓRIA” – de António Ole.
“Filme etnográfico elaborado no primeiro Carnaval após a Independência, o documentário de António Ole, um dos mais importantes artistas plásticos angolanos da actualidade, concentra-se no grande número de trabalhadores que se dividem entre os seus locais de trabalho e os preparativos e ensaios que culminaram no grande dia da festa popular.”

16h:15 No Pequeno Auditório “MOPIOPIO, SOPRO DE ANGOLA” – de Zézé Gamboa.
"Mopiopio" foi um dos primeiros filmes de Zézé Gamboa - o realizador de "O Herói", premiado no Festival de Sundance em 2005 - e é um retrato do quotidiano de Angola feito através da sua música.”

Na bilheteira da Culturgest estará uma lista com os nomes de convidados.
Quem estiver interessado poderá enviar o seu nome para:
jorjantonio@gmail.com


Informação cedida por cortesia de Pwo.

domingo, outubro 7

"Rir é o melhor remédio" - Caranguejos Angolanos

Um pescador de caranguejos nunca tapa o balde em que vai colocando os caranguejos que apanha.
Isto admira toda a gente à sua volta.
Alguém lhe pergunta um dia:
"Porque não tapas o balde em que tens os caranguejos? Não tens medo que fujam?"
Ao que o pescador calmamente responde:
"Não é preciso. São caranguejos angolanos: quando um tenta subir, os outros imediatamente o puxam para baixo!"

Enviado por:

O'MBAKA

sábado, setembro 29

Policia Angolana "Acima da Lei"

A Amnistia Internacional revelou que apesar da inclusão dos direitos humanos no curriculum da policia angolana, os oficiais continuam a violar os direitos humanos e poucos são os policias que são levados a justiça.

Em quase todos os casos das violações dos direitos humanos documentados no relatório a Amnistia Internacional divulga que não foram investigados nem foram sancionados disciplinarmente os suspeitos.
"A única maneira de parar as contínuas violações da policia é punindo os oficiais responsáveis", disse Muluka-Anne Miti, investigador da Amnestia Internacional em Angola.

Os "regulamentos disciplinares" da policia angolana requerem obediência total as ordens mesmo se a ordem for ilegal.
"Policias participam em acções ilegais tais como agressão aos suspeitos e as suas famílias".

A policia angolana devia rever os seus regulamentos disciplinares para garantir que os policias que recebem ordens ilegais têm o dever de não obedecer - particularmente ordens que poderiam conduzir a uma violação dos direitos humanos. Devia também garantir segurança aos policias que denunciassem este tipo de ordens ou que protegessem os que se opunham a executa-las.

A policia nacional é sub-desenvolvida, este problema deve-se ao investimento inadequado. Muitos quadros da policia foram recrutados das forças armadas o que significa que têm formação e métodos militares desadequados para policia civil.
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To see a full copy of Angola: Above the law -- police accountability in Angola, please go to:
http://web.amnesty.org/library/indexengafr120052007.

sexta-feira, setembro 14

Recuso-me a Viver Numa Prisão Aberta

Durante o tempo que estive ausente da banda ganhei alguns "vícios" que hoje em dia e em qualquer parte do mundo que esteja, nunca abdico deles, excepto claro se a bufunfa ou o tempo não permitirem. O Danone, a Meia de Leite, o Croissant com fiambre prensado, um cinemazinho, andar a pé sem preocupação ou quando aos sábados ia ao quiosque da aviação naval (Aveiro) comprar o jornal expresso... só para dar alguns exemplos.
Geralmente quando mudo de habitat ou cidade, tento sempre manter aqueles hábitos que no novo local onde me encontro posso realizar, e só o suspiro substitui aquilo que sinto falta. (...)
Hoje, que estou em terras da kianda, aceito viver sem alguns deste hábitos porque é impossível tê-los por cá, o que não aceito, é abdicar de outros que posso muito bem usufruir cá na banda.
Falo do meu "vicio" de gostar de andar a pé, e o facto da cidade estar tão violenta ao ponto que por causa de um telemóvel pode-se perder a vida! A par dos gatunos, são os policias que não param de me chatear sempre que saio de máquina ao ombro:
- A porque é proibido fazer fotos na via publica!!! (como já escrevi uma vez aqui)
Talvez até esteja a ter uma reacção radical sem pensar nas consequências, mas a verdade é que me recuso a viver como um preso solto no meu próprio país. Já basta ter de chegar a casa e não haver energia, tomar banho a corrolar (entenda-se banho de caneca) por não haver água!!! Agora terei de abdicar também de andar a pé?
Só espero que depois deste desabafo, o próximo post não seja sobre a história do assalto que sofri na Maianga ou no Kassenda ou na banda da Samba.
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domingo, setembro 2

