terça-feira, novembro 4

"Angola é governada por criminosos"

"Angola é governada por criminosos" - ainda hoje esta frase ecoa na minha mente.
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Só eu sei o que senti quando ouvi as declarações de Bob Geldof. E senti-o de tal maneira que havendo certamente palavras elegantes para descrever esses sentimentos, não sou capaz de as reconhecer sequer. Assim, prefiro nem tentar expressar com rigor das minhas emoções. Deixar-me-ei por isso levar pela imaginária e agradável sensação de estar serenamente sentado a beber batido de abacate, com bastante leite condensado.
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Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que estas eleições foram fraudulentas e que os observadores internacionais são cúmplices na acção criminosa do Estado angolano contra o seu próprio povo e sua única fonte de legitimidade.
Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que a Comunidade Internacional dá amparo a estes crimes porque, tendo poderes para o efeito, não faz o exame necessário a respeito desses crimes e simplesmente ignora as suas vítimas.
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Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então o povo angolano é criminoso porque o Governo de Angola é um GOVERNO DE UNIDADE E RECONCILIAÇÃO NACIONAL.
E se querer um Governo destes é crime, então o povo angolano é criminoso porque escolheu e aceitou para si um Governo criminoso constituído por diferentes forças partidárias.
Por favor Sir Bob Geldof, explique ao povo de Angola que as eleições agora realizadas não foram livres, embora tenham concorrido 13 formações políticas diferentes que realizaram as suas campanhas em pé de igualdade, suportadas com meios financeiros públicos e com total liberdade de reunião e manifestação; que não foram justas, apesar de haver já partidos políticos angolanos que vieram a público declarar que aceitam os resultados destas eleições; e que não foram transparentes, não obstante a constante e contínua informação / formação dada aos angolanos sobre o processo eleitoral.
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Não, o processo eleitoral angolano não foi perfeito, o sistema eleitoral angolano não é perfeito. Mas se também não o é qualquer outro processo eleitoral realizado com a periodicidade prescrita pelas leis dos países onde decorrem, porque havemos de esperar que o processo eleitoral angolano seja imaculado?
Se também não são perfeitos outros sistemas eleitorais, porque havemos de exigir que o sistema angolano seja isento de vícios? Quiçá os mesmo vícios de outros países que tenham adoptado um sistema eleitoral semelhante…Houve dificuldades e falhas. Foram assumidas. Ninguém se escondeu ou procurou justificar o injustificável. Pediu-se desculpa e ofereceu-se a solução, prevista na lei. Deve haver responsabilização por estas falhas? Devem ser tiradas consequências políticas? Se sim, então que assim seja! Os homens deste país já mostraram que sabem assumir as suas responsabilidades e não têm medo do mundo. O FMI que o diga...
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O facto é que Bob Geldof fundou a sua opinião na comummente aceite ideia: Angola é governada por criminosos.É mais fácil aderir à opinião generalizada e escutar apenas pessoas que estão de passagem, de pessoas que têm uma opinião tendenciosa ou de pessoas que simplesmente ignoram a realidade angolana, do que estudar as questões a fundo, no terreno e de forma imparcial; do que procurar compreender o que foi, o que é e o que se quer que Angola seja; do que contribuir com projectos, com ideias, ou simplesmente com conselhos ou sugestões modestas.
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Desculpem mas tenho de repetir: se Angola é Governada por criminosos, o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, composto por diferentes partidos políticos angolanos, tem a cobertura de toda a comunidade internacional, na sua acção criminosa, e isso inclui a do Sir Bob Geldof pela forma leviana, irresponsável e pior, inconsequente como vem a publico fazer denúncias graves sem que tenha sido apresentado qualquer tipo de suporte a respeito.
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Falar de Angola é fácil porque estamos catalogados como um país do terceiro mundo. Mas pergunto-me: qual a verdadeira diferença entre os países do terceiro mundo e os outros quando em ambos existe fome? (EUA); quando em ambos pessoas morrem por falta de assistência médica (Portugal); quando em ambos não existe liberdade religiosa (França); quando em ambos não existe igualdade salarial entre homens e mulheres (Itália) ou quando entre ambos, por crenças religiosas se matam pessoas? (Irlanda); ou quando em ambos os candidatos as eleições legislativas são assassinados? (Holanda)Falar de Angola é fácil simplesmente porque basta descontextualizar a realidade e subvertê-la aos critérios culturais de quem fala.
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Aprendi na faculdade que devemos sempre procurar saber quem faz a História, ou melhor, quem a conta. O mesmo facto, testemunhado por duas pessoas diferentes, é contado de forma diferente porque cada uma delas tem a sua própria hierarquia de valores e interpreta a realidade e tomando decisões em conformidade com essa hierarquia e outros factores que influenciam o conhecimento.
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E o problema não é, o facto do "Governo angolano não saber conviver de forma saudável com a liberdade de imprensa" como diz o comunicado da SIC. O problema que existe na verdade é o do exercício abusivo ou irresponsável da liberdade de imprensa.Responsabilizar civil ou até criminalmente as pessoas pelo exercício abusivo ou irresponsável das suas liberdades pode não bastar para repor a ordem pública. Se necessário for, o Estado pode e deve limitar ou mesmo suspender o exercício de liberdades fundamentais. Não estou a sugerir que sejam agora intentadas acções judiciais contra Bob Geldof ou a SIC. Estou apenas a dizer que defendo o meu país.
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Não estou com isto dizer que o Estado angolano pode suspender liberdades fundamentais de cidadãos estrangeiros que nem sequer se encontram no Pais. Estou apenas a dizer que não sei se foi o Estado angolano que inviabilizou deliberada e injustificadamente a emissão dos vistos de alguns repórteres portugueses ou se havia fundamento legal para o efeito ou ainda outro qualquer, minimamente atendível, que inviabilizasse a emissão dos vistos. Sei no entanto, e por isso não deixo de considerar intrigante, que a SIC omite, deliberadamente ou por mero esquecimento, o motivo porque os vistos não foram emitidos.
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O exercício da liberdade de imprensa, deve ser um exercício de responsabilidade, deve ser um exercício de informar e ser informado com objectividade, com imparcialidade e com rigor. Sem estes requisitos, mínimos, a informação deixa de ser notícia e passa a ser um artigo de opinião, sem a dignidade que se quer para um serviço noticioso. Sim. Angola é um Estado de Direito e não o é menos do que outros Estados onde por vezes, às vezes constantes, as leis também são atropeladas.
Não. Angola não deixou de existir com o fim da guerra e nem foi (re)descoberta com o início do seu crescimento económico.
Ruka Passos

