sexta-feira, maio 30

Um Desabafo Diferente

Angola entre os países mais pacíficos do mundo

O fim da guerra, a estabilidade política e realização de eleições permitiram a Angola tornar-se num dos países que mais subiram na tabela dos mais pacíficos no mundo em 2008.

A tabela, organizada conjuntamente pelo grupo de reflexão Instituto de Economia e Paz e pela Economist Intelligence Unit, destaca além de Angola, a Indonésia, Índia e Uzbequistão como os países que mais pontos positivos acumularam.

O estudo, que teve a primeira edição em 2007, somente com 121 países, é este ano liderado pela Islândia, que substituiu a Noruega como o país mais pacífico do mundo, de entre os 140 Estados considerados.

In: http://www.rna.ao/canala/noticias.cgi?ID=20932
Gentilmente cedido por: Vânia Mendes

terça-feira, maio 13

HORROR DO VAZIO

Sei que pode parecer repetitivo, mas afligem-me as megalomanias se apossando de algumas cabeças que assumem responsabilidades em relação a Luanda. Uns tantos acham que merecemos ter uma capital no estilo Singapura ou Hong Kong, com torres de quarenta andares (no mínimo) ao longo do mar. Não é forçosamente para amealhar umas comissões, como imediatamente pensam os nossos cérebros borrados de preconceitos, embora uns tantos aproveitem. Nada de novo, afinal: o mundo está cheio de processos por causa do imobiliário e o cinema e a literatura até já esgotaram o tema. O que me preocupa é muita gente estar sinceramente convencida que isso é que é bonito e assim é que será viver bem. Têm horror ao vazio que nas suas cabeças significa uma praça, um jardim, um parque, um desperdício de espaço que ficaria melhor com uma torre no meio (antes dizia-se arranha-céus, mas reconheço o exagero americano ao inventar o termo, porque os céus não têm costas, são da natureza dos anjos, e ninguém imaginaria um edifício a arranhar as costas de um anjo). Torre é melhor, lembra logo aquelas construções onde se enfiavam os prisioneiros para morrerem lentamente, como a célebre Torre de Londres, ou onde se aninhava o povo da Europa medieval para se defender de ataques. Torre sim, pois os seus utentes/prisioneiros vivem no medo de sair à rua, de viver a cidade, enclausurados e protegidos da miséria que espalham à volta de si.

Queixamo-nos do trânsito na baixa da cidade (não só na baixa, sejamos justos) e nem sempre escapamos de lá cair, porque ali está concentrado mais de metade do capital financeiro e dos serviços do país. E querem fazer mais torres, para atrair mais gente e mais carros? Que as torres vão ter parques de estacionamento, dizem os defensores das ideias futuristas. O problema é entrar ou sair dos parques, porque as ruas estão atulhadas de carros. Claro que há uma solução do mesmo estilo: fazer as ruas da baixa com andares, género auto-estrada em fatias sobrepostas, ou até com viadutos por cima dos prédios, a arranharem as nuvens. Isso seria um arranhanço útil. E já agora peço, façam um túnel por baixo da baía ou uma ponte a ligar o bairro Miramar à Ilha, assim chegamos à praia em cinco minutos, como era há vinte anos atrás. Como de todos os modos a ideia geral é dar cabo da baía e da Ilha, também tanto faz, mais ponte menos ponte… Suponho também que já deve haver negociações para se tirar a Igreja da Nazaré do sítio onde está, a ocupar indevidamente um espaço nobre para mais uma torre. Uma pequena concessão não fica mal, mantém-se a igreja na cave do edifício. A História que se lixe, não foi a lição da destruição do palácio de D. Ana Joaquina? Então continuemos. Neste afã de ocupar todos os espaços, proponho também acabar com o prédio dos correios, bem feio e sem valor arquitectónico por sinal, e já agora com a praceta à sua frente, outro desperdício de espaço. E aquele compacto e azul edifício que serve a polícia? Um quarteirão inutilizado! A polícia pode ocupar um andar da nova torre. Com menos agentes, claro, para se fazer encolher o Estado, assim mandam os compêndios do liberalismo económico, nossa nova Bíblia.

Problema que estamos com ele é que todas essas novas construções vão ter sérias infiltrações de água salgada, pois ali antes era mar. E o mar gosta de recuperar o que lhe roubaram, ainda mais agora com a previsão da subida dos oceanos, como em todas as conferências se apregoa. Vai ser lindo, com as fundações das torres a serem corroídas pelo salitre e os prédios a desabarem. Felizmente para eles, já não estarão cá os responsáveis nem os seus filhos. E os netos dos outros que se lixem.
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Por: Pepetela

domingo, abril 27

GOVERNO ANGOLANO ORDENA FECHO DO ESCRITÓRIO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU

O Governo angolano intimou o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas em Angola a encerrar os seus serviços até fins de Maio próximo.

A revelação foi feita à Ecclesia pelo chefe do Escritório da ONU em Angola, Vegard Bye, que não deixou de estranhar a medida numa altura em que o país toma parte do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Vegard Bye ressaltou a existência de um processo largo de negociação para estabelecer um acordo entre o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas e o Governo de Angola. “Até Dezembro do ano passado eu estive muito optimista porque parece que estávamos muito perto de conseguir um acordo. Infelizmente não foi possível e a 4 de Março o Ministro da Justiça comunicou oficialmente à Alta Comissária, em Genebra, que o Governo não considera pertinente assinar este acordo e por essa razão o escritório aqui tem que fechar”disse.

Para Vegard Bye, a decisão do Governo contraria de algum modo a sua posição assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

“Angola quando entrou para o Conselho de Direitos Humanos, mostrou justamente a vontade de manter um engajamento activo com o sistema internacional de Direitos Humanos, inclusive, a cooperar com o escritório de direitos humanos aqui em Luanda para mostrar, e este foi sempre o meu apelo ao Governo, para mostrar ao mundo e sobretudo à região africana que aqui há um Governo que apesar de não cometer violações massivas aos direitos humanos, quer ter uma colaboração e acompanhamento, dar o espaço para a comunidade internacional acompanhar o Governo neste processo e ao mesmo tempo ir construindo e aprofundando o sistema de direitos humanos em todo o país”.

No entender de Bye, existem várias violações de direitos humanos em Angola, sendo as mais flagrantes as dos direitos económicos e sociais.

“A violação mais importante aqui em Angola e em geral em África é a violação dos direitos socioeconómicos e sobretudo o facto de Angola ser o país com o maior crescimento económico do mundo. Isto contrasta com alguns dados por exemplo de Angola ser o segundo país do mundo em mortalidade infantil. Aí está um desafio principal de realmente assegurar os direitos básicos da população à saúde, à educação e à segurança social”, acrescentou o ainda chefe do escritório da ONU em Angola.

