domingo, junho 12

Que tipo de jovens Angolanos Somos?


Tenho tido alguns debates com diversos jovens amigos angolanos, debates fortuitos, ao acaso, daqueles que se tem a mesa do café ou restaurante, num aniversário qualquer ou no carro a caminho de um destino qualquer, enfim, aquelas conversas de ocasião…
Os debates aquecem quando o tema é politica de Angola e quando se critica a Angola actual, corrupta e sem rumo ou destino.
Há vários tipos de Jovens angolanos! Há os deixa andar porque a minha família é rica, não passa por necessidades e por isso Angola está bem como está; há aqueles como eu, que na minha opinião são os mais apaixonados por Angola, e que querem que aquilo mude e progrida, que são críticos quando devem ser e sabem também valorizar o trabalho de quem governa Angola, quando o merecem e há, aqueles que são cépticos, que vivem sem olhar a nada, sem esperança de nada, vivem ao sabor do vento.

O comportamento típico do “JOVEM ANGOLANO CRENTE” é: Acreditar que Angola se vai recompor sozinha por obra e graça de Deus, acreditam que Angola é o melhor país para se passar férias, para se constituir família, para trabalhar e ficam extremamente furiosos quando alguém diz o contrário, mesmo que esse alguém seja um irmão de sangue angolano. São aqueles que ou sofreram uma lavagem cerebral ou não conhecem o mundo para além das fronteiras de Angola.

O comportamento do “ JOVEM ANGOLANO CÉPTICO” é: Não se importar com quem está frente do Governo, nem se o seu trabalho é competente ou incompetente. Tirar um curso no exterior, ir de férias a Angola, desbundar e beber todas as noites, e dia sim dia também fazer praia. Vem do exterior com hábitos sociais civilizados, chega a Angola e logo começa a fazer desmandos. Tem alguma capacidade mental para poder “fazer o bem” mas que se deixa ir na inércia do nada fazer porque "eu sozinho não mudo nada".

O comportamento do “JOVEM ANGOLANO DEIXA ANDAR” é: Um misto entre “JOVEM ANGOLANO CÉPTICO” e “JOVEM ANGOLANO CRENTE”: Acrescentando que normalmente é filho de dirigente Angolano ou de família rica e não quer que nada mude pois só tem a perder com o progresso de Angola, com justiça social e com igualdade de direitos. É normalmente aquele que usufrui de imunidade quando atropela alguém, é normalmente aquele que tem uma bolsa de estudo e não vai à escola, é normalmente aquele que tem as cunhas para arranjar os melhores empregos e nunca os aproveita.

Se me fizerem a mim a pergunta: QUE TIPO DE ANGOLANO SOU?
Respondo: Sou um misto de todos eles! Nem melhor nem pior! Mas paulatinamente começo a perceber que posso mudar algo, nem que seja só escrever textos que possam estimular o pensamento de outros e que de alguma forma possam obriga-los a pensar que não somos só marionetas mas sim o FUTURO DE ANGOLA!!! Penitencio-me por esperar sempre que os outros façam algo, e de alguma forma me identificar com todos os que anteriormente retratei! Estou farto de estar do lado de fora do barco…

2 comentários:

macknilson disse...

antes de mais nada fico feliz por teres essa ideia apesar de seres anonimo tas de parabens..!bem ao dizeres q es um misto dizes q identificaste com todos os tipos incluindo aqueles q deixam tudo a andar...bem eu sou daqueles q acreditam apesar de tambem identificar-me parcialmente com a maioria dos outros grupos exepto os q deixam andar,se nao acreditar-mos como podermos mudar seja la o q for???e claro temos q fazer por isso pq as coisas nao acontem por si so.deu-me a impressao q apenas focalizaste em expor uma pequena percentagem dos angolanos na sua maioria aqueles q vivem fora ou seja uma minoria,apesar de serem muito importantes.
mais tem muitos angolanos a viver em angola e fora q pretendem mudar muita coisa mas claro,a muitos falta uma luz no fundo de tunel e a outros simplesmente falta os meios necessarios para tal.mas tamos aqui para isso,afinal de contas uma nacao e feita por pessoas,pessoas como nos q pretendem mudar pra melhor,e esse e o primeiro passo.um abraco!

Celso F disse...

Meu caro amigo anónimo quando tu fazes uma divisão em que dizes que uns são ''x'' e os demais são ''y'',parece-me um pouco estranho que te enquadres nos dois.O nosso problema é exactamente esse:há pessoa que querem e não querem fazer e essa indecisão leva a quem não façam.
É preciso criarmos uma identidade de ''ser'' ou seja,termos a capacidade de assumir o que somos sem medo do que os outros possam pensar e o julgamento que daí possa advir.
Há muitas pessoas que se estão a formar e que querem mudar alguma coisa,apenas esperam que haja um engajamento e maior numero de pessoas que partilhem as suas ideias porque sozinho é super dificil mudar o mundo.Aí está a cabal importância da identidade do ''ser''
Pensem nisso!Um abraço