"Rir é o melhor Remédio"

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Dois membros do Bureau politico da Unita embarcaram no vôo Taag Luanda- Londres.
Um deles sentou-se à janela, o outro sentou-se no assento do meio. No momento da decolagem, um jovem da JMPLA pegou o assento do corredor, próximo aos dois unitas. O jovem tirou os sapatos, mexeu os dedos do pé e estava se ajeitando quando um dos da unita na janela disse:- Acho que vou levantar-me e pegar uma Coca-cola.
- Sem problemas, disse o jovem. Eu pego pra você.
Enquanto ele pegava a Coca, um dos unitas pegou o sapato do jovem e cuspiu dentro dele. Quando ele voltou com a Coca, o outro unita disse:
- Parece boa. Acho que eu vou querer uma também.
Novamente, o jovem gentilmente levantou-se para buscar outra Coca, e enquanto ele o fazia, o outro unita pegou o outro sapato do jovem e cuspiu dentro dele. O jovem retornou e todos sentaram-se e apreciaram o vôo. Quando o avião estava pousando, o jovem colocou de volta seus sapatos e logo descobriu o que havia acontecido e disse:
- Até quando isto vai durar? - perguntou ele - Esta briga entre as nossos partidos?
Este ódio? Esta animosidade? Estes cuspes nos sapatos e mijos dentro de Coca-Colas?
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Enviado por: Anónimo

domingo, agosto 26

Angola vencedora do AFROBASKET



O Blog Desabafos Angolanos felicita a equipa de Basket Angolana que se sagrou campeã do Afrobasket 2007 ao derrotar em Luanda os Camarões por 86/72. Felicita também todos os que, directa ou indirectamente, tornaram possível a conquista de mais um trofeu de Basket Ball.


  • Final: Angola vs Camarões (86-72)
    Meia-final: Angola vs Cabo Verde (93-60);
    Quartos de final: Angola vs Rep. Cent. Africana (78-51).

  • Angola na 1ª fase:
    Angola vs Ruanda (109-66)
    Angola vs Cabo Verde (100-44)
    Angola vs Marrocos (108-58) .

  • Classificação Total
    1º - Angola
    2º - Camarões
    3º - Cabo Verde
    4º - Egipto
    5º - Nigéria
    6º - Tunísia
    7º - República Centro-Africana
    8º - Côte d`Ivoire
    9º - Senegal
    10º - Marrocos
    11º - Mali
    12º - Ruanda
    13º - África do Sul
    14º - Moçambique;
    15º - R.D Congo
    16º - Libéria.
O Afrobasket 2007 realizou-se pela 1ª vez na história da organização, em 5 cidades:

Grupo A Benguela: Angola, Rwanda, Marrocos e Cabo Verde.
Grupo B Huíla: Mali, Senegal, Egipto e Cote d’Divoire.
Grupo CHuambo: Libéria, Nigéria, RD Congo e R.Centro Africana.
Grupo DCabinda: Camarões, Moçambique, África do Sul e Tunísia.


Luanda recebeu os jogos da 2ª fase e da final.
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Logo Afrobasket: AngolaPress