O “Apostolado” apurou que Vegard Bye deixa já Angola no fim desta semana, apesar do Escritório de Direitos Humanos funcionar até finais Maio. Também apurou que no princípio da próxima semana deverá chegar a Angola uma comissão do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
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Artigo gentilmente cedido por Vania Mendes

segunda-feira, abril 14

“A senhora vai engravidar hoje mesmo”, garante pastor... Quando a fé caminha para publicidade enganosa

Uma senhora que, supostamente, anda aflita tanto quanto o marido, pelo facto de o casal não conseguir procriar, telefona para o programa da Igreja Universal do Reino de Deus, emitido pela Rádio privada em Benguela, na manhã de 27/09. O pastor, confundindo os seus limites e numa clara manifestação de ignorância, “atira à queima-roupa”: «A senhora vai engravidar hoje mesmo! Vou escrever seu nome no travesseiro sagrado».
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Já não sendo a rádio a via mais aconselhável para consultas a esse nível, no seu característico sotaque brasileiro, o pastor nem sequer procurou saber de eventuais antecedentes de problemas de saúde, se a mulher está no período fértil e muito menos se o marido está presente. Será que a fé do pastor é determinante para o surgimento de uma gravidez na data em que ele, o pastor, pretende?

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Pouco tempo depois, liga uma menina do Lobito cuja mãe andará com as pernas inflamadas há uma semana. Sem se dar conta, o megalómano das soluções instantâneas incentiva a violência: «Lançaram mau olhar sobre ela, alguém que quer tirar vida à sua mãe. A tendência é derrubar a sua mãe e atingir os filhos. Compareça na nossa Catedral da Fé, junto à identificação, no Lobito, a partir das 17 horas».

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“Será que este pastor estudou?”, reage indignado um estudante do Instituto Industrial que vinha no Hiace do Lobito. “Tira esse boateiro!”, exigiam os demais passageiros, cujo pedido entretanto é chumbado por outros que, ou gostavam da mensagem, ou viam nela uma anedota “agradável” para começar o dia.
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Gociante Patissa

domingo, março 30

UM POUCO DE LUZ

Chega ao fim o segundo mês de 2008 e com ele a vontade de continuar a escrever. Espero que desta vez seja para ficar com alguma regularidade aceitável.
O país soma e segue com sinal mais na estabilidade macroeconómica e no crescimento da economia. A estabilidade política vai sendo uma realidade. Com o anúncio das eleições legislativas para 5 e 6 de Setembro, os partidos políticos vão arrumando a casa para estarem prontos.
Nesse capítulo especial, precisamos aprender com os erros de 1992 e os acontecimentos recentes do Kenya. Quando líderes sem escrúpulos querem satisfazer os seus desejos sem medir meios, o povo paga muito caro. Então, que haja um esforço concertado e elevado para termos um pleito eleitoral de que nos possamos orgulhar é o nosso voto.
Atenção aos líderes predadores. Como se diz por cá «o sandji yomeke yipayela ava valya!!!»
Até breve!!!
Upindi Pacatolo
In: http://upindi.blogspot.com/2008/02/um-pouco-de-luz.html

quinta-feira, março 27

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Fonte: Jornal de Notícias

sábado, março 8

Crianças condenadas a morrer


É notícia num jornal diário gratuito de Londres 'METRO'.
Repassem este email para que chegue até Angola, se possível ate aos gabinetes dos menos desinteressados governantes angolanos.


Diz-se que a economia do País está a crescer, então o porquê de não haver melhorias? Resumindo o que dizem as notícias, para aqueles que não percebem Inglês, a notícia em que está a foto de 1 senhora com o balde de água as mãos diz:
“Rosalin Epembe de 42 anos de idade teve 8 filhos, 2 deles faleceram. Todos os dias ela é relembrada das desigualdades económicas .(em 1000 crianças 260 morrem, mais 162 mortes do que devia)
Ela vive no Mussulo, praia arenosa literalmente com casas de luxo e aos fins-de-semana acomodando playboys ricos que muitas vezes são ouvidos fazendo corridas quer de motas ou jet skis. Rosalin não pode custear a viagem para a cidade todos os dias em busca de água potável por isso ela tem de tirar água salgada do solo (chão). Ela diz que 'muitas vezes os meus filhos a noite têm dor de estômago e não conseguem dormir', acrescentando ainda que 'quase todos os dias morre uma criança aqui no Mussulo devido a diarreia'. Também diz que a criança sobreviveria se os pais podessem custear o pagamento dos tratamentos e se o posto médico tivesse os remédios necessários; 'o hospital é pequeno e só para os primeiros socorros. E se uma criança fica doente eles não têm os devidos medicamentos, especialmente se for a noite. Terás de pagar e as pessoas não têm dinheiro.

Quanto ao artigo 'Children doomed to die', quer dizer 'Crianças destinadas a morrer'... resume-se que; Esforços para reduzir o número de mortes de crianças no mundo em desenvolvimento está destinado a fracassar. Países como Angola, rico em petróleo, merecem ser apontados para criticas devido o continuo fracasso. Diz ainda que em Angola a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos e' de 260 em 1000, que é 162 vezes mais (mortes) do que devia ser pelo tamanho da economia do País. Angola é o pior país do mundo, seguido logo pela Serra-Leoa."

É triste a nossa Angola, e ainda fartamo-nos de ouvir que as crianças são o futuro do Pais... será?
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Enviado por Dra. Nerika

sexta-feira, fevereiro 22

A polémica sobre a música de Dog Murras

Estimados leitores,

Não me é possível atestar a autenticidade do artigo que a seguir divulgo. Ele circula na internet como sendo da autoria de Tchizé dos Santos, jornalista e filha de José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola.