11 comentários:

ANGOLA disse...

Como estás Meu Caro Amigo?
Fico feliz por, depois de tanta ausência, voltares a este espaço. Confesso que ando desmotivado de escrever porque ninguém participa, sei que lêem mas ninguém participa no Blog.
Preocupa-me um pouco o teu post na medida em que acho que falas/escreves como militante e não como um cidadão, em qualquer dos casos respeito a tua opinião. Vejamos... "Angola é governada por criminosos" é de facto uma frase "feliz", mais que não seja porque nos levantou este debate.
"Falar de Angola é fácil porque estamos catalogados como um país do terceiro mundo. Mas pergunto-me: qual a verdadeira diferença entre os países do terceiro mundo e os outros quando em ambos existe fome? (EUA); quando em ambos pessoas morrem por falta de assistência médica (Portugal); quando em ambos não existe liberdade religiosa (França); quando em ambos não existe igualdade salarial entre homens e mulheres (Itália) ou quando entre ambos, por crenças religiosas se matam pessoas? (Irlanda); ou quando em ambos os candidatos as eleições legislativas são assassinados? (Holanda)Falar de Angola é fácil simplesmente porque basta descontextualizar a realidade e subvertê-la aos critérios culturais de quem fala."
- Vou falar como CIDADÃO que sou e apenas isso: Não ouvi na integra esse discurso do BOB mas penso que o tema era África e por isso, apesar de concordar com o teu raciocínio, acho que o acusas injustamente visto não ser essa a "agenda", e o facto de ele não acusar os políticos dessas Nações que mencionas não faz com que ele simpatize com elas, acho eu... e mais, acho as pessoas são livres de dizerem o que pensam desde que isso não ofenda a lei... não conheço bem a ordem jurídica, tu melhor que eu deverás saber se está tipificado, ou não, que as opiniões são crime. São???
Eu, como cidadão Angolano que sou, subscrevo o que foi dito no contexto em que foi dito, mas ATENÇÃO...Não confundas as coisas, ele acusou o Governo que guerreou e matou cidadãos angolanos durante muitos anos (GURN MPLAvsUNITA), um governo que tinha como actores principais todos aqueles que durante muitos anos mataram e dividiram famílias de um país e minaram a economia e o território.
O Governo hoje eleito tem de mim o beneficio da duvida, votei nele, e agora vou esperar resultados. Se ao fim de 4 anos continuar a assistir ao roubo do erário público como até aqui foi, e se os meninos e as meninas continuarem a abrir bancos a descarada então ai voltarei a subscrever a dita frase... "Angola é governada por criminosos"!!!
E quando fores deputado estende-me a mão e deixa-me ver essa "luz" que tu encontraste agora. Talvez eu venda os olhos e consiga olhar para trás e não ver que quem governou o meu país durante muitos anos matou muitos angolanos.
M.N

Anónimo disse...
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mugabe disse...