segunda-feira, agosto 13

Descentralizar o país

Angola tem 1.246.700 km²! É um país enorme!! Inútil dizer o que já toda a gente sabe: “Angola é um país grande e belo... fauna e flora únicas...”, essa cantiga já todos nós conhecemos. Vejamos as coisas de outra maneira.
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A maior província é o Moxico, com 223 023 km², e a mais pequena é Luanda com 2 257 km². Só vos digo isso para termos realmente a noção do que a frase “Angola é um pais grande” quer dizer.
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Para muitos de nós, Angola é só Luanda. O pior é que mesmo para alguns dos nossos governantes, a visão é a mesma: Angola é só Luanda. Estamos todos enfiados numa cidade que já está completamente entupida, que não tem capacidade para tanta gente. Concebida inicialmente para 600 000, hoje com 4 000 000 de habitantes.
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Obviamente que as consequências são desastrosas: abastecimento de água, esgotos, trânsito, a própria estética da cidade, tudo! E como se não bastasse, grande parte dos ministérios encontram-se na baixa da cidade ( Marginal e arredores), o que vem a centralizar ainda mais. Tudo concentrado numa só avenida. Aqueles que moram em Viana, por exemplo, têm um trajecto diário demasiado penoso.
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Contudo, Luanda continua a ser a cidade onde mais se investe no país. É lá que tudo acontece! Mesmo os que hoje estão nas províncias, são levados a “seguirem a luz” (por falta de investimento nas respectivas províncias) que acende no fundo do túnel. Essa luz é Luanda, e esse túnel afunila demais. Desenvolver outras províncias do país é uma prioridade absoluta. Assim que começarem a criar postos de emprego nas províncias, com tanto espaço que há, conseguiremos fazer com que as pessoas que vivem no musseque finalmente tenham uma oportunidade de trabalhar e ter uma casa normal, num bairro urbano. E se o governo saísse de Luanda? Imaginem quantos postos de trabalho seriam criados noutra província ( e porque não no Huambo? Uma província central, e que já esteve p’ra ser outrora a capital de Angola, a chamada Nova Lisboa).
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Numa primeira fase, seriam alguns ministérios ( o da agricultura deveria ser o primeiro, na minha opinião), e à medida que se fossem construindo estradas, condições na cidade para voltar a ser reabilitada e com um projecto urbanístico sério, correspondente à uma capital, num prazo de 3 anos o Governo estaria sediado numa outra província. Outro pólo no pais teria nascido: estaríamos finalmente a utilizar a superfície do pais, as populações à volta seriam puxadas “p’ra cima”, o desenvolvimento seria certo (pelo menos até à um certo ponto). Lubango, Huambo, Benguela, Bié, todas essas províncias (que segundo muitos relatos, são das mais bonitas do país) seriam “niveladas”.
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Penso que seria uma boa solução, e não seria uma solução inédita: isso já foi feito no Brasil, por exemplo.Esta é mais uma idéia entre tantas outras. Uma idéia aberta à discussão, que pode ser refutada e reformulada. Este é, também, um dos grandes objectivos deste blog: propor soluções ao que muita gente insiste em classificar de insolúvel.
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sexta-feira, agosto 3