O artigo, segundo pude perceber, foi publicado pela autora com a pretensão de crítica a uma música do cantor angolano, Dog Murras, um “ku Duro” com uma letra que me parece, de certa forma, hostil mas que não fala mentiras e que num Estado de Direito e Democrático não levantava tanto sururu.
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Entre tanto alguém que, tal como eu, percebeu a intenção de Tchizé dos Santos, respondeu a autora em mail que também circula na internet e juntamente público aqui.
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“Artigo de Tchizé dos Santos em Resposta à Música do DOG MURRAS.
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Ouvi recentemente a polémica música do cantor Dog Murras e como jornalista, não pude ficar indiferente à sua letra.
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Creio que o Dog Murras canta algumas verdades, mas como figura de referência que é, não devia fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive, no anseio por uma Angola reconstruída e totalmente recuperada da guerra, onde todos os nossos filhos possam ir à escola e onde já não teremos as ' diarreias ' de que ele fala e que todos nós já tivemos. Mas o próprio Dog Murras há de saber que não se constrói um país em 5 anos, nem em 10.
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Ninguém gosta de ser relembrado que vive num país com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, aos quais estão expostos TODOS os angolanos, RICOS E POBRES. Todos passamos pelos mesmos buracos e todos sofremos no mesmo trânsito no dia-a-dia, Ricos e Pobres. E todos continuamos a amar a nossa Angola, Ricos e Pobres.
Temos é que trabalhar UNIDOS por uma Angola melhor e por um futuro melhor para os nossos filhos, ricos ou pobres. E para esquecer as “malambas” , então juntamo-nos ao fim-de-semana e dançamos os Kuduros do momento que geralmente, esperamos que nos entretenham e nos façam esquecer os problemas, ao invés de nos frustrar ainda mais.
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É preciso entender que os obstáculos fazem parte do percurso e que os ' engraxadores ' , ' bajuladores ' , os “Kotas Bosses” , e outros delinquentes do colarinho branco, existem em todas as sociedades e passam por cima de outros cidadãos, ricos ou pobres . É o dia-a-dia da batalha pelo ganha-pão. A discrepância social infelizmente é um mal global que temos que combater, JUNTOS, e não desunidos e odiando-nos uns aos outros e fomentando o ódio, ou criando bodes expiatórios como os emigrantes estrangeiros ou os ricos, que na sua maioria um dia também foram pobres.
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O problema é que infelizmente alguns “pseudo-novos-ricos” angolanos esquecem as suas origens e querem passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força. Isto é que tem que acabar, pois o dinheiro e o poder não identificam um ser humano. Os seus valores sim o caracterizam, fazendo dele um bom ou mau angolano.
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Também acho que os Chineses não têm culpa da nossa herança histórica que traz consigo poucos quadros angolanos capazes de fazer as obras que eles fazem com aquela rapidez.
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O que seria melhor? Não fazer as obras porque não sabemos fazer bem e rápido, ou chamar expatriados que façam bem e aprender com eles a fazer melhor ainda? Temos que ser humildes e reconhecer que Angola é um país novo no qual TODOS estamos a aprender como se constrói uma economia de mercado forte. Ninguém nasce ensinado.
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Agora coloquem-se no lugar do Chinês, Francês, Brasileiro, etc... Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm de ser recompensados por irem para a nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira, como diz o próprio cantor, que aliás é um compositor genial.
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Creio que os senegaleses, zairenses e malianos também não podem ser culpados da nossa falta de competitividade, ou inexperiência natural de um país com 32 anos, que os deixa vencer a concorrência nos nossos próprios mercados. E por fim, os portugueses não têm culpa do facto de gostarmos tanto de comer o seu chouriço, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres, em vez valorizarmos a nossa CUCA e Nocal e o Yuki, ou a chikaungua da terra nas festas e bailes onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha.
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Conclusão, temos que trabalhar, pois ser empregado não é vergonha, ser pobre não é vergonha. Trabalhar até de madrugada não é vergonha. Vergonha é ser-se arrogante, ser-se fraco e baixar a cabeça quando um obstáculo se nos impõe. Vergonha é ficar a lamentar os problemas de braços cruzados. E o Angolano não é fraco. O angolano não é violento. O angolano é orgulhoso, mas também é lutador. E com o seu jeitinho, vai resolvendo os problemas. Sejamos unidos, ouçamos as críticas do Dog Murras, sem entretanto interpretá-las como um estímulo ao racismo, nem à desunião dos angolanos, pois com certeza não é essa a intenção do poeta. Enfrentemos a nossa realidade de frente e sem hipocrisia, mas creio que Angola não é dos Chineses, nem dos portugueses e nem dos brasileiros. Angola é mesmo dos angolanos! E nós temos que nos instruir, temos que batalhar e ganhar experiência de trabalho para não nos deixarmos enganar pelo senegalês, brasileiro, português, francês, inglês, chinês na nossa própria terra, pois a ignorância é o maior inimigo do homem e o esclarecimento a melhor ferramenta para o sucesso.
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Por: Tchizé dos Santos”
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A resposta…
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“O artigo anda na net...mas tenho dúvidas quanto á sua putativa autora. Por um motivo simples: ela, intitulando-se jornalista, tendo feito estudos em Portugal e Boston , não poderia escrever uma matéria tão fraca e com um português tão medíocre...
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Há ainda um outro motivo pelo qual duvido: sendo filha de quem é, decerto os inúmeros assessores de que dispõe a desaconselhariam a escrever uma matéria tão "precipitada" como esta. Mas adiante: seja quem for a(?) autora (o?) deste texto , há coisas que não se podem engolir e calar. Fervem cá dentro e mexem com o sangue de qualquer mortal que se considere decente.
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Para inicio de conversa, a música do Dog Murras não canta algumas verdades. Canta a verdade! E como qualquer verdade tem o mérito de desagradar ao regime, eis aqui uma defensora das causas impossíveis.
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Desde quando a verdade promove a desunião e a frustração de um povo?!!! Não é a música dele que nos causa desunião e frustração. A desunião é-nos causada pela verificação diária de que uns são filhos e outros nem enteados são; que uns andam nos buracos em cima dos Prados, BMW e Hummers e os outros, a MAIORIA, andam nos buracos a pé sem saber onde aqueles primeiros foram buscar o dinheiro para comprarem aqueles carros quando aos outros falta para o pão-nosso de cada dia.
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E a frustração é causada pela facilidade com que uns têm e ostentam uma riqueza acabada de chegar não se sabe de onde e os outros, a maioria, morre de doenças que já tinham sido erradicadas no País.
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Não se constrói um País em cinco nem em dez anos. Mas o mesmo não se pode dizer das fortunas dos RICOS recém-formados.
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Em 32 anos de independência destruiu-se um País e edificaram-se fortunas colossais à sombra dos poderes instituídos e tolerados pela maioria.
Ninguém gosta de ser relembrado (?) - sic - que vive num País com dificuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, mas só uns conseguem esquecer: os RICOS.
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Sim, temos que trabalhar unidos. Aqui cabe uma célebre frase que ouvi há anos: quando alguém nos diz que estamos todos no mesmo barco, invariavelmente ele quer que nós rememos e ele fica ao leme...
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Os delinquentes de "colarinho branco" existem em todas as sociedades. Sim. Em Angola são protegidos pelo sistema, fazem parte dele e da tal elite que se acha RICA.
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E uma angolana tão veemente na defesa dos nossos valores não pode humilhar-nos assim...Temos 32 anos de independência. Angola patrocinou milhares de bolsas de estudos. Portanto temos quadros capazes de ombrear com os chineses, portugueses, brasileiros, franceses...Onde eles estão?!!! Subaproveitados. Quem manda vir os estrangeiros ao abrigo de acordos que ninguém sabe e ninguém vê, ganha com a vinda deles e perde muito se aproveitar quadros nacionais. Vejam as estradas construídas pelos brasileiros e as lições de competência que os engenheiros angolanos têm vindo a dar nas suas críticas e sugestões...
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Discrepância social não é um mal global coisa nenhuma. É um mal dos Países atrasados e corruptos. E essas discrepâncias são mais gritantes em Angola porque, os RICOS, os tais que chegaram à meta sem mesmo correrem, enchem a boca dizendo que somos um País rico, que atingimos índices de desenvolvimento únicos no mundo. O povo ouve, pára, olha e pasma. Cadê o tal de desenvolvimento?!!!
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Falta de competetividade?!!! Nós, angolanos?!!! Somos competitivos. Singramos lá fora no estrangeiro sem as asas protectoras de regimes corruptos e nauseabundos. Dentro do nosso País é que nada podemos fazer, pois os "grandes" preferem beneficiar os estrangeiros. Afinal, eles nunca lhes poderão fazer frente, pois não?!!!!!
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E chamar GENIAL a um compositor como o Dog Murras...haja paciência. Genial?!!! A autora não pode saber o significado da palavra. Que é um compositor (??) da moda, que faz música que a juventude gosta, que é nacionalista, que promove a imagem de Angola ...concordo. Mas GENIAL?!!!!! Haja Deus!!!!!!!!! E haja paciência.
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Assessores precisam-se!!!!
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Por: Anónimo"