Meu caro: Geldof foi pago pelos Bilderbergs (Expresso (Balsemão) e BES )para dizer aquelas barbaridades. Quem lhe pagou, são aqueles hipócritas que têm múltiplos interesses económicos em Angola como sabe, não o podiam fazer directamente, porque não era politicamente correcto e puseram o Bob a dizer por eles.. Portanto cague neles e puta que os pariu !!
Abraço!

Anónimo disse...

"Angola é gerida por criminosos", acusou o organizador do Live Aid e Live 8. "As casas mais ricas do mundo do mundo estão [a ser construídas] na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane", apontou, estabelecendo como comparação estes dois bairros luxuosos da capital inglesa. in Jornal O Público.

As casas mais ricas do mundo na Baía de Luanda? mesmo que assim seja, não se trata de um projecto privado? As outras casas já existentes e que se encontram espalhadas por Luanda têm como moradores na sua maioria cidadãos europeus. Porque apenas os africanos são criminosos? Os lucros portugueses em Angola não são um crime?

Atirar pedras não deve ser a melhor forma de ajudar alguém doente a correr para o hospital.

Há muita coisa errada em Angola! Mas onde não há? Concordo com as comparações e sei que servem para que seja dado o tempo suficiente ao poder para se implementar e melhorar as condições de vida.

Um simples recado a sociedade civil, no sentido de melhorar e continuar observadora e critica como tem sido.

Obrigado por terem este cantinho.

Filipe

carlos sousa disse...

Angola não é diferente do Brasil, ambos os povos sofrem em função de maus governos. Uma abraço.

New World Foundation disse...

SOBRE A CRISE MUNDIAL "Vou fazer um slideshow para você. Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem. Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens. No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda no Ceará,em Angola na Índia ou em Bogotá, sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta. Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo. Resolver, capicce? Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta. Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia - " bancos e banqueiros, agora a indústria automobilistica."
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse,divulgue, se não, o que importa, o nosso almoço tá garantido mesmo..."

New World Foundation disse...

Candonga e corrupção do colarinho branco em Angola UMA ABORDAGEM SOCIOLÓGICA
Quando ao procurarmos compreender a situação real do nosso País, quanto à sua fundamentação sociológico-estrutural e quanto ao seu funcionamento social, olhamos para o passado, a primeira constatação é que, de facto, um País não se organiza nem funciona com valores emprestados, ou com critérios alienantes ou alineadores; e se, em vez de no passado, centrarmos o olhar na nossa contemporaneidade, duas linhas contraditórias, quase em jeito de dilema, nos ocorrem: por um lado, sermos sufocados pelo universalismo cultural do centro hegemónico do mundo; por outro lado, sentirmo-nos mortos antes de morrer pela limitação do nosso empirismo, do nosso senso comum, da nossa incompetência.
Parece, pois, inevitável que a organização social da sociedade angolana, e seu eficiente funcionamento, terão inevitavelmente, de arrancar das medidas sócio-culturais das nossas raizes, para que se forme uma socialidade transparente, de convivência integrada e de gestão pública responsavel.

New World Foundation disse...

COM VONTADE POLITICA,Vencemos a miseria e fome em Angola. Temos ainda um longo caminho a percorrer, pois o governo Angolano, pouco fez no campo dos direitos sociais, conformando-se antes a uma agenda monetarista e colocando a política financeira acima do desenvolvimento da cidadania.
Garantir o alimento para todos, superando a miséria e a fome, exige do governo e de cada um de nós um engajamento patriota e solidario. Mais do que isto, presupõe a experiência pessoal, do humilde e corajoso processo de gestação de uma nova sociedade justa, que atenda aos direitos e às necessidades básicas da população: educação, saúde, política agrícola, demarcação das terras remanescentes dos quimbos, distribuição de renda e moradias para todos. Exige também que desenvolvamos novas relações de trabalho cidade campo, criando uma economia de comunhão comprometida com a solidariedade e atenta às exigências da sustentabilidade.Encontrar caminhos e solucoes,de formas a vencer a miseria e fome das comunidades carentes.

temos recursos e tecnologia para vencer a fome em Angola.

New World Foundation disse...

Rei Muatchissengue wa Tembo (Identidade Cultural) Principal riqueza de uma região é o seu povo. Mas, no Leste, o povo está a ser vítima da ganância pelos diamantes. Os sectores da saúde e da educação são os principais indicadores que reflectem a condição social de um povo e o nível de aplicação dos seus recursos para o bem-estar comum. Os pequenos indicadores que acima apresentei, demonstram que os filhos do Leste estão a ser lançados para a escuridão total do obscurantismo e da ignorância.