Govern(corrup)ação de Angola - A pior da Lusófonia

Angola tem, entre os países lusófonos, a pior a classificação na maioria dos indicadores de governação do Banco Mundial (BM), incluindo corrupção e eficácia governamental.
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No relatório Indicadores Globais da Governação 1998-2006, divulgado terça-feira ao final do dia, Angola surge no indicador «controlo da corrupção» no percentil 8,7% o que significa que apenas 8,7% dos 212 países incluídos estão abaixo deste nível.
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A Guiné-Bissau surge no percentil 15,5% e Timor-Leste no 19,9%.
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Os dois melhores neste aspecto são Portugal (82,5) e Cabo Verde (72,8), que surge bem à frente do Brasil (47,1).
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Os dados do relatório, da autoria dos economistas Daniel Kaufmann, Aart Kraay e Massimo Mastruzzi, são calculados pelo BM a partir de diversas fontes, como institutos de pesquisa, centros de análise, organizações não-governamentais e outro tipo de organizações internacionais.
No «painel» de avaliação dos seis indicadores estão a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Economist Intelligence Unit, Banco de Desenvolvimento Africano (BAD), Afrobarómetro, Gallup ou Departamento de Estado norte-americano, num total de 33 fontes e dezenas de milhar de inquiridos.
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Além da corrupção, o estudo abrange os indicadores «voz e responsabilização», «estabilidade política e ausência de violência», «qualidade da regulação», «cumprimento da lei» e «eficácia governamental».
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Neste último, Angola surge no percentil 10,9, novamente abaixo da Guiné-Bissau e Timor-Leste.
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Bem maior é a diferença entre com os restantes «oito» no que diz respeito a «voz e responsabilização», que mede a participação dos cidadãos na política - Angola está no percentil 11,5, e o segundo pior, a Guiné-Bissau, no 33,7.
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O cumprimento da lei é o pior resultado de Angola (7,1), e também da Guiné-Bissau (9,0).
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O melhor resultado, cuja recuperação merece até destaque do Banco Mundial, é na estabilidade política, em que Angola surge no percentil 28,8, ligeiramente acima da Guiné-Bissau (26,4).
Na qualidade da regulação, Angola (7,1) surge ligeiramente melhor do que Timor-Leste (6,8).
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A melhor classificação de Timor-Leste é na «voz e responsabilização» (38,5), tal como na Guiné (33,7).
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Em São Tomé e Príncipe, mostram os números apresentados pelo Banco Mundial, o pior é a eficácia do governo (20,9) e o melhor a estabilidade política e ausência de violência (64,4).
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O melhor em Cabo Verde e em Moçambique é a ausência de violência (78,8 e 63,9, respectivamente)) e o pior a qualidade da regulação (45,4 e 30,7).
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O Brasil destaca-se na voz e responsabilização (58,7) e o pior é o cumprimento da lei (41,4).
Portugal apresenta a sua pior classificação na estabilidade política (76) e a melhor em voz e responsabilização (90,4).
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Para os autores do estudo, os números dão conta de melhorias a nível mundial na governação, e particularmente no combate à corrupção, incluindo em África.
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«A notícia auspiciosa é que um número considerável de países, mesmo em África, está a mostrar que é possível fazer progressos significativos na governação num período de tempo relativamente curto; estas melhorias são cruciais para a eficácia da ajuda e para um crescimento sustentado a longo prazo», afirma Daniel Kaufmann, co-autor do estudo.
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De acordo com os autores do estudo, a corrupção movimenta anualmente um bilião de dólares em todo o mundo.
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Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=20&id_news=83588

quinta-feira, julho 26

Carta ao Consulado de Angola em Portugal: Abaixo-assinado.

"
Ex.ma Senhora
Dra. Célia Baptista
Cônsul Geral do
Consulado da República de Angola
Av. da República, 68 - 1050 Lisboa



Lisboa, 16 de Julho de 2007


Ex.ma Senhora Dra.,

Na qualidade de Cidadãos Angolanos, residentes em Portugal, e na sequência das notícias avançadas pelos media não podíamos deixar de demonstrar a nossa perplexidade face à possibilidade dos Angolanos residentes na Diáspora estarem impossibilitados de votar nas próximas eleições legislativas, alegadamente "por não estarem reunidas as condições necessárias".
Sendo a edificação de um Estado Soberano e Democrático um dos principais objectivos da República de Angola, e de todos os Angolanos, é de inegável importância a participação de todos os Angolanos na prossecução deste objectivo.
Deste modo, parece-nos não poder ser, em circunstância alguma, ignorada a importância e o alcance do Constitucionalmente consagrado Direito de Voto da extensa Comunidade de Angolanos a residir em Portugal.
Neste sentido, e na esperança que este assunto ainda se encontre a ser analisado, gostaríamos de ser informados oficialmente pelo Consulado, sobre quais as alegadas condições que se encontram em falta para possibilitar que os Angolanos na Diáspora exerçam o seu legítimo Direito de Voto.

Agradecemos desde já a atenção dispensada e aguardamos por uma resposta o mais célere possível.

Pelo enriquecimento da democracia,
Abaixo-assinado

Esta carta será entregue ao Consulado de Angola em Portugal assim que forem reunidas todas as assinaturas necessárias para o abaixo-assinado. Embora este abaixo-assinado esteja a ser feito na cidade de Lisboa, sabemos que é um assunto que toca todos os angolanos ,em todo o Mundo. Por isso, achámos imprescindível enviar para além do abaixo-assinado feito em Lisboa, um abaixo-assinado "global" feito através da Internet. Assim, todos os angolanos, estejam aonde estiverem, são chamados a participar. A participação envolve, pura e simplesmente, o envio de um e-mail com o seu nome completo e número do bilhete de identidade ou passaporte ao queremos.votar@gmail.com. Na próxima segunda-feira, dia 23 de Julho, nós enviaremos por e-mail, ao consulado e ao MIREX (Ministério das Relações Exteriores), esta mesma carta seguida de todas as assinaturas que nos forem enviadas para o endereço electrónico referido. Deve se estar a perguntar: "Porquê enviar duas vezes a mesma carta?". Pois bem, para reforçar a nossa posição e para mostrar que não é somente a comunidade angolana em Portugal que está descontente com esta iniquidade que nos foi imposta, mas toda a comunidade angolana espalhada pelo Mundo, incluindo a que reside em Angola.
Até quando ficaremos calados?! Assine o abaixo-assinado."
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quarta-feira, julho 18