segunda-feira, fevereiro 18

Escritor angolano recebe prêmio em Portugal


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Imagem gentilmente cedida pela Sra. Margarida Castro

domingo, fevereiro 3

O que escreve o Mundo sobre nós.

Artigo publicado in “Valor Online”, Jornal de Economia brasileiro – 26 OUT 2007

"Em Angola, onde falta tudo, o boom do petróleo atrai novos negócios.
O hotel Palanca Negra, em Luanda, a capital de Angola, tem mais de 50 quartos. Os quartos duplos, muitos deles sem janela, têm duas caminhas de solteiro, estreitas e baixas, bem próximas entre si e distantes cerca de 50 cm da parede em frente, cada uma com sua mesinha de cabeceira. Ao todo não têm mais de 20 metros quadrados cada, incluindo um pequeno banheiro com seu minúsculo box. O quarto individual é metade disto. O hotel cobra113usd por um e 100usd por outro. A demanda é grande. Reflexo de uma cidade e um país onde falta quase tudo e que, ao mesmo tempo, experimenta taxas de crescimento exponenciais, 20,6% em 2005, 18,6% em 2006 e alguma coisa nessa faixa este ano, segundo as previsões.
A guerra civil que aniquilou o país terminou em 2002, e a reconstrução entrou na ordem do dia, movida a petrodólares, principalmente.
Dos 31,3 bilhões de usd exportados no ano passado, o petróleo respondeu por 96%. Mas isso não quer dizer que Angola seja uma filial do paraíso em território africano. Está muito mais para seu eterno concorrente, impressão que marca imediatamente quem chega a Luanda, com seus de 5 milhões a 9 milhões de habitantes, dependendo de quem faça a conta. As estatísticas são estimadas, pois não há censo no país deste 1970.

O Palanca, cujo nome homenageia o belo e quase extinto antílope que é o símbolo nacional, fica dentro de uma área cercada, chamada cidadela, anexo ao maior estádio de futebol da cidade. Conformando-se com as acomodações, o visitante leva um soco no estômago ao transpor o portão da cidadela, cujo pátio já é um tanto caótico.
Na rua em frente, a poeira envolve a tudo e a todos, levantada por um trânsito infernal e alimentada por uma obra de canalização de uma vala tocada por uma empresa da China. É o futuro ajudando a piorar o presente. Alguns metros à direita a rua cruza com outra maior e ainda mais confusa: é a avenida Brasil, para os íntimos, porque em Luanda não há placas de rua.
O trânsito louco é dominado por enormes carros do tipo picape 4x4 e por dezenas de vans Toyota Hiace azuis e brancas. São os "táxis", ou candongas, único arremedo de transporte público da cidade. Táxi mesmo, como se conhece no resto do mundo, não há, a não ser um inoperante serviço por telefone. (De brasileiros, acrescentamos nós) Ônibus, idem, e é melhor que não haja, porque uma frota de cem veículos desse tipo seria suficiente para provocar um colapso na cidade. ( A MACON trouxe autocarros velhos, VW há anos)
Em Luanda, para quem não se dispõe a andar nas entulhadas candongas (e não se vê branco, ou "pula", nos candongas), é imprescindível ter um carro, e com motorista, pois não há vagas para estacionar e também porque só se chega aos lugares por referências. Endereço é uma mera formalidade. E o motorista precisa ser esperto, saber cortar caminho, senão o dia se esvai na pasmaceira do tráfego poeirento.
Cortar caminho quer dizer entrar por lugares sem nenhum vestígio de urbanização, logo atrás das ruas principais, deparando-se com montanhas de lixo e com favelas, aqui conhecidas como "musseques", espalhadas pelo miolo da cidade. Segundo cálculos da organização não governamental Development Workshop, pelo menos três quartos da população da capital angolana vive nesses musseques.
Vê-se obras por toda parte, maioria tocada por chineses, que trouxeram mais de 7 bilhões de dólares em financiamento e estão trabalhando directamente para o Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN). Há polémica sobre o aproveitamento desses recursos.
Não é preciso sair das vias principais para ver a marca da pobreza extrema. Dezenas, talvez centenas, de edifícios construídos pelos colonizadores portugueses nos anos 1950 e 60, abandonados às pressas e ocupados pela população local, têm hoje a aparência de favelas verticais, como os velhos conjuntos habitacionais construídos na mesma época no Rio de Janeiro para abrigar as populações removidas das áreas ricas da cidade. Eles são sujos, cheios de lixo e de restos de esgotos na frente, a fachada caindo aos pedaços. A reportagem do Valor entrou em um desses prédios, um dos mais bem cuidados. Não há elevadores funcionando. Em muitos casos, os prédios tiveram os poços do elevador transformados em lixão. Baratas e detritos (há ratos em muitos deles) dividem o espaço de acesso às escadas, que não têm corrimão em metade dos seis andares. Transposta uma grade de ferro chega-se à porta de um óptimo e espaçoso apartamento de dois quartos e dependências, uma autêntica cena do filme "Blade Runner". Todas as facilidades modernas estão lá dentro. O aluguer? US$ 50 mil por ano, pagos antecipadamente. Luanda é a capital da carestia. Pior no mundo, apenas Harare, capital do Zimbabué. Um simples esparguete com molho de carne em local despretensioso pode custar 30usd. O aluguer de um carro com motorista sai por entre 150usd a 200usd a diária. Os iniciados conhecem alternativas, mas elas estão sempre indisponíveis.

Na capital angolana, todos são obrigados a ter gerador porque, embora o país seja auto-suficiente em geração de energia eléctrica, (!!!????) a rede de distribuição não suporta a carga, e a empresa fornecedora é obrigada a desligar o fornecimento. Todos têm telefone celular. A telefonia fixa é totalmente incipiente.