Por isso, às vezes, as pessoas em Luanda, dizem que os Tchokwés e outros povos da região são matumbos. Essa é a linguagem da capital de Angola. Os outros são matumbos, não é? Então se o governo não dá escolas aos Tchokwés, como é que podem estudar para deixarem de ser atrasados? Eu pergunto aos senhores que manipulam o dinheiro dos diamantes, dos petróleos e com o nosso destino se isto está certo? Na região Leste, mais de 88% das pessoas são analfabetas.

Como o soberano legítimo da Lunda-Tchokwé diz: não há sequer uma escola primária ou um posto médico, lá onde vivo. Os meus filhos não estudam. Amanhã receberão o meu poder tradicional sem qualquer educação. Isso é muito grave. Estou em crer que o mesmo acontece com os meus irmãos de Pungu-a-Ndongo, Ekuikui IV, a Nhakatolo Tchilombo e Bakongo.

Na região, o desemprego ultrapassa os 90% da força de trabalho. Nas Lundas, as pessoas praticamente sobrevivem do garimpo ou da candonga de comprar mercadorias em Luanda e revender lá nas praças a preços exagerados. As Lundas são a região mais cara de Angola, por causa dos diamantes, apesar de serem as mais empobrecidas do país, ao lado do Moxico e Kuando-Kubango.

Os diamantes têm sido explorados no subsolo das Lundas, por parte da Endiama, Sociedade Mineira do Lucapa, Sociedade Mineira do CATOCA, Projecto Luô, SOMINOL, ASCORP, as dragas dos generais do exército,ministros e outros que operam nas áreas do Cafunfo, Cuango, Calonda, Lucapa, Nzaji, Chitotolo, Catoca, Cucumbi, Capenda-Camulemba, Cuilo e Luangue, para não citar outras localidades,serao para o bem das populacoes ou da NACAO?

Tem-se falado muito na atribuição de 10% das receitas de imposto sobre a venda de diamantes para benefício das populações da região Leste. O povo não conhece a verdade sobre esse assunto, porque ninguém explica como é que se está a governar para o bem-estar das populações. A miséria é cada vez maior.

Por exemplo, o Hospital Provincial, em Saurimo, só faz consultas a olho nú. Praticamente não tem laboratório. Para se fazer um raio-X ou qualquer análise tem de se ir aos postos médicos privados ou dos missionários de Caluquembe. Para aqueles que trabalham no Catoca têm o privilégio do posto médico da empresa.

Outro exemplo é a instalação do núcleo universitário de Saurimo numa escola de professores do IIIº Nível. Pintaram a escola e puseram lá a correspondente da Universidade Agostinho Neto. Portanto, menos uma escola para dar lugar a outra. É como fazer funge sem conduto.

No mundo inteiro não existe um povo sem cultura, usos e costumes como símbolos da sua dignidade humana, com que Deus abençoou cada grupo etno-linguístico.

A tradição tchokwé é apreciada no mundo inteiro, menos em Angola, onde praticamente só se aplaudem os cantores brasileiros e procura-se abafar aquilo que é a essência da nossa identidade. Basta verificar que o Museu do Dundo, que era um grande símbolo cultural do Leste do país, e de Angola em geral, está abandonado. Muitas peças de arte foram roubadas e vendidas na Europa.

Na capital do nosso país, em Luanda, muita gente que se diz civilizada, estranha quando os alguem fala kikongo, umbundu, fiote e outras línguas maternas angolanas. Dizem que são línguas do mato e de matumbos. O colono dizia que eram línguas de cão. Nos obrigam a falar apenas o português, com sotaque de Lisboa, como língua de unidade nacional.

Por isso é que estamos assim, sem rumo nem liderança que nos indique um caminho para o bem e para a harmonia entre todos os angolanos. O país que temos é de improviso e para aqueles e rejeitam a cultura do seu próprio povo.

Eu, como Rei, não aceito que hajam angolanos de primeira, de segunda e terceira categorias.

Anónimo disse...

o sernhor BOB falou a realidade da maquinaria.e que ,nao ouve dinheiro enjogo.

Anónimo disse...

Angola! Angola!

Angola!
acorda e espero que estejes com a cabeça fria para ouvir lamurias, choros e gritos dos seus filhos inquietos e irreversiveis, ganaciosos e precipitados, ignorantes e reservistas.....

No´s somos o fruto da mandioqueira raizes que nascem saudaveis até em terras secas,ventos que insultam qualquer montanha, ingratos como a pedra, nacionalistas desfarçados como camalhão como uma mentalidade presa em ferros maléficos, somos tudo o que dispe e desnutre um pais rico como o nosso.

Portanto Angola é ANGOLA ,por ela no´s somos diversificados tanto em treomos de culturais e outros paises são mesmos outros. excusemos viver de comparaçoes culturais.