TAAG... Passageiros sem bagagem.

Anónimo disse...

Sei que o blog, não é espaço próprio, mas não pude deixar de ficar indiferente ao pedido de ajuda para denuncia relativa a companhia de bandeira nacional, TAAG:
Metade dos passageiros, do voo TAAG, que partiu de Lisboa para Luanda ontem, dia 17 de Julho 2007, por voltas das 13:00, chegou ao destino sem conseguir reaver a bagagem!!!
Até hoje de manha a TAAG, não informou os passageiros sobre o que realmente aconteceu e porquê? nem quando ou a que horas é que a bagagem vai chegar?! é um desespero que as pessoas viveram ontem e hoje de manha no aeroporto de Luanda, sem saber nada sobre as suas bagagens...
É um desrespeito total pelos passageiros, e os direitos dos passageiros onde é que ficam????
a TAAG aluga aviões e não tem capacidade para sequer fazer chegar as bagagens ao destino!
Uma verdadeira vergonha!!!
O que fazem ao dinheiro dos passageiros????
O que peço é que se tente ao menos levar esta denuncia ao conhecimento da opinião publica e que peçam explicações ao Sr. director da TAAG, ao ministro dos transportes de Angola ou a quem de direito!!!
18/7/07 13:30

terça-feira, julho 10


Registo Eleitoral é um acto cívico. Participe

São estas as situações que me deixam a espumar de raiva e com os nervos em pé. Vivo a 9 anos em Portugal e já votei, pelo menos, 4 vezes sem contar com 1 ou 2 referendos. Não sou nascido aqui mas já me foi concedido esse prazer, o prazer de SER CIDADÃO e votar naquele politico ou partido com quem simpatizo.

Convenci-me que podia fazer o mesmo na minha terra, meu país de origem, (onde tenho residência fixa, onde nasci, onde cresci, onde vive a minha familia) mas enganei-me. Não vou poder!!!


Sou angolano de gema, muitos dos bárbaros atrozes que são meus conterras discordam pelo simples facto que, para esses atrozes, ser angolano de gema é ser Negro na pele e não o facto de efectivamente ter nascido dentro da fronteira de Angola. Para esses atrozes a cor da pele é tão preponderante que até foi inventado um B.I com um campo correspondente a "raça" que no meu caso esta descrito "mista" (como se eu fosse uma sandwich) mas este assunto já está muito falado e não é o que motivou este post.


O motivo deste é só, única e exclusivamente, o facto de eu estar perto dos 30 anos e nunca ter podido votar no meu país e eleger alguém, seja ele(a) Presidente da Republica, Governo ou até mesmo Governador de Província.


Como se não bastasse ser angolano "misto" e sentir-me cidadão de 2ª e desclassificado por não ter pigmentação "standard", ou seja, NEGRO, também sou discriminado em relação aos que lá vivem (Angola) porque infelizmente só os que lá vivem podem votar! E eu? E eu que, por motivos de saúde e académicos, tive de emigrar (provisoriamente espero) não tenho direito ao sufrágio??? Não tenho direito a eleger o meu representante???


Alegadamente não há condições dizem as fontes governamentais. Outros dizem que por cobardia o governo que desconhece as intenções de voto do eleitorado na diáspora não quer arriscar em conceder esse direito Universal.

Não sei nem quero saber qual a causa de me não me ser permitido votar, uma coisa vos digo, por mais que me desprezem e por mais que me ostracizem e ignorem EU SOU ANGOLANO E SOU POR ANGOLA..