No sofisticado supermercado Casa dos Frescos, um quilo de tomate sai por 1.004 kwanzas, a moeda oficial. Ao câmbio de Kz$ 75 por dólar, isso quer dizer mais de US$ 13. O dólar também é moeda corrente em Luanda, sendo legal seu uso em transacções e depósitos. Uma mini valorização da moeda local feita este ano (de Kz$ 80 para Kz$ 75 por dólar) tem elevado os depósitos em kwanzas. Mas é possível comprar o tomate nas ruas, de uma zungueira (mulher que, com uma espécie de bacia na cabeça, vende todo tipo de alimento nas ruas) por até Kz 200. Mas comprar alimentos nas ruas é um risco. Dizem que andar a pé também, especialmente para brancos, mas em uma experiência de atravessar cerca de quatro quilómetros entre a cidadela e a Mutamba, bairro que abriga o centro comercial e de serviços da cidade, a reportagem não foi molestada.

Difícil é atravessar os cruzamentos, com tráfego permitido em todos os sentidos e, na maioria dos casos, sem qualquer sinalização ou simplesmente controlados por guardas vestidos com luvas brancas, os "trânsitos".
Meninos e rapazes vendem de tudo na margem do asfalto e nas calçadas onde elas existem. São verdadeiras lojas ambulantes. A caminhada revela aspectos chocantes, como uma loja da Lacoste com paletós de mais de 500usd na vitrina, ao lado de um prédio semidestruído, habitado, exalando um incrível cheiro de lixo. O comércio sofisticado é raro, mas existe, em convivência íntima com a pobreza, como a loja Andy's, uma espécie de Daslu angolana, bem próxima a um musseque. Foi inaugurada pela primeira-dama do país e tem até um autêntico café parisiense anexo.

Os musseques estão por toda parte, com montanhas de lixo onde as crianças brincam. Há planos de remoções. No miolo da cidade, eles tendem a ser expelidos pela enorme actividade imobiliária. Brasileiros que trabalham na capital angolana dizem que quem fica dois meses fora é surpreendido por mudanças. Um bairro muito bom em uma colina, baptizado de Miramar, abriga as embaixadas e belas casas, mas muitas das ruas não são calçadas. Próximo está o palácio presidencial. A fortaleza colonial construída pelos portugueses domina majestática a baía de Luanda. Ali está o museu das forças armadas. E o porto é um destaque. Cheio de navios, ilustra o intenso comércio.
A actividade mais frenética é em Luanda Sul, uma outra cidade que está nascendo a cerca de 20 quilómetros do centro. A Construtora Norberto Odebrecht, a maior das que estão presentes no país, está construindo ali vários condomínios, de casas e de prédios. Um apartamento triplex de quatro quartos, com cobertura e piscina, sai por US$ 2,2 milhões num desses condomínios. A demanda é grande. O aluguer de uma casa em Luanda Sul fica em torno de 20 mil dólares, podendo chegar a 28 mil. Lá fica a mais nova atracção luandense, o shopping Belas, inaugurado este ano e administrado por uma empresa Baiana (Brasileira). Além de poucos muito ricos, a elevação dos custos em Angola é patrocinada pela presença crescente de empresas estrangeiras, atraídas pelas indústrias do petróleo e do diamante e pela crescente demanda por produtos e serviços num país de 15 milhões de habitantes (número também controverso) com um Produto Interno Bruto (PIB) que este ano deve superar US$ 50 bilhões e onde falta quase tudo. É uma atracção irresistível, e as pessoas que chegam acabam aprendendo a conviver com a desordem urbana agravada pelas obras de reconstrução.
É bom ver o país se transformando, embora analistas, como a directora do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, Noelma Viegas d'Abreu, comecem a questionar a demora para que o crescimento se traduza em melhoria das condições de vida da população pobre, após cinco anos do final da guerra. "

Cedido por: Dra. Nerika Silva

sexta-feira, janeiro 25

Um desabafo diferente.

Hoje, que seja o primeiro de muitos, vamos ter um desabafo diferente.
Vou desta forma homenagear uma figura, titular de um cargo público e politico de Angola, que recebeu recentemente um galardão por se ter destacado com prestígio e competência na sua área, o Sr. Ministro José Pedro Morais, Ministro das Finanças de Angola.
Importa também referenciar a sua equipe de trabalho que tem conseguido alcançar alguns feitos notáveis, prova disso, o reconhecimento por parte da revista “The Banker” do grupo britânico “Financial Times” que o nomeou “Ministro das Finanças do Ano”

Em meu nome, como cidadão angolano que sou, agradeço ao Sr. Ministro e a sua equipe pelos feitos alcançados até aqui, pela dedicação a nação e pela competência com que exercem o cargo. Que Deus conceda muita saúde para continuarem a dirigir cada vez mais e melhor as finanças do país, de uma forma clara e honesta como até aqui têm feito.

Apenas peço um favor. Agradeço que passe a receita da missão de competência, honestidade, e do altruísmo aos seus homólogos no Governo para que eles possam também triunfar nos seus ministérios.

Viva a competência!!!

Muito obrigado.

Angola: José Pedro Morais é "Ministro das Finanças do Ano" em África para revista The Banker

domingo, janeiro 20

O Instituto Camões / Centro Cultural Português e o Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimédia (IACAM) têm a honra de convidar V. Exa. a assistir ao programa da Retrospectiva do cineasta português Jorge António, entre 21 e 25 de Janeiro no Auditório Pepetela, Centro Cultural Português de Luanda.
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PROGRAMA

Segunda, dia 21, 18.30
A Utopia do Padre Himalaya (2004)

Terca, dia 22, 18.30
O Miradouro da Lua (1993)

Quarta, dia 23, 18.30
Angola. Historias da musica popular (2005)

Quinta, dia 24, 18.30
Kuduro, fogo no museke (2007)
Ante estreia em Angola

Sexta, dia 25, 18.30
Outras Frases (2003)

quinta-feira, janeiro 10

Rir é o melhor remédio...


Clicar na imagem para ampliar.

quarta-feira, dezembro 19

segunda-feira, dezembro 10

Angola - O retrato de uma angolana que regressou a casa muitos anos depois.