VIVA ANGOLA E TODA A FAMÍLIA ANGOLANA ESPALHADA POR ESTE MUNDO FORA, INDEPENDENTEMENTE DA SUA FILIAÇÃO POLITICA, RELIGIÃO OU PIGMENTAÇÃO DA PELE.

quinta-feira, junho 28

TAAG na "Lista Negra" da Europa

A entrada da TAAG na «lista negra» da União Europeia para as companhias aéreas implica a suspensão de dez voos semanais da transportadora angolana para Lisboa, informou hoje fonte do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC).
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Bruxelas inclui companhia angolana TAAG na «lista negra»A Comissão Europeia anunciou hoje a decisão de incluir a TAAG, Linhas Aéreas de Angola, na «lista negra» de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu.
Em comunicado, o executivo comunitário indica que o Comité de Segurança Aérea deu parecer favorável por unanimidade à quarta actualização da sua «lista negra», que, entre outras alterações, contempla uma interdição de voar em espaço aéreo à TAAG, companhia até agora com voos regulares para Lisboa.
Na sequência do parecer do Comité de Segurança Aérea, a proibição deverá entrar em vigor «nos próximos dias», aponta Bruxelas.
Se quiser saber mais sobre esta notícia click aqui : http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=283266
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"E estou mesmo a ver que, como "retaliação", o Governo de Angola vai "barrar" os voos da TAP e da BRITISH. Não me admira nada..... Mas por um lado compreendo porque são as únicas "armas" que o Estado tem para que reconsiderem esta opção, embora não me parece muito prudente "encarar" Bruxelas.
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A verdade é que me custa acreditar que o Estado angolano, ou pelo menos alguns membros do Governo, não levem isso à peito."

Por:

RP

terça-feira, junho 26

Oferta de emprego.

A Mundo Startel SARL é um operador de telecomunicações recentemente licenciado em Angola, para prestação de um vasto leque de serviços de telecomunicações baseado numa plataforma totalmente IP com recurso a tecnologias de acesso fixo sem fios (fixed wireless access).
Angola é um país com um grande potencial de mercado para serviços de telecomunicações, tendo em vista as actividades ligadas à reconstrução das infra-estruturas do país. O nosso objectivo é contribuir para o melhoramento dos serviços de telecomunicações e TI em Angola, visando especialmente os segmentos empresarial e residencial.

Nossa companhia procura empregar candidatos advogados.
Candidatos: Angolanos

Devem ter:
- Licenciatura em Direito
- Pensamento estratégico
- Habilidade para resolver problemas
- Habilidade de comunicação e de resolução de conflitos
- Bilingue (Português e Inglês escrito e falado)

Localização: Luanda
Salário: Muito bom/ a negociar.

Enviar Curriculum Vitae para: rhumanos@startel.co.ao
Web site: www.startel.co.ao

domingo, junho 17

Tem piada, tem!

Pois, que engraçado...
Dizia-me alguém (com ar de espanto) que está para perceber que tipo de pessoa sou eu. Ya... Há gente para quem só é fixe quem diz bem de Angola; quem diz mal, é "reaças". E mais: como pode uma pessoa como ela (eu) que nunca deixou a terra e que se entregou até ao quase vazio, falar assim?