Caros leitores,
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O texto que aqui publico resulta de uma troca de e-mails com uma amiga que, em 2004, regressou a Angola para viver e que até então residia em Portugal sem ter oportunidade de visitar Angola durante os anos que esteve fora.
O retrato dela é autêntico na medida em que é espontâneo, ou seja, não foi elaborado para ser publicado mas sim no contexto de trocas de e-mails entre 2 amigos.
Depois de ler o email achei por bem partilha-lo aqui no Blog. Talvez outros possam fazer o seu próprio retrato de Angola e ter coragem de o partilhar também.
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“Oi amigo, ontem estava toda inspirada a escrever-te, quando o sinal falhou... esta é uma das dificuldades que eu não estava habituada. Mas vamos lá de novo...
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Aqui não consigo ter amigos de verdade, porque é tudo uma mentalidade de interesses, fingem ser teus amigos se tu tiveres dinheiro ou se conheceres alguém importante, grrrr.
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Uma coisa que fazia muito aí em Portugal era passear sozinha, ir de férias sozinha, coisa que não dá para fazer aqui porque ou és assaltada ou julgam que estás a procura de homem ou então porque não fica bem a uma mulher, grrr.
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Aqui ainda há muita superstição e praticam-na. O feitiço é o prato do dia, mas como não me meto e nem quero saber como é, isso não me afecta.
Angola é um país muito rico, mas ao mesmo tempo bastante pobre. Porquê? Porque todos querem enriquecer custe o que custar e não olham para o futuro dos filhos ou netos, que isso abrange a evolução de Angola, saneamento básico que é precário, educação péssima e agricultura em vias de extinção, pois só estão preocupados em aumentar o preço de tudo porque julgam que aqui só há estrangeiros, então aproveitam-se....
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Na minha opinião o Angolano não gosta de trabalhar para melhorar o país, mas sim para encher o bolso para borgas todos os fins-de-semana, comprarem carros e roupas caríssimas para se exibirem, mas no fim vais a casa deles e vivem em condições precárias, e por vezes nem comem para se vestirem bem, preferem viver para a sociedade que para eles mesmos. É a mentalidade do Angolano!
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Por um lado compreendo porque foi um país com guerra e ninguém tinha objectivos a traçar nem como traçar, porque tudo que construíam era destruído, mas a guerra acabou e eles continuam com a mesma mentalidade "deixa-me ver se consigo fisgar esta kota, assim tou garantido", quer dizer... é de alguém que não quer fazer nada da vida, e sim chular.
Mas aos poucos as coisas vão mudando. Os Angolanos que viviam fora estão a regressar e eles começam a perceber que a vida não é feita só de copos e sedução... sim... porque as meninas estão um máximo... elas até estragam casamentos sólidos. É a lei da sobrevivência que ainda vai durar um bom tempo.
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(…) Eles (sociedade) não têm garra pelo país, e além do mais são racistas da própria raça. Não conseguem ter uma conversa civilizada que começam logo a falar da escravidão, do racismo, dos pulas, dos mulatos… não fazem nada para mudar essa mentalidade. Sentem-se inferiorizados por parvoíce, já passou tempo... enfim...
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Os governantes também não ficam atrás... podiam dar melhores condições aos angolanos, criarem bairros sociais, mais hospitais públicos para minimizar a pobreza, a mortalidade infantil e idosa. Nós temos dinheiro para isso, mas eles só querem erguer infra-estruturas para inglês ver. O bom para o povo, que é o desenvolvimento do país, não o fazem. Isso e outras coisas mais que se te fosse dizer não havia mensagem suficiente para escrever ihihih.
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Já te estou a cansar com esta conversa...
Espera... Ainda faltam os pontos positivos, que são os mais fáceis.
Praias lindas, províncias maravilhosas, o povo é muito divertido, é umas das características que admiro, com tanta dificuldade e sofrimento como conseguem ser tão divertidos? Admiro-os por isso! Tens a oportunidade de criares um negócio teu, porque este país é um país de negócios, como eu costumo dizer.(…)”

segunda-feira, dezembro 3

Mais um desabafo...

Meus caros,

Desejo-vos bom dia, no entanto sem saber se isso se aplica nos dias de hoje a Luanda.
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Como devem ter reparado, estamos a ser vítimas de algum tipo de complô para nos porem daqui para fora de uma vez por todas ou então é algum tipo de estratégia secreta para paralisar Luanda. O que será que vai na cabeça de quem organizou todo este quadro? Provavelmente foi mais de uma cabeça a decidir, tendo em conta o tamanho da obra. Eu estou a falar das estradas e trânsito em Luanda. Pensava-mos nós que não era possível piorar o trânsito ou a qualidade de vida em Luanda!?
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Estamos completamente despreparados para viver nesta cidade, no meio de tanta coisa, que só me faz pensar em palavras como: Incompetência, descaso, burrice, sujidade, desarrumação, desorganização, corrupção ou serão palavras como, intenção, premeditação, propositado e burrice de novo?
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O que está a acontecer nos últimos dias em Luanda, meus caros, eu poderia dizer que é inadmissível, mas o que acontece é que todos nós admitimos, aceitamos e pior que isso já nos vamos habituando. Já achamos normal andar com carros em cima de passeios, subir e descer montes de entulho, passar por dentro de buracos que não se sabe como não sedem de uma vez até à rede de esgoto, de tão fundos que são. Eles fecharam várias estradas principais de Luanda, ao mesmo tempo. Será isto possível? Se nos dissessem há um tempo atrás que iriam fechar as principais vias da cidade, desde os acessos à cidade, até as vias internas por onde passa a maior parte do trânsito nós não acreditaríamos, provavelmente alegaríamos que isso era impossível e que bloquearia a circulação totalmente e que ninguém seria tão bruto/burro ao ponto de tomar tal decisão.
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Pois é, mais uma vez nos enganamos. E pensamos nós que já sabemos tudo sobre a nossa cidade. Até onde pude apurar, estão a instalar bocas-de-incêndio por toda a cidade. Para isso é necessário cavar, instalar a canalização e depois? Depois, seria normal tapar e asfaltar! Mas aqui fazem buracos e depois deixam-nos abertos para que alguém se espete neles (os que passam em frente dos edifícios públicos são tapados) e depois deixa-se o entulho amontoado, impedindo no mínimo uma faixa de circulação ou acostamento de cada lado. Depois, eles seguem com o trabalho e vão assim bloqueando rua após rua. É uma espécie de xeque-mate aos cidadãos, que vão arranjando escapatórias até que ficam encurralados num canto do tabuleiro, sem mais se poderem mexer e finalmente se renderem. Como diria a sabedoria popular «É demás!».
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Eles bloqueiam as estradas sem pré-aviso, inventam novos caminhos sem sequer pensar se são trafegáveis, juntam nesses caminhos o trânsito de vários lados, o que denota a falta de planeamento e entendimento que existe entre quem faz e quem manda fazer. E denota também falta de conhecimento do trabalho a ser executado. Falta o quê? Será que só a mim é que isso faz impressão?
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Não nos gabava-mos nós de sermos diferentes de outros países onde tudo era poeira e confusão, onde parecia não haver leis e agora estamos iguais? Vamos ouvindo as comunicações de que as obras são para melhorar e que se está a fazer um esforço para melhorar a qualidade de vida. Não temos dúvida nenhuma que a instalação de equipamento de segurança de incêndios numa cidade que não tem água é muito útil, e que a construção de uma estrada, ou qualquer outra coisa do género são para melhorar a nossa cidade e temos todo o interesse em que isso se faça. Mas será que é esta a forma de o fazer? Onde nos cansamos de ver obras sem nenhum tipo de fiscalização, sem nenhum tipo de sinalização para protecção dos cidadãos. Buracos deixados abertos pondo em perigo todos nós, obras iniciadas sem pré-aviso, sem criar previamente as alternativas para que se continue a circulação.
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Deixo este comentário à vossa apreciação e espero que ele seja continuado e acrescentado pelo vosso sentimento.
Comentem se assim o sentirem. Façamos pelo menos com que alguns de nós saibam que existe um sentimento mútuo. Não sei se concordam ou se simpatizam com o meu desagrado, mas penso escrever em nome de alguns.
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Escrevo pelo menos em meu nome e dos meus filhos que julgo merecerem melhor do que nós temos tido e em nome dos meus pais que sempre pensaram que eu ia ter melhor que eles tiveram.
Abraço.
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Eu
Tu
Ele
Nós
Vós
Eles
Todos
Enviado por: Maria Angolana