É... acontece (aos melhores e aos piores).
Gostaria de perguntar como se sentiriam os fazedores de power points com "belas" vistas aéreas da Luanda actual, se conseguissem fazer um zoom e ver o que se vê quando se está em terra firme, com os pés na lama, a tropeçar nos montes de lixo em plena cidade; a ouvir a voz do povo. E como se sentiriam se tivessem sido traídos nos seus valores e convicções mais profundos.
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Bem gostaria de medir o optimismo de alguns, depois de passarem uma manhã num hospital do estado, numa repartição pública ou se tivessem de beber água inquinada e pagar o equivalente a 100 usd correspondentes a uma conta de uma electricidade que só aparece de vez em quando.
Deixem-me oferecer-vos um dos dez (contei-os) montes de lixo pelos quais passo diariamente às 7.45 da manhã, só ao descer a Avenida (?) da Clínica do Prenda, em plena cidade de Luanda. Hoje não havia nem meninos a brincar, nem mendigos a comer neste monte. Mas podem sempre clicar na foto para identificarem os "desperdícios".
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Gostaram? Pareceu-me um presente "very typical"...
Confesso que me dá até um certo gozo ouvir o discurso quer daqueles que, refastelados na Europa ou na América (States!) dizem mal de Angola, apenas porque "desconseguiram de aguentar a dipanda", quer dos outros que agitam bandeiras a favor do povo, enquanto usufruem de todas as benesses a que têm direito em países que, apesar da intolerância, os emigrantes de luxo preferem ao seu país natal. Vocês "deram-me graça", como se diz por cá.
E é isto mesmo, só vendo (e vivendo, já agora) o dia a dia é que se tem a percepção do "lixo" em que nos movemos, apesar dos esforços de todos - numa coragem infinita - para fingir acreditar que ainda há pior.
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Para quem continua interessado em saber como me defino: apenas posso dizer que não me interessam os rótulos quaisquer que eles sejam. Tampouco estou filiada em rebanhos de ovelhinhas sejam eles religiosos, políticos ou sociais.
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Mantenho-me na minha (yo!), não sou a cabra cega (vá lá!...) e não dispendo energias a irritar ninguém, só porque é inimigo do meu país. Estou do lado da justiça. Mas daquela teórica, ou seja, impraticável. Infelizmente.
Chegada à Mutamba, e como andava a polícia por ali (olhem para o canto inferior esquerdo), tirei a foto a medo, não me fosse ele "pentear" e ficar com a máquina. Não está grande coisa, mas podem ver-se os melhoramentos substanciais introduzidos no velho e démodé edifício da Fazenda.

Sim porque o arquitecto Vieira da Costa já morreu (agora pode-se alterar a sua obra à vontadinha!), não percebia nada de sistemas de ventilação natural em países tropicais e, para além disso, o prédio não estava nada bonito com aquelas enormes e amplas varandas sem os vidros fumados. Desculpem lá, mas agora, com dezenas de aparelhos de ar-condicionado e um brutal gerador para garantir o fresquinho é que está a kuiar!
Gastos exagerados de energia? Poluição? Náaaaaaaaaaaaa! O que é isso? Porque é que há a mania de criticar os "embelezamentos" e não se viram antes para os milhares de carros velhos importados da Europa onde já reprovaram em todas as inspecções por se terem tornado verdadeiros criminosos contra o ambiente?? (Dahhh...)
Finalmente cheguei à Ilha para a minha aula de batuque. Na praia, tratei de usufruir ao máximo do saber do meu Mestre, antes que os esgotos do restaurante chinês, ali mesmo colado, desatassem a jorrar litros de tudo para o mar.
A aula correu bem e fiquei feliz.
Desculpem mesmo, mas é-me impossível não comentar. Digamos que não resisto ao meu próprio instinto de ser mordaz e... corrosiva. Faz parte, já se devem ter habituado.
Mas hoje estou bem disposta!!!
Ora vejam que lindo prédio nasceu entre o Largo Serpa Pinto (se calhar já mudou de nome, mas toda a gente insiste neste) e a Mutamba.


Amarelinho "cheguei!" com janelinhas em arco e colunas gregas a lembrar o renascimento europeu.
Como passei depressa não reparei se é para escritórios de grandes empresas multinacionais ou angolanas não menos multi, ou se é daqueles para habitação onde os apartamentos custam entre 500.000 e 1.000.000. de dólares americanos cada um, mas que já estão todos vendidos (haja kumbu!).

In: Mwanapwo (adaptado)
http://mwanapwo.blogspot.com/2007/06/desculpem-qualquer-coisinha.html

domingo, junho 10

Mais um (entre muitos) desabafos...