domingo, novembro 25

Pós-Manifestação

É com orgulho que anuncio aqui o sucesso da manifestação do 19 de Novembro de 2007. (Em frente ao consulado Angolano de Lisboa para reivindicar o direito ao voto)
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"Sucesso? Com 20 pessoas?" Sim!!! Sucesso porque foram 20 pessoas debaixo de chuva, 20 pessoas entre 100 000 que não tiveram medo, que não se resignaram, que não se deixaram levar por esses facilitismos de resmungar entre 4 paredes e de se silenciar na rua. 20 Angolanos que foram à rua gritar bem alto: "Democracia sem voto não tem sentido", "Angola é de todos nós", "Viva Angola!!!".

Poderíamos ser mais? Sem dúvida! O que não significa que a comunidade angolana não partilhe a nossa revolta. Durante a manifestação tivemos uma amostra disso: as pessoas que iam saindo do consulado levantavam as mãos, batiam palmas e abanavam afirmativamente a cabeça, ilustrando aprovação. No entanto, o apoio parava aí, num casual "fixe", e num acenar de cabeça. Muitos foram os angolanos com quem debatemos que acreditavam ser uma causa justa, e que se sentiam tal como nós indignados por não poderem participar nas próximas eleições do nosso país, contudo, o passo seguinte não se sentem dispostos a dar. Este passo chama-se mobilização e é na minha opinião, o passo mais importante para qualquer povo que se diz democrático e independente. Muitos alegavam terem bolsas e terem medo de as perder, outros simplesmente diziam "concordo, mas manifestar é grave". Enfim, as desculpas não faltavam para tentar justificar o evidente: o medo! Medo de dar a cara, medo de tomar uma posição, medo de represálias. É verdade, 32 anos depois, e o medo mantém-se. Recuso-me a acreditar que seja, como muitos dizem, "um problema cultural". Não! É demasiado fácil dizer que nós "nascemos assim e está tão intrinsecamente preso a nós, que chega a fazer parte da nossa cultura". Este foi um factor preponderante no número de angolanos presentes nessa manifestação. E espero que os angolanos que tenham ficado em casa, reflictam bem melhor naquilo que ainda podem fazer porque ainda nada está perdido e muito pode ser feito. Está na hora abandonar o medo e de abraçar a democracia.

O Sr. Estêvão Alberto, conselheiro de imprensa do Consulado de Angola em Lisboa, fez o "seu papel", ou seja o de desvalorizar a manifestação, dizendo que o número de manifestantes não é representativo da comunidade angolana residente em Portugal. Eu estou de acordo, o NÚMERO não é representativo, mas garanto ao Sr. Conselheiro que a posição defendida por estas 20 pessoas é sem dúvida a posição de grande parte desta comunidade de 100 mil angolanos. A única diferença é que estes 20 tiveram coragem de dar a cara. Ele também alegou que o grupo que a organizou é "sem representatividade": somos um movimento espontâneo, 100% apartidários. Não será esta a maneira mais pura de reivindicação? Cidadãos que não têm nenhum interesse político ou económico, que se juntam a outros cidadãos que partilhem a sua luta e causa, para que uma certa medida seja tomada em prol do povo. Penso que neste caso, esta "falta de representatividade" é de louvar, e é bem mais pura que a criação de qualquer partido político. Quero lembrar que a manifestação não é o ponto final.
Vamos continuar a lutar pelos nossos direitos. Só pararemos de reivindicar o direito do voto, quando efectivamente nos for concedido esse direito.
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domingo, novembro 18

ANGOLA 2007: QUE RECOMPOSIÇÕES E REORIENTAÇÕES?



O Centro de Estudos Africanos do ISCTE tem a honra de convidar V. Ex.ª aassistir à Conferência Internacional "Angola 2007: Que Recomposições e Reorientações?" nos dias 20, 21 e 22 de Novembro de 2007, às 09:00, no Auditório Afonso de Barros do ISCTE.
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ESTA CONFERÊNCIA PARTE DE UMA DUPLA CONSTATAÇÃO. UMA É QUE, VOLVIDOS CINCO ANOS SOBRE O FIM DA GUERRA CIVIL EM ANGOLA, ESTE PAÍS SE ENCONTRA NUMA FASE DE MUDANÇAS INCISIVAS, A NÍVEL ECONÓMICO, SOCIAL E POLÍTICO. A OUTRA É QUE O ADVENTO DA PAZ MILITAR DESPOLETOU UM ACENTUADO CRESCIMENTO DA INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS SOBRE ANGOLA, EMPREENDIDA POR ANGOLANOS E NÃO ANGOLANOS.

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É A PARTIR DESTA INVESTIGAÇÃO QUE A CONFERÊNCIA SE PROPÕE ANALISAR A NATUREZA E OS RUMOS DAS TRANSFORMAÇÕES EM CURSO EM ANGOLA. PARA O EFEITO, OPTARÁ POR UM DEBATE INTERDISCIPLINAR, EXAMINANDO DE FORMA INTEGRADA OS DIFERENTES NÍVEIS EM QUE O PAÍS FUNCIONA. NASCIDA DA EXPERIÊNCIA DO GRUPO SIGNIFICATIVO DE INVESTIGADORES DO CEA QUE TÊM VINDO A TRABALHAR SOBRE A ANGOLA CONTEMPORÂNEA, ESTA INICIATIVA PRETENDE CRIAR UM ESPAÇO DESTINADO A ACOLHER CONTRIBUIÇÕES DAS MAIS DIVERSAS ORIGENS E A CRIAR SINERGIAS PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO DOS PROCESSOS FOCADOS.

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A INICIATIVA É CONSIDERADA PELA PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DA UNIÃO EUROPEIA 2007 COMO “EVENTO DE INTERESSE CIENTÍFICO” E APOIADA NO QUADRO DO PROGRAMA “CIÊNCIA2007UE”, GERIDO PELA FUNDAÇÃO PARA A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA.
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JORGE CARDOSO (Universidade Lusíada de Angola, Luanda), A inserção no contexto regional: política externa e perspectivas de integração.