Enviaram-me este e-mail e como cidadão e grande afectado por esta situação, que pelos vistos desejam eles que nos habituemos a mais essa, pois já estamos habituados a poeira, as corridas dos fiscais as pobres zungueiras, aos buracos nas estradas, ao lixo, ao descaso com a população, a ser interpelados por fiscais que mal sabem interpretar as situações óbvias, como o facto de alguns passeios serem usados para estacionar viaturas e outros não,... eu particularmente reprovo tal situação, para mim ninguém deveria estacionar viaturas nos passeios,... Passamos a vermos-nos como os causadores de tudo isso...
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Ontem, alguém que já não vive em Luanda-Angola a algum tempo, fez-me a seguinte pergunta:
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Como é que vocês conseguem viver nestas condições?
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Muito sentido, respondi:
Creio que existe um propósito por parte das pessoas que tomam as decisões neste país, que abandonemos o país, assim como você fez, pois para eles, nós somos o problema,...
Talvez pelo facto de não sermos vistos como reais cidadãos deste país. Repara quem vive melhor no nosso país? Quem possui as melhores condições de vida, incluindo lazer? Para eles é muito fácil, quando estão fartos da situação, para relaxarem, vão dar uma voltinha à Paris, Lisboa, Rio de Janeiro, Cape Town, Londres, etc.... por alguns dias, 2 ou 3 dias, quanto muito, pois é o tempo necessário para o merecido relaxe, e saiba que somos nós com os nossos impostos e taxas, que pagamos as tais "merecidas" férias.
Algo que também eles esperam que nos habituemos, são os emolumentos. Hoje para você tratar de uma certidão de nascimento, que se resume na cópia da página do assento de nascimento que em muitos casos são registros do tempo colonial (será que eram vale dizer, benditos tempos?), estamos a pagar perto de Kz 3, 000.00 e as urgências Kz 5,000.00, porém os serviços são os mais horríveis possíveis, pois as urgências na conservatória do Kinaxixe são para lá de 3 semanas, pelo menos o que aconteceu comigo. São passadas mais de 4 semanas e ainda não recebi as certidões que pedi.

Com esse pequeno desabafo, quero perguntar:
Não será o momento de nós processarmos a EDEL, EPAL, Ministério das Obras Públicas, etc. para que possamos resolver os problemas de uma maioria, em vez de estarmos a arranjar esquemas, apelar à corrupção, cunhas, amizades por conveniência, etc.?
Gostaria de pedir que sejamos unos, e possamos ajudar o Governo a melhorar, processando os directores destas empresas, os responsáveis,... Nós somos o estado, sem a população, o governos não tem razão de existir.
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Tenhamos esperança nesta terra que nos viu nascer...
Caros consumidores e colegas de sofrimento, e hora de levantarmos as nossas vozes e unirmos as nossas forças para reivindicarmos o que é NOSSO por direito como cidadãos deste pais, e cumpridores das nossas obrigações enquanto o pagamento da conta mensal de energia a EDEL! todos os dias me sinto frustrado e revoltado quando depois de um dia exaustivo de trabalho, chego a casa, pronto para organizar a roupa, o banho, o comer e os poucos momentos de lazer que tenho com a minha família... e a energia simplesmente falha!!! o apagão é geral, o calor escorre-me por todos os lados, os meus filhos reclamam e choram porque não conseguem usufruir da TV, do vídeo game, e nem sequer há água fresca!!! o meu filho já apanhou paludismo 3 vezes porque se eu tiver o mosquiteiro em cima dele, o vento não circula, ele abafa e chora! Digam-me só qual é a solução? Comprar gerador? Para por aonde se vivo num prédio em que já meia dúzia de moradores poluem sonoramente e atmosféricamente todo o prédio? No caso de eu insistir, e comprar o BENDITO gerador... se antes eu não dormia por causa dos mosquitos e do calor, agora não vou dormir porque tenho medo que o gerador exploda com o aquecimento e incendeie o prédio ou medo que me roubem ou sabotem o gerador, por causa do barulho que ele faz, (conheço pessoas que passaram por isso) ou ainda... pensar como e que eu vou fazer para abastecer já que as bombas de combustível não enchem bidões de combustível, a não ser que se pague uma GASOSA bem elevada!!! Enfim... de que que adianta eu enforcar-me tanto para dar condições a minha família, se no fundo e por fim, todas as minhas aspirações são frustradas, em pleno Sec. XXI, Angola ainda vive situações diárias de falha de energia?!
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Espero que reflictam sobre o assunto, e repassem este e-mail tanto quanto for possível...acto de o repassar vai expressar o desagrado de cada um e fará com que os de direito nos dêem apenas o mínimo de condições para viver condignamente!!!
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Bom trabalho, e ore, ore para que logo a noite, quando chegar a casa e for para a cama, não tenha que vivenciar mais uma vez o episódio que acabei de descrever.
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Enviado por e-mail anónimo