CATARINA GOMES (Universidade de Coimbra), Os caminhos do processo eleitoral angolano

JORGE CARDOSO (Universidade Lusíada de Angola, Luanda), A inserção no contexto regional: política externa e perspectivas de integração.

CATARINA GOMES (Universidade de Coimbra), Os caminhos do processo eleitoral angolano.

AUGUSTO MANUEL CORREIA, Presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento em representação do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

NELSON PESTANA (CEIC) e Franz-Wilhelm Heimer

TERÇA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO
09:00 SESSÃO DE ABERTURA: Luís Antero Reto, Presidente do ISCTE

CLARA CARVALHO, Presidente da Direcção do CEA

NELSON PESTANA (CEIC)

FRANZ-WILHELM HEIMER (CEA),
Coordenador da Comissão
Organizadora da Conferência

09:30 PAINEL SOBRE ASPECTOS ECONÓMICOS I

MODERADOR:

FERNANDO JORGE CARDOSO
(Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais, Lisboa)

COMUNICAÇÕES:
MANUEL ALVES DA ROCHA (CEIC), Mudanças estruturais da economia angolana desde o início do milénio.

RENATO AGUILAR (Göteborgs Universitet, Gotemburgo), Impactos económicos do fim da guerra civil em Angola.

JOSÉ GONÇALVES (Universidade Estadual da Bahia, Salvador), Os fundamentos do crescimento
económico angolano desde o 2002.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS ECONÓMICOS II

MODERADOR:

EMMANUEL GAMELAS (ISCTE e CEA)


COMUNICAÇÕES:
EMMANUEL CARNEIRO (Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais, Luanda), A produção de bens transaccionáveis na Angola actual.

CARLOS LOPES (CEA), Políticas económicas, mecanismos de regulação e informalização da economia em Angola.

ANTÓNIO TOMÁS (Columbia University, Nova Iorque), Dólar e kwanza: reflecções sobre o bimonetarismo em Angola.

ANA MARIA DUARTE (School of Oriental and African Studies University of London), O sistema de transportes na Província de Benguela e os seus impactos económicos e sociais.

17:00 Intervalo
17:30 Debate
19:00 Lançamento de Livro
Apresentação por Emmanuel Carneiro (ISEG e CEA) do livro de Carlos Lopes, “Roque Santeiro: a ficção e a realidade” (Lisboa: Pincipia Editora)


QUARTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO
09:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS SOCIAIS I

MODERADOR:

FRANZ-WILHELM HEIMER (CEA)

COMUNICAÇÕES:
DAVIDE TRAMONTANO (Università degli studi di Napoli 'L'Orientale', Nápoles), Reforma de governação e exclusão social em Angola

NELSON PESTANA (CEIC), Reconstrução nacional e pobreza em Angola.

STEPHEN LUBKEMANN (George Washington University, Washington), Trans-generational Displacement, Urbanism, and Social Governance in Post-Conflict Angola.

CRISTINA RODRIGUES (CEA), Transformações da sociedade urbana em Angola.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS SOCIAIS II

MODERADOR:

JOÃO MILANDO (CEA)

COMUNICAÇÕES:
FERNANDO PACHECO (Acção para o Desenvolvimento Rural em Angola, Luanda), Permanências, rupturas e recomposições nas sociedades rurais de Angola.

MARIA DE FÁTIMA (Universidade Agostinho Neto, Lubango), Resiliência social em tempos de conflito e pós-conflito: As sociedades rurais da região da Humpata


MARGARIDA VENTURA (Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior Privado, Lubango), Impactos sociais dos distúrbios pós-traumáticos devidos aos conflitos violentos em Angola.

TERESA KOLOMA BECK (Humboldt-Universität, Berlim), Autoridades em concorrência: o impacto das ONGs em meios rurais angolanos

17:00 Intervalo
17:30 Debate

QUINTA-FEIRA, 22 DE NOVEMBRO
9:00 PAINEL SOBRE ASPECTOS POLÍTICOS I

MODERADOR:

PAULO INGLÊS (CEA)

COMUNICAÇÕES:
ANDRÉ SANGO (Universidade Agostinho Neto, Luanda e Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais, Luanda), Os processos de transição política em Angola desde o fim da guerra civil.

JEAN-MICHEL MABEKO TALI (Howard University, Washington), Reler a transição angolana: Mudanças económicas e rigidez política.

11:00 Intervalo
11:30 Debate
13:00 Almoço

15:00 PAINEL DE ASPECTOS POLÍTICOS II

MODERADOR:

JOÃO MILANDO (CEA)

COMUNICAÇÕES:
INGE RUIGROK (Vrije Universiteit Amesterdão), Governação em transição: as dinâmicas locais e as reformas políticas em Angola.

RUI DIAS (Direcção Geral das Autarquias Locais, Lisboa) & Rute Saraiva (Sistemas de Informação Industriais, Luanda), A descentralização em Angola: o papel das administrações municipais na gestão territorial.

ASLAK ORRE (Christian-Michelsen-Institut, Bergen/Noruega), a administração local em Angola: lei nova mas pouca mudança.

17:00 Intervalo
17:30 Debate
19:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO

ISCTE - Av. das Forças Armadas - 1649-026 Lisboa – Portugal
Tel. 21 7903067- cea@iscte.pt.
Centro de Estudos Africanos
Tel: 21 790 30 67
Fax: 21 795 53 61
cea@iscte.pt www.cea.iscte.pt

segunda-feira, novembro 12

Angolano foi eleito para o Parlamento suíço

Chegou à Suíça em 1982 para fugir à guerra civil em Angola, agora, Ricardo Lumengo tornou-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço. Deputado pelo cantão de Berna, Lumengo, de 45 anos, obteve a nacionalidade suíça em 1997. O imigrante angolano tornou-se na grande surpresa das últimas legislativas da Suíça, que ditaram a vitória da direita populista.

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Eleito pelo Partido Socialista (PS), Ricardo Lumengo terá de conviver no Conselho Nacional com os 61 deputados da União Democrática de Centro (UDC). O partido do milionário de Zurique Christophe Blocher foi o grande vencedor do escrutínio de domingo com 28,8% dos votos. Com uma campanha considerada pelos críticos como xenófoba e racista, centrada na expulsão dos criminosos estrangeiros da Suíça, a UDC esteve no centro do debate político. Grande culpado? O seu cartaz no qual uma ovelha branca expulsa uma ovelha negra do território suíço com um coice.
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Antigo exilado político, Lumengo garantiu à agência ATS: "Não quero ser um anti-Blocher. Não fui escolhido pelos eleitores para combater alguém, mas sim para defender as ideias socialistas e a minha região". Dos cerca de três mil candidatos às legislativas, pouco mais de uma dezena tem origens africanas. (...)
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HELENA TECEDEIRO


Enviado por: Margarida